Eles não te entendem?

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Ver um clássico abandonado é algo bem triste, não? (Foto: Newspress)

Petrolhead. Gearhead. Motorhead. Há muitas palavras para identificar uma pessoa louca/tarada por carros. Não é incomum passarmos por situações como ficar até de madrugada conversando sobre motores em um posto de combustível ou identificar um carro lançado quando nem éramos nascidos vendo apenas a lanterna traseira. E depois ainda se deparar com a cara de espanto de um amigo ou mesmo da esposa diante disso.

Se você se identificou com tais situações, elaborei uma lista com cinco itens para que as demais pessoas possam nos entender melhor – deixe nos comentários se você lembrar de mais algum tópico.

  • O ronco de um V8 é capaz de arrancar lágrimas. Se for V10, então, os olhos ficam vermelhos. E se for V12 pode causar até uma taquicardia. Por quê? Porque soa como música aos ouvidos de um pianista.
  • A paixão, em geral, se estende também ao automobilismo. Sim! Gritamos com uma ultrapassagem bem feita como um fã de futebol vibra com um gol bonito. E também discutimos sobre quem estava certo e quem estava errado em um acidente tal como sobre a escalação da seleção.
  • Se não podemos correr nas ruas (NÃO, NÃO PODE!) matamos a vontade diária de ser piloto com jogos de corrida no videogame ou em simuladores. E não tem graça usar o teclado ou o joystick. Precisamos do “feeling” de guiar com volante e pedais. Ah, se tiver o cockpit podemos ficar horas lá dentro. Não há aqueles que ficam horas vendo seriados na TV ou navegando na internet? É o mesmo princípio: fazer algo que te dá prazer impede que tenhamos noção do tempo.
  • Carro automático é prático no dia a dia, no trânsito, em ladeiras. Mas quem sente paixão por guiar prefere mesmo a transmissão manual. Você estar no comando e poder conduzir com a sua “pegada” não tem preço, conversor de torque ou dupla embreagem que compense. Mesmo nos modos “Sport” com trocas manuais a sensação é diferente. É como ver uma comédia com piadas ruins. Elas estão lá, mas você não consegue rir.
  • Nunca, nunca, nunca chame um carro antigo de velho. Pode até levar a uma separação. Você, claro, sonha com esportivos e carros de luxo caríssimos, mas até deixaria de olhar para um Porsche 911 para virar o pescoço e admirar um Karmann Ghia impecável passando do outro lado da rua. Nem sempre o novo é mais “animal” que um verdadeiro clássico. E se estiver em mau estado, mais uma vez, pode cair uma lágima.

 

 

 

 

 

 

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