Andamos no Toyota C-HR, um rival para Honda HR-V e Jeep Renegade

O C-HR foi projetado para atacar nosso atual líder de vendas. Suas armas? Motor 1.2 turbo e dinâmica de Ford Focus

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(NOTA DA REDAÇÃO: essa notícia saiu na edição de junho de 2016, e editamos quando as imagens oficiais do modelo foram divulgadas, junto com seu lançamento oficial o Salão de Paris no dia 29/09. Essas novas imagens foram, então, adicionadas a esse post)

Koba San é o pai do C-HR, crossover (ou mini-SUV ou semi-SAV: está se tornando cada dia mais difícil categorizar novos modelos) que foi mostrado no Salão de Genebra, no começo do ano, e será lançado comercialmente ainda este ano. Para um engenheiro japonês, Koba é uma figura surpreendente. Nos fins de semana, coloca capacete, macacão e luvas e passa os dias todos no autódromo, pilotando um monoposto. É inevitável, então, que ao projetar o C-HR – acrônimo para Coupé High Rider, ou cupê de centro de gravidade elevado – tenha tentado satisfazer suas próprias paixões.

E de fato é o que ele explica, com transparência surpreendente para os padrões de confidencialidade japoneses: “Na Toyota, somos mestres em fazer carros confiáveis e seguros. Mas sabemos que na dinâmica de condução ainda estamos atrasados em relação às melhores marcas europeias. O C-HR fecha de vez essa lacuna. Tem a qualidade de sempre, mas é divertido de guiar como um Ford Focus, referência em seu segmento”. Dirigindo em alta velocidade pelas estradinhas do norte da França, sua ambiciosa afirmação se mostra verdadeira (ao menos no banco do passageiro).

A plataforma TNGA (Toyota New Global Architecture) já tinha dado evidências de suas habilidades dinâmicas no último Prius, e aqui ainda é adicionada de suspensão traseira multi-link – que faz uma bela diferença. O Toyota C-HR mostra agilidade surpreendente graças às respostas vivas de seu pequeno motor 1.2 turbo a gasolina (com 116 cv e ótimos 18,8 kgfm a meras 1.600 rpm). Igualmente inesperada é a combinação perfeita com o câmbio CVT (continuamente variável, como no Corolla). Depois de muita afinação para reduzir retardos de resposta e escorregadas habituais, deu para ver que a transmissão casou bem com o motor turbinado.

A tração é dianteira ou integral, e obviamente haverá uma versão híbrida, com o mesmo powertrain do Prius. O Brasil é um mercado perfeito para o C-HR, parecido com o rival e líder de vendas Honda HR-V não só no porte e na proposta, mas até mesmo no nome e no design. Não se sabe se o crossover poderia ser adaptado ao nosso motor 1.8 flex, mas até se poderia produzir o carro no Estado de São Paulo, em Indaiatuba ou Sorocaba e o motor 1.2 na nova e moderna fábrica de motores em Porto Feliz (importá-lo do México, casos sua produção seja confirmada lá, seria outra opção). Tudo está sendo estudado pela marca (leia aqui mais detalhes). Quem sabe quando a crise passar…

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Ficha técnica:

Toyota C-HR 1.2 Turbo

Motor: 4 cilindros em linha, 16V, comando variável, turbo, inj. direta
Cilindrada: 1197 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 116 cv
Torque: 18,8 kgfm a 1.600 rpm
Câmbio: automático CVT (ou manual de 6 marchas)
Suspensões: McPherson (d) e multi-link (t)
Freios: discos ventilados (d/t)
Tração: dianteira ou integral
Dimensões: 4,35 m (c), 1,79 m (l), 1,57 m (a)

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