Avaliação: Mini Cabrio é diversão em formato conversível

A nova geração do Mini Cabrio chegou ao Brasil esbanjando muito estilo e desfrutando de uma dirigibilidade divertida e rápida. Uma opção para sair do lugar comum

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Já estava com saudades do Mini Cabrio. Minha última vez com ele foi há dois anos, dirigindo a versão esportiva John Cooper Works (JCW) da geração passada dotada de motor 1.6 turbo de 211 cv. De lá para cá, muita coisa mudou. Menos a diversão ao volante proporcionada por esse conversível de quatro lugares. Alguns podem achá-lo caro por custar R$ 164.950, porém, responderei citando um dito popular: “Mais vale um gosto que um tostão no bolso”. Não só o visual dessa nova geração acompanhou as mudanças das carrocerias hatch de três e cinco portas, como suas dimensões cresceram: são mais 9,8 cm no comprimento, 4,4 cm na largura e 2,8 cm no entre-eixos. Isso foi sentido na cabine e no maior espaço para quem viaja atrás.

O porta-malas é de 160 litros (inferior ao do Fiat 500 Cabrio, de 185 litros). Como “proprietário” desse Mini por quase uma semana, dirigi a maior parte dos dias com a capota abaixada. Nada mais justo em um conversível, não é mesmo? O teto é de tecido, podendo ser aberto ou fechado em 18 segundos, rodando até 30 km/h. Existe a possibilidade de abrir somente a seção frontal, como se fosse um teto solar. O interior é silencioso e, segundo a Mini, foram feitos aperfeiçoamentos na estrutura do teto para melhorar o isolamento acústico e térmico.

Já na estrada, com os cabelos ao vento, o nível ruído/turbulência é baixo. Mesmo rodando em velocidades mais altas dá para manter uma conversa sem elevar o tom de voz. E nessas situações de capota recolhida é possível escutar mais nitidamente o “espirro” da válvula do turbo elevando os ânimos. E que disposição tem esse Mini para entregar emoção! Sob o capô, se esconde o 2.0 TwinPower Turbo de 192 cv e uma fome incessante de acelerar. O câmbio automático de seis marchas é rápido e as trocas manuais podem ser feitas pelas borboletas atrás do volante ou pela alavanca.

Estão disponíveis três modos de condução: Green (econômico), Mid (meio termo) e Sport (esportivo). Com o Green escolhido, o Mini Cabrio transmite um comportamento mais calmo e sóbrio – perfeito para andar no dia a dia. Já ao optar pela configuração Sport, a personalidade do conversível de fato se transforma. As respostas são bem rápidas – os 28,5 kgfm de torque estão disponíveis em baixas 1.250 rpm – e a cada mudança ou redução de marcha são emitidos “pipocos” pelo sistema de exaustão.

Há a opção de utilizar o controle de largada para extrair todo o potencial mecânico do Mini Cabrio. E confesso que precisei de braço para segurar o carro ao afundar meu pé no pedal do acelerador. O carro é diversão pura. As suspensões adaptativas são firmes e ficam mais rígidas no modo Sport. Dessa forma, garantem altas doses de estabilidade e controle nas curvas. A rigidez torsional foi aumentada e o peso de 1.370 kg é maior que o do Cooper S Hatch (1.235 kg). Essa experiência serviu para continuar mantendo a minha tese de que o Mini Cabrio ou qualquer outro modelo desse fabricante vale cada centavo investido.


Ficha técnica:

Mini Cooper S Cabrio

Motor: 4 cilindros em linha 2.0, 16V, turbo, injeção direta, start-stop
Cilindrada: 1998 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 192 cv de 5.000 a 6.000 rpm
Torque: 28,5 kgfm de 1.250 a 4.600 rpm
Câmbio: automático, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) e multilink (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 3,850 m (c), 1,727 m (l), 1,415 m (a)
Entre-eixos: 2,495 m
Pneus: 195/55 R16
Porta-malas: 160 litros
Tanque: 72 litros
Peso: 1.370 kg
0-100 km/h: 7s1
Velocidade máxima: 228 km/h
Consumo cidade: 10,6 km/l
Consumo estrada: 13,2 km/l
Nota do Inmetro: B
Classificação na categoria: A (Esportivo)

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