“A MOTOR SHOW sempre impressiona com a qualidade das matérias. É o caso da reportagem sobre a Captiva 2011, que mostrou detalhes do novo modelo que ainda não tinha visto em nenhum outro lugar nem na internet”

@ Antônio Carlos Siqueira

 

Ficou o nome?

Por que a nova geração do cupê quatro portas da Mercedes se chama cls 63 AMG se o seu motor é 5.5?

@ Adriano Pereira

O nome CLS 63 AMG não se refere mais ao motor. Agora ele é 5.5

Já há algum tempo, Mercedes e BMW abandonaram seus nomes clássicos, que remetiam ao tamanho dos motores de seus modelos. Isso porque com a tendência conhecida como downsizing (motores menores com potências cada vez maiores) os nomes teriam que diminuir, dando ao consumidor a impressão de que ele está comprando um carro mais fraco. O carro citado, por exemplo, seria um CLS 55 AMG. Mas o cliente não trocaria um modelo 63 por um 55, mesmo sabendo que, em potência, não sairia perdendo. Ele teria a sensação de estar levando um carro inferior. Assim, os números, muitas vezes não valem mais nada. O mesmo acontece com outros carros: um BMW 320 tem motor 1.8 e não 2.0; um Mercedes B180 tem motor 1.7 e não 1.8, e por aí vai…

Óleo para o Vectra

Gostaria de pedir um pequeno auxílio para escolher o óleo correto para meu carro. Possuo um Vectra 96/97 Gls 2.0 8V. O carro está na casa dos 180 mil quilômetros rodados. Meu uso é mais urbano e rodo cerca de 40 km/dia.

@ Roni wuertenberguer

Dois fatores são fundamentais para a escolha do lubrificante: a viscosidade (quão denso é o óleo) e a qualidade do pacote de aditivos que ele tem. O primeiro valor é dado por dois indicadores que se referem a óleos multiviscosos. No nome do óleo a letra W é de Winter (inverno) e isso mostra sua viscosidade no frio. Ele é importante principalmente na primeira partida da manhã. O segundo valor representa a viscosidade a quente, ou seja, na sua condição de funcionamento normal.

Quanto à qualidade do óleo para motores a gasolina, álcool e GNV, a indicação é dada pela letra S – acompanhada de uma segunda letra que dá o grau de aditivação; o SA, por exemplo, é um óleo mais simples e praticamente puro, sem aditivos. Com 180 mil km acreditamos que seu motor deve usar óleo 20W- 50 com uma viscosidade mais adequada ao desgaste de seu motor, com qualidade de aditivação SJ até SM. De uma maneira geral, não importa muito a marca, pois todos com essa especificação têm praticamente a mesma qualidade.

Imagem não é tudo concordo com o repórter Flavio R. silveira. A strada cobra muito caro pelo visual esportivo, sem oferecer esportividade alguma. Mas o consumidor brasileiro é assim: compra o carro pela imagem. isto explica por que modelos como Ford Ecosport e Hyundai Tucson fazem tanto sucesso. O brasileiro gosta de ter um carro que pareça esportivo, que pareça feito para o off-road, porém não exige essa tal esportividade na hora de dirigir, nem utiliza a tração intergral para andar na terra. Portanto, acredito que a Fiat acertou em fazer essa versão. Pelo menos para aqueles motoristas que acham que apenas o visual basta, ela será suficiente.

@ Paulo de Andrade

“Gostei de saber que a Captiva evoluiu. A GM deveria fazer isso com toda a sua gama de veículos, que, para mim, é a mais defasada atuamente”

@ hélio Ottoboni

Para o leitor, a Strada Sporting cobra muito só pelo visual

 

Comparativo hatches Fiquei realmente impressionado com a edição de janeiro. A revista está com reportagens interessantíssimas! No entanto, o comparativo entre Bravo, Focus e i30 me surpreendeu – e não positivamente. Para mim, a reportagem foi tendenciosa: iniciou com fotos diferentes dos modelos, já elevando a imagem do Bravo, e minimizou seus pontos fracos (único sem suspensão independente na traseira). O Bravo é realmente uma novidade aqui, mas, na Europa, é vendido há três anos. O próprio autor disse que a escolha era uma questão de gosto. O dele estava na cara desde a primeira linha da reportagem.

@ Filipe de Carvalho Lima

Filipe, primeiramente obrigado pelos elogios. Quanto ao comparativo, a foto de abertura tinha o lançamento mais recente (o Bravo) posicionado à frente, como fazemos quase sempre. Em relação à suspensão traseira, dissemos sim que a do Bravo é inferior, mas que, apesar disso, ele é mais silencioso e confortável que os rivais, embora não tão esportivo. O Bravo ainda tem acabamento superior e é o único modelo igual ao europeu, mesmo que por pouco tempo (afinal, como você disse, já é vendido há anos na Europa). Além disso, analisando preços de compra e peças e custos de manutenção, critérios que consideramos importantíssimos, o modelo da Fiat é, sim, uma compra mais atraente.

Livre da cilada

No mês de janeiro, estava fazendo meu seguro e me livrei de entrar em uma fria ao ler a reportagem “O barato que pode sair caro”, sobre como escolher direito as coberturas da apólice. Este mês, novamente, a reportagem sobre as concessionárias foi muito interessante. A MOTOR SHOW mostrou, mais uma vez, boas dicas para não entrarmos em furadas. Parabéns à equipe!

@ Ana Clara Ferreira

Carro flex é ecológico?

Sem dúvida a tecnologia flex é excelente, mas houve um aumento considerável no consumo dos automóveis. Se um carro a gasolina fazia 13 km/l, hoje um carro flex com a mesma gasolina não passa de 11 km/l. Ou seja, se gasta mais combustível para percorrer o mesmo percurso, consequentemente, as emissões aumentam. Como fica a questão das emissões de poluentes? Não seria ruim para o aquecimento global?

@ Luciano Kluge

Realmente, para usar os dois combustíveis foi necessário um certo sacrifício. A calibração do motor flex tem que atender às exigências do uso do etanol e da gasolina e, por isso, não se consegue um resultado tão bom – com nenhum dos combustíveis. Considerando só o aquecimento global, o ideal seria que todos os carros usassem apenas etanol. Mas isso é inviável. Um dos motivos é que os fabricantes não teriam tanto mercado para exportação; o outro é que o consumidor (e, consequentemente, também o governo) teria que se submeter aos interesses da indústria sucroalcooleira.

As matérias de serviço ajudam leitores a não cair em ciladas

Príncipe determinado

Parabéns pela entrevista com o príncipe que venceu o Dakar 2011. Um exemplo de força e determinação.

@ Pedro Ferrarezi

Erratas

 Diferentemente do publicado na seção Motor News da edição 335, de fevereiro, o nome do modelo KTM é X-BOW e a série especial do Defender se chama Raw.

Perguntas e sugestões devem ser remetidas para:

Redação MOTOR SHOW

Rua William Speers, 1.088, sala 31, Lapa – São Paulo (SP) CEP 05067-900 Fax (0xx11) 3618-4324. e-mail:

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Todas as cartas e e-mails devem conter nome completo, endereço e/ou telefone para contato

O selo MOTOR SHOW de emissão de CO2

A emissão de CO2 (dióxido de carbono) dos veículos avaliados por MOTOR SHOW é calculada com base no consumo dos carros e com dados sobre nosso combustível. Quanto maior o consumo, maior a emissão do gás, responsável pelo aquecimento global. A cor do selo varia conforme as emissões do veículo, como mostra a tabela abaixo. Se a marca não divulga consumo, ganha selo vermelho.

ETANOL: CO2 = zero

Nos carros flex, rodar com etanol é benéfico para o meio ambiente. Além de a emissão de CO2 do motor ser mais baixa, ela é reabsorvida pelo cultivo da cana (e por isso a consideramos ZERO). E há mais uma vantagem: segundo estudos da Embrapa, se considerarmos todo o processo produtivo dos combustíveis, usar o etanol reduz em 73% as emissões de CO2 na comparação com o uso da gasolina.

O consumo real

Em nossas fichas técnicas, mostramos dois dados de consumo. O primeiro é laboratorial e segue a norma NBR 7024. No segundo, consumo real, aplicamos redutores, os mesmos usados pelo Inmetro no Programa de Etiquetagem Veicular. Na cidade, reduzimos o número em 23%, e na estrada, em 29%. O valor obtido representa o consumo mais provável de ser alcançado por motoristas comuns, em condições não controladas.