Design em sintonia com dirigibilidade

O sedã coreano Hyundai Elantra mudou, mas não perdeu seus atributos no conforto e na dirigibilidade. Veja como ele se comportou no dia a dia

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Já comentei diversas vezes nesta seção a respeito do meu gosto por carros compactos, principalmente por sua praticidade. Só que, após conviver alguns dias com o Hyundai Elantra, lembrei do tempo em que fui dono de um sedã japonês. No caso desse sul-coreano, ele me agradou em muitos quesitos. Logo de cara encontrei uma cômoda posição para dirigir, por sua ergonomia bene ciada pelo banco do motorista com ajustes elétricos e pela coluna de direção regulável em altura e em profundidade. Gostei dos acabamentos internos e da central multimídia com tela de sete polegadas, que, diferentemente de outras, tem uma interface bastante intuitiva de usar – não encontrei di culdades para escutar minhas músicas italianas.

Numa viagem de São Paulo a Sorocaba, no interior do Estado, com minha namorada, o desempenho do Elantra mostrou-se adequado à sua proposta. O bloco 1.8 anterior, a gasolina, deu lugar a um novo motor 2.0  ex de 178 cv de potência utilizando etanol. Ao volante, aparecem respostas progressivas e o desempenho é auxiliado pelo câmbio automático de seis marchas. Contudo, senti falta das borboletas atrás do volante e de uma posição S (Sport) do câmbio. Bom, é um sedã familiar, pensei comigo! As suspensões são macias e têm calibração bem ao gosto desse tipo de consumidor. 

Confesso que acho o desenho do Elantra um dos mais belos do mercado. Para minha alegria, a linha 2015 recebeu alguns retoques. Apreciei o novo para-choque dianteiro com entradas de ar e os faróis de neblina maiores com formato de “L”, bem como dos frisos cromados abaixo dos vidros, das lanternas escurecidas e do difusor de ar traseiro pintado de preto. 

No futuro, caso precise de mais espaço para carregar malas maiores e outras tralhas, vou considerar o Elantra uma interessante opção de compra. O preço dele começa em R$ 89.750, mas, como gosto de carros “completões”, o valor para mim saltaria para R$ 92.790, equipado com o teto solar elétrico. Sendo assim, ficaria próximo ao do VW Jetta TSI (R$ 93.890) – este com motor 2.0 turbo de 211 cv de potência e câmbio de dupla embreagem. Nessa comparação, me desculpa, Hyundai, mas eu embarcaria no Jetta TSI.

 

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