Avaliação: Chevrolet Cobalt fica mais economico sem perder a força

O Cobalt 2017 ganha um motor muito mais econômico e que entrega o torque em rotações baixas, reduzindo o ruído a bordo

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Houve um tempo em que a GM fugia das medições de consumo do Inmetro como o diabo foge da cruz. Mas isso mudou. Com ajustes nos motores, que ficaram muito mais eficientes, os carros da linha Chevrolet agora podem exibir também seus atributos de economia de combustível, além dos já consagrados itens de conforto. É o caso do Cobalt 2017. O motor 1.8 flex de 106/111 cavalos (gasolina/etanol) foi modificado no conjunto de pistões, bielas e anéis, além de ganhar um novo módulo eletrônico e foi rebatizado de SPE/4 Eco.

Em relação ao antigo EconoFlex, ele ficou 21% mais econômico, manteve sua característica de bom torque e deu nova vida ao carro. Equipado com a transmissão manual de seis marchas, o Cobalt Eco agora pode se orgulhar de uma nota A na classificação geral do Inmetro e faz mais de 15 km/l na estrada com gasolina. Com a transmissão automática, também de seis marchas, presente no carro avaliado, ele conseguiu nota B na classificação geral, o que é excelente para um carro médio. O Cobalt Eco AT6 faz 14,4 km/l na estrada e 10 km/l cravados na cidade.

O silêncio ao rodar diminuiu, pois a 120 km/h o ponteiro do conta-giros agora marca 2.650 rpm (antes apontava 3.300). O torque máximo também é entregue com menos giros do motor, a 2.600 rpm (antes era atingido a 3.200 rotações). O Cobalt nasceu para atender à emergente classe C dos anos Lula, oferecendo um sedã confortável, simples, potente e com grande porta-malas. Com a crise econômica, a GM decidiu acabar com as versões 1.4 na linha 2016 e manteve essa estratégia para a linha 2017. Afinal, dentro da própria rede Chevrolet o cliente que busca um sedã mais barato pode encontrar o Prisma 1.0 e 1.4.

Portanto, o Cobalt de entrada agora já é muito bem equipado, pois trata-se da versão LTZ (que vem com um bom sistema multimídia incluindo Android Auto e Apple CarPlay, além do sistema de OnStar (de assistência remota ao motorista). Com câmbio automático, o preço do carro aumenta R$ 6.100 (pacote R7S). A versão topo de linha é a Elite (R$ 68.990), que tem o sistema Active Select e permite trocar de marchas manualmente por meio de um botão na alavanca (mas não vale muito a pena).

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Ficha técnica:

Chevrolet Cobalt 1.8 LTZ AT

Preço básico: R$ 60.890
Carro avaliado:
R$ 66.990
Motor:
4 cilindros em linha 1.8, 8V
Cilindrada: 1796 cm3
Combustível: flex
Potência: 106 cv a 5.200 rpm (g) e 111 cv a 5.200 rpm (e)
Torque: 16,8 kgfm a 2.800 rpm (g) e 17,7 kgfm a 2.600 rpm (e)
Câmbio: automático, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,481 (c), 1,735 m (l), 1,508 m (a)
Entre-eixos: 2,620 m
Pneus: 195/65 R15
Porta-malas: 563 litros
Tanque: 54 litros
Peso: 1.129 kg
0-100 km/h: 10s5 (e)
Velocidade máxima: 170 km/h (e)
Consumo cidade: 11,1 km/l (g) e 7,6 km/l (e)
Consumo estrada: 14,4 km/l (g) e 10,0 km/l (e)
Emissão de CO2: 108 g/km
Nota do Inmetro: B
Classificação na categoria: A (Médio)

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