Avaliação: Fiat Argo Drive 1.3 GSR chega para ser inimigo dos líderes

O Argo Drive 1.3 GSR associa dirigibilidade agradável e bom consumo. O câmbio GSR é uma evolução do Dualogic, com trocas mais suaves (porém os trancos ainda existem)

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Toda novidade desperta curiosidade. E quem viu de perto o Fiat Argo foi surpreendido por suas qualidades. Entre elas, visual, acabamento e espaço interno. Ao volante, essa configuração Drive 1.3 GSR também agradou. Apesar da menor cilindrada comparado aos rivais Chevrolet Onix 1.4 e Hyundai HB20 1.6, o motor 4 cilindros Firefly 1.3 (que estreou no Uno) não decepcionou.

O fôlego do Argo surge cedinho, garantindo boas arrancadas e retomadas. A transmissão automatizada GSR (Gear Smart Ride-Comfort) é uma evolução da Dualogic e estreou recentemente no Mobi. Ela é uma opção a mais para os consumidores e não utiliza conversor de torque, como no Onix e no HB20 Hatch – a caixa automática de seis marchas está disponível apenas nos Argo 1.8. Mesmo assim, o câmbio GSR cumpre bem o seu papel tanto por trocar brevemente as cinco marchas quanto pelos trancos que foram suavizados (mas ainda existem).

Para aliviá-los é preciso tirar o pé do pedal do acelerador no momento da troca. Uma crítica: assim como no Mobi, ao encarar subidas íngremes o câmbio GSR fica indeciso sobre qual marcha engatar. Quem quiser dirigir mais esportivamente pode escolher o modo Sport (deixa as respostas mais ágeis) e fazer trocas sequenciais pelas borboletas. Esse conjunto do Argo não seduz só pela dirigibilidade, mas também pelo consumo. Na cidade, com o trânsito livre e abastecido com etanol, cravamos médias de 14,1 km/l e de até 18 km/l nos trajetos rodoviários. O start-stop desliga o motor durante breves paradas, como nos semáforos e é suave tanto ao desligar quanto ao religar o 1.3.

Outro elogio vai para as suspensões, que transmitem um rodar macio e são mais confortáveis em relação às do Punto; o Argo o substituiu, além das versões mais caras do Palio. O conjunto absorve bem as irregularidades do asfalto e proporciona uma dinâmica muito boa nas curvas. A direção elétrica é leve ao esterço, diminuindo o esforço do motorista na hora de estacionar ou de fazer manobras. Nessas situações, os sensores e a câmera de ré (kit Parking, de R$ 1.200) livram a pintura da carroceria de eventuais arranhões ou batidas. Outro pacote é o Kit Stile (R$ 1.900), que inclui faróis de neblina, pneus 185/60 e rodas de 15”. Com todos esses opcionais, o preço do Argo Drive GSR 1.3 sobe de R$ 58.900 para R$ 62.000.

Bem verdade que a Fiat pode ter acertado no Argo. E essa configuração Drive 1.3 GSR também conquistará velhos fãs da marca pela cabine espaçosa e superior à do antigo Punto. Ao abrir a porta, a qualidade aparece nos acabamentos internos, na posição de dirigir e na lista de itens de série, como controles de tração e estabilidade, start-stop, isofix para prender cadeirinhas infantis, assistente de partida em rampa, central multimídia com tela tátil de 7” e conexão Apple CarPlay e Android Auto, além de monitoramento da pressão dos pneus. É bom que os líderes Chevrolet Onix e Hyundai HB20 fiquem de olho no Argo. Seu maior inimigo chegou!


Ficha técnica:

Fiat Argo Drive 1.3 GSR

Preço básico (AT): R$ 58.900
Carro avaliado: R$ 62.000

Motor: 4 cilindros em linha 1.3, 8V
Cilindrada: 1332 cm3
Combustível: flex
Potência: 101 cv a 6.000 rpm (g) e 109 cv a 6.250 rpm (e)
Torque: 13,7 kgfm a 3.500 rpm (g) e 14,2 kgfm a 3500 rpm (e)
Câmbio: automatizada, cinco marchas
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 3,998 m (c), 1,724 m (l), 1,500 m (a)
Entre-eixos: 2,521 m
Pneus: 175/65 R14 (opc.185/60 R15)
Porta-malas: 300 litros
Tanque: 48 litros
Peso: 1.148 kg
0-100 km/h: 11s8 (g) e 10s8 (e)
Velocidade máxima: 180 km/h (g) e 184 km/h (e)
Consumo cidade: 12,7 km/l (g) 8,9 km/l (e)
Consumo estrada: 14,4 km/l (g) e 10 km/l (e)
Emissão de CO2: 98 g/km
Nota do Inmetro: A
Classificação na categoria: A (Compacto)

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