Avaliação: Hyundai Elantra preza pelo equilíbrio

O sedã médio da montadora coreana chega todo renovado a linha 2017; apesar do bom pacote, ele fica devendo um algo a mais

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A Hyundai não quer ficar fora da onda de renovações do segmento de sedãs médios. Para brigar com os novíssimos Honda Civic e Chevrolet Cruze, a marca coreana passa a trazer para o Brasil a linha 2017 do Elantra, que estreia um novo visual mais comportado, a partir de R$ 84.990.

As linhas básicas são as mesmas da versão 2016, mas o visual do sedã foi bem modificado, a ponto de a Hyundai considerar esta uma nova geração. Dianteira e traseira são novas, assim como o interior e as portas traseiras, que agora contam com uma janela fixa. A estrutura é a mesma, mas foi modificada e ficou mais leve que a do ‘antigo’ Elantra, graças à adoção de um percentual maior de aços de alta resistência (de 21% para 53%), que garantiram ainda um ganho de 29,5% na rigidez torcional do conjunto.

Sob o capô, o sedã traz um motor 2.0 flex de 157/167 cv (gasolina/etanol) e um câmbio automático de seis velocidades. Este é o conjunto presente nas três versões oferecidas no mercado brasileiro: a de entrada (chamada de Base, R$ 84.990), a intermediária Special Edition (R$ 103.900) e a Top (R$ 114.990)

O Elantra Top, que nós tivemos a oportunidade de avaliar, está equipado com teto solar elétrico, sete airbags (frontais, laterais, de cortina e para o joelho do motorista), ar-condicionado automático digital de duas zonas com saída para o banco traseiro, bancos em couro com ajustes elétricos para o motorista, piloto automático, abertura das portas e partida do motor por chave presencial, porta-malas com abertura com aproximação, sistema multimídia com tela de sete polegadas, navegador GPS e compatibilidade com Android Auto e Apple CarPlay, controles eletrônicos de tração e estabilidade, detector de pontos cegos, faróis de xenônio com controle automático de facho alto e luzes diurnas de LED, retrovisores com rebatimento elétrico e aquecimento e seletor de modos de condução com três opções de programas (Normal, Eco e Sport).

Na cabine, pontos positivos para a (baixa) posição de dirigir e para o bom acabamento interno. O painel, antes com o típico desenho dos carros da Hyundai, deu espaço para conjunto de linhas mais retas. Já o espaço interno nem surpreende e nem decepciona: fica na média do segmento.

Avaliamos o Elantra em um percurso de cerca de 50 quilômetros pelas estradas próximas a cidade de Anápolis (GO). A suspensão tem um ajuste bem balanceado entre conforto e estabilidade, enquanto o conjunto motor e câmbio mostra bom rendimento para um carro da categoria, bem próximo ao dos concorrentes com motor turbo. Merece menção também o seletor de modos de condução, que permite ao motorista sentir claramente as diferenças entre os três programas na calibragem da direção elétrica, que pode ser bem leve (Normal e Eco) e firme (Sport), e nas respostas do conjunto motriz aos toques no acelerador.

Equilíbrio, aliás, é uma palavra que define muito bem o novo Elantra. O sedã é bem equipado e tem uma boa dinâmica para um carro da categoria. Mas a impressão é de que falta um algo a mais frente à concorrência. Um exemplo é a lista de equipamentos. O Elantra é completo, mas há deslizes, como a falta do cinto de segurança de três pontos para o passageiro central traseiro e do retrovisor eletrocrômico. Além disso, faltam diferenciais, como, por exemplo, um sistema de som premium Infinity de oito alto-falantes (como o que é oferecido nos Estados Unidos) ou o piloto automático adaptativo (do Avante, o Elantra da Coreia do Sul). E alguns mimos a mais não fariam mal em um segmento com carros tão bons.

FICHA TÉCNICA

Hyundai Elantra Top

Preço básico: R$ 84.990
Carro avaliado: R$ 114.990
Motor: 4 cilindros em linha 2.0, 16V, duplo comando continuamente variável, coletor de admissão variável
Cilindrada: 1.999 cm3
Combustível: flex
Potência: 157 cv a 6.200 rpm (g) e 167 cv a 6.200 rpm (e)
Torque: 19,1 kgfm a 4.700 rpm (g) e 20,5 kgfm a 4.700 rpm (e)
Câmbio: automático, sequencial, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,570 (c), 1,800m (l), 1,465 m (a)
Entre-eixos: 2,700 m
Pneus:
205/60 R16
Porta-malas: 407 litros
Tanque: 56 litros
Peso: 1.260 kg
0-100 km/h: 10s5*
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo cidade: não divulgado
Consumo estrada:
não divulgado
Emissão de CO2:
117 g/km*
Nota do Inmetro:
B*
Classificação na categoria: D*
*estimados

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