Avaliação: Citroën Aircross entra na briga com o câmbio AT6

Demorou sete temporadas, mas o Citroën Aircross ganhou um conjunto motor/câmbio digno de suas características versáteis e ficou muito melhor

4743

Quando o Citroën Aircross foi lançado, em 2011, ele chamou muita atenção do mercado. Tinha um visual extremamente ousado, carroceria tipo minivan e grande espaço interno. Porém, o excesso de adereços estéticos deixou-o pesado e o motor 1.6 flex de 111/113 cv não deu conta – o carro sofria nas acelerações. Cinco anos depois, seu visual já era visto como exagerado e o carro recebeu um belo retoque estético. Perdeu o aspecto espalhafatoso e ainda ganhou novos motores: de 1,45 litro nas versões manuais e de 1,6 litro com 115/122 cv nas versões automáticas.

Mas faltava um câmbio automático de seis marchas no lugar no inadequado AT4. E ele finalmente chegou, na linha 2018, deixando o Aircross realmente competitivo – agora é bom de guiar, tem um visual equilibrado e oferece alguns atributos que muitos SUVs famosos não entregam. O primeiro deles é o espaço interno. O Aircross é um autêntico crossover – combina a carroceria minivan com elementos de utilitário esportivo. Os pneus, por exemplo, são off-road de verdade (Scorpion ATR da Pirelli). O estepe fica preso do lado de fora, como no Ford EcoSport.

A nova caixa de seis velocidades, fabricada pela japonesa Aisin, permite trocas sequenciais (só na alavanca, pois não há borboletas no volante) e fez muito bem ao Aircross. O câmbio AT6, combinado com o motor VTI 120 (comando de válvulas variável), proporcionou ao Aircross a agilidade que faltou em seus primeiros anos. O conjunto motor/câmbio eficiente, uma posição de dirigir elevada, o volante com ajuste de altura e profundidade, uma direção elétrica levíssima e a ótima visibilidade proporcionada pela coluna A dividida em duas (melhorando o campo de visão e a altura interna) resultam num carro familiar bastante agradável.

Sete temporadas depois, o Aircross entra na briga. Mas, apesar de suas qualidades, alguns pecados continuam: os porta-trecos foram muito mal projetados, faltam equipamentos de segurança como airbags laterais e até isofix para cadeirinhas, e a maciez da suspensão cobra o preço nas curvas, pois a carroceria alta inclina bastante. Além das duas versões automáticas (Shine por R$ 76.700 e Live por R$ 67.990), há duas com câmbio manual:
1.5 St@rt (R$ 52.690) e 1.6 Live (R$ 63.990).


Ficha técnica:

Citroën Aircross 1.6 Auto Shine

Preço básico: R$ 67.990
Carro avaliado: R$ 76.700
Motor: 4 cilindros 1.6, 16V, comando de válvulas variável
Cilindrada: 1587 cm3
Combustível: flex
Potência: 115 cv a 6.000 rpm (g) e 122 cv a 5.800 rpm (e)
Torque: 15,1 kgfm a 4.000 rpm (g) e 16,4 kgfm a 4.000 rpm (e)
Câmbio: automático, seis marchas, sequencial
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,097 m (c), 1,767 m (l), 1,694 m (a)
Entre-eixos: 2,542 m
Pneus: 195/55 R16
Porta-malas: 403 litros
Tanque: 55 litros
Peso: 1.328 kg
0-100 km/h: 13s6 (e)
Velocidade máxima: 180 km/h (e)
Consumo cidade: 10,5 km/l (g) e 7,2 km/l (e)
Consumo estrada: 12,5 km/l (g) e 8,7 km/l (e)
Emissão de CO2: 119 g/km
Nota do Inmetro: B
Classificação na categoria: A (SUV Compacto)

blog comments powered by Disqus