Um guia de 16 hatches com preços entre R$ 50 e 60 mil

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Apesar do avanço de crossovers e SUVs, os hatches ainda são os carros mais vendidos do Brasil. Juntos, eles emplacaram mais de 1 milhão de unidades no ano passado. Eles se caracterizam por ter a tampa do porta-malas grudada na coluna C. Dessa forma, esses carros ocupam menos espaço nas garagens, são mais fáceis de estacionar no trânsito e passam um ar mais jovial do que os sedãs, que têm o bagageiro saliente, após a coluna C.

Por isso, decidimos pesquisar as principais diferenças entre os hatches situados na faixa de R$ 50.000 a R$ 60.000, pois esses carros já vêm equipados com as necessidades básicas de um motorista: ar-condicionado, rádio AM/FM com bluetooth, computador de bordo e banco do condutor com ajuste de altura. Isso os difere dos modelos de entrada. Encontramos 16 modelos e 42 versões. A maioria dos carros vem da categoria Hatches Pequenos (493,2 mil vendas/ano): Chevrolet Onix 1.4, Hyundai HB20 1.6, Volkswagen Fox 1.6, Renault Sandero 1.6/2.0, Nissan March 1.6, Ford New Fiesta 1.5/1.6, Citroën C3 1.5/1.6, Peugeot 208 1.2/1.6 e Fiat 500 1.4. Da categoria Hatch Médio (54,6 mil carros/ano) vem apenas o Fiat Punto 1.6/1.8.

E da categoria Veículo de Entrada (496,5 mil carros/ano) vem mais cinco: Fiat Palio 1.6, Ford Ka 1.5, Volkswagen Gol 1.6, Volkswagen Up 1.0 e Toyota Etios 1.5. Estranhamente, o Kia Picanto 1.0 não aparece em nenhuma categoria na classificação da Fenabrave. Das 42 versões encontradas, 33 têm motores com mais de 100 cv de potência. A tela multimídia é de série em 18 carros pesquisados e opcional em outros 11 – mas o preço pago à parte pode variar dos R$ 559 do Fox Comfortline até os R$ 4.463 do Palio Essence.

As rodas de liga leve são de série em 36 modelos e opcional em quatro, variando dos R$ 1.512 cobrados pelo Palio Essence até os R$ 3.350 do Gol Comfortline. O assistente de partida em subida é de série em apenas quatro versões, enquanto o controle de tração/estabilidade aparece em outros quatro. Esses dois sistemas são vendidos no mesmo pacote opcional dos Fox Highline/Pepper por R$ 1.311.

Já a câmera de ré só está disponível em cinco carros: de série no Onix Effect, March SL e March Rio 2016 e opcional nos Punto Essence/Sporting (R$ 579). Menos mal que a maioria dos modelos pesquisados tenha sensor de estacionamento traseiro. Finalmente, só duas versões do Onix e duas do Etios não oferecem trio elétrico (em ambos, falta o comando do retrovisor).
Para facilitar sua pesquisa, nas próximas oito páginas separamos os carros em 16 blocos e indicamos as principais informações de cada versão com os ícones abaixo. Boa escolha!

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Citroën C3

Manual 1.5 é melhor que automático 1.6

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Tendance 1.6

O Citroën C3 passou por uma reestilização recente, mas continua patinando nas vendas. Seu enorme parabrisa que avança sobre o teto dá mais visão do exterior e encanta as pessoas que gostam de novidades, mas afasta as conservadoras. O modelo 2017 é vendido em cinco versões, mas só duas estão na faixa de preço analisada: ambas Tendance com motor flex, mas uma manual 1.5 e outra automática 1.6. O C3 Tendance 1.5 entrega 89/93 cavalos de potência (gasolina/etanol) e tem luzes diurnas de LED, direção elétrica e uma nota B de consumo na classificação geral do Inmetro.

As rodas de liga leve são de série, mas a tela multimídia de 7” custa R$ 1.850 (inclui ar-condicionado automático digital). O Tendance 1.6 oferece os mesmos equipamentos de série/opcionais e um motor muito mais potente, de 115/122 cv. Tem ainda câmbio automático com shift paddles, mas isso não é uma grande vantagem, pois sua transmissão de apenas quatro marchas torna o carro muito gastão – tanto que a Citroën nem o submeteu ao teste do Inmetro. Por custar R$ 6.000 e pelo câmbio ultrapassado, o C3 1.6 automático não vale a pena, mas o 1.5 manual é bem equipado e charmoso.

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Fiat Punto

Um projeto de 2005 e opcionais caros

O Fiat Punto é um bom carro, mas está há tanto tempo no mercado, sem mudanças, que parece ter cansado o consumidor. Seu projeto é de 2005 e ele ocupa atualmente o 39º lugar no ranking de vendas. A versão Essence 1.6 tem trio elétrico, direção hidráulica e faróis de neblina (itens normais para essa categoria) e um interessante sistema de abertura do porta-malas: basta apertar o logotipo da Fiat para que ele se abra. Mas só.

Os opcionais são caros: a tela multimídia está num pacote de R$ 4.463, as rodas de liga leve custam R$ 1.583 e a câmera de ré sai por 579 (nas duas versões). O Punto Sporting 1.8 é o segundo carro mais potente dessa reportagem (132 cv). É um carro rápido, mas seu consumo é alto. Ele tem a vantagem das rodas de liga leve e do volante de couro. A tela multimídia com navegador custa R$ 4.057. Essa versão pode ser considerada boa compra, por sua esportividade, mas a Essence está abaixo de alguns concorrentes.

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Chevrolet Onix

Campeão de vendas e três opções baratas

O carro mais vendido do Brasil em 2015 tem quatro versões na faixa analisada: duas com câmbio manual de cinco marchas e duas com automático de seis. Todas usam motor 1.4 flex de 98/106 cv (gasolina/etanol) e têm tela multimídia de 7”. O Onix LT só entra no páreo com o pacote de opcionais R7X (R$ 7.100). Mesmo assim, ele vem com rodas de aço e ca-lotas. Sua única vantagem é oferecer o câmbio automático de seis velocidades por R$ 4.500 a menos.

Já o LTZ automático tem as seguintes vantagens sobre o LT: rodas de liga leve, trio elétrico (o LT só tem vidros e travas), faróis de neblina, computador de bordo e volante com funções de rádio e telefone. Quanto às duas versões com câmbio manual, sugerimos a Effect. Esse Onix custa R$ 200 a menos que o LTZ e é o único equipado com câmera de ré (os outros não têm sequer sensor de estacionamento). Pena que os espelhos retrovisores não sejam elétricos (vidros e travas são). Além disso, o Onix Effect tem pequenos spoilers na frente/laterais/traseira, teto preto e volante de três raios com base chata. E quem não gostar dos adesivos esportivos pode mandar tirá-los.

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Fiat 500

Charme, prazer e pouca bagagem

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Cult 1.4

O Cinquecento, como dizem os italianos, não é indicado para uma família, mas um jovem casal com certeza vai apreciar o carrinho. Ele tem apenas 88 cv no motor 1.4 e o menor porta-malas entre os carros analisados (185 litros), mas ainda assim entrega um bom desempenho. Seu charme e agilidade compensam o bagageiro apertado. Numa viagem longa o banco traseiro pode ser rebatido e o porta-malas aumenta.

Além disso, é econômico (nota B) e completinho: um dos poucos a ter assistência de partida em subidas e controles de tração/estabilidade. Ele também tem rodas de liga leve e trio elétrico de série. A versão com câmbio automatizado Dualogic é R$ 3.000 mais cara e tira um pouco o prazer ao dirigir, pois tem apenas uma embreagem e dá trancos nas mudanças de marcha.

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Hyundai HB20

Seis marchas em todas as versões

O HB20 é o segundo carro mais vendido do Brasil atual-mente. Encontramos três versões com câmbio ma-nual e três com transmissão automática – todas com seis marchas. Isso é um belo diferencial, principalmente nas versões manual. O motor 1.6 tem 122/128 cv e consumo nota B na classificação geral do Inmetro. Fora o Sandero R.S. 2.0 e o Punto Sporting 1.8, o HB20 1.6 é o carro mais potente dessa faixa de preços. O bagageiro de 320 litros também agrada, bem como o design sempre atual. As seis versões vêm com trio elétrico de série.

O HB20 Comfort Plus tem calotas, enquanto o Comfort Style vem com rodas de liga leve e volante com regulagem de altura e profundidade. O novo HB20 R spec tem visual esportivo e revestimento de couro no volante e no pomo da alavanca de câmbio. Vários detalhes no interior do carro são vermelhos, o que o torna um dos mais belos exemplares atuais (por dentro e por fora). Se nas versões 1.0 o Hyundai HB20 fez uma revolução quando chegou ao Brasil, nas versões 1.6 ele manteve o padrão e encara com facilidade todos os competidores – é, certamente, uma das compras mais seguras do momento. Saiba mais sobre o R spec no comparativo aqui.

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Kia Picanto

Câmbio automático só tem 4 marchas

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EX 1.0

Por R$ 10, o Picanto fica abaixo de R$ 50.000. Por isso, entrou em nossa análise, mas só com a versão automática. O carrinho da Kia não é um sucesso comercial e dificilmente vai agradar quem procura um carro superior. Ele tem motor 3 cilindros 1.0 flex, mas com apenas 77/80 cv. Sua aceleração de 0-100 km/h é a pior entre todos os modelos analisados: mais de 15 segundos.

Porém, ele vem com rodas de liga leve, trio elétrico e seu porta-malas de 292 litros é maior que o de carros maiores como Onix, Palio e Fox. O consumo não é ruim, pois tem nota B, mas pela pouca potência do motor era obrigatório ter uma nota A (estamos falando de um carro 1.0). Como os demais hatches analisados, o Picanto vem com rádio/CD player e bluetooth, além de ter isofx para cadeirinhas e direção elétrica. O câmbio automático tem apenas quatro marchas, o que prejudica seu desempenho e aumenta o consumo.

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Peugeot 208

Agora com um motor 1.2 supereconômico

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Allure 2016

A Peugeot mudou toda a linha do 208 enquanto fazíamos essa pesquisa e não divulgou os preços nem as fotos, mas temos os principais dados e acreditamos que quatro versões podem estar na faixa de R$ 50.000/60.000. A boa notícia é que o 208 ganha um motor 3 cilindros 1.2 flex de 84/90 cv com nota A de consumo. Mais que isso: será o carro mais econômico do Brasil. Assim, o antigo motor 1.5 sai de linha.

Nessa faixa, o motor 1.2 equipará as versões Active Pack e Allure. O bloco 1.6 de 115/122 cv com câmbio manual só estará presente na nova versão Sport (nota A de consumo). Com transmissão automática, esse motor aspirado (a linha tem também um turbo) equipará o 208 Allure 1.6 (na foto, o modelo 2016). Todas as versões vêm equipadas com tela multimídia de 7”. As rodas são de liga leve, aro 16 no Peugeot Sport e aro 15 nos demais. Conheça a nova linha 208 em nosso site: www.motorshow.com.br.

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Volkswagen Up

Só motores 1.0, mas diferentes

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Cross Up

A Volks oferece tantas versões do Up que até confunde. Só aqui temos seis (duas delas com o câmbio automatizado I-Motion). O motor 3 cilindros 1.0 flex pode ter 75/82 cv ou 101/105 cv. O bloco mais potente é indicado pelas letras TSI. Além disso, o nome da versão vem antes do nome do carro. Pois que seja! O Cross Up é a versão aventureira (que só tem o visual externo diferente) e pode ser comprado com motor de 82 ou de 105 cv por uma diferença de apenas R$ 500.

Outro que está na faixa analisada com 82 ou 105 cavalos é o High Up, mais elegante. A pequena diferença de preço é porque o de 82 cv vem com o câmbio automatizado. Já as versões Black, White, Red e Speed são vendidas apenas com o motor TSI. Os Up B/W/R têm o mesmo preço e equipamentos do Speed (esportivado) e só se diferenciam mesmo por alguns detalhes estéticos externos.

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Ford Ka

Bem equipado e com preço justo

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SEL 1.5

Embora esteja na parte inicial da faixa de preço analisada, o Ford Ka SEL 1.5 é um dos carros mais bem equipados, considerando os principais itens. Já vem com rodas de liga leve, assistente de partida em subida, controles de tração/estabilidade e trio elétrico. Isso porque o SEL 1.5 é a versão topo desse modelo. O motor flex tem uma boa potência de 105/110 cv (gasolina/etanol) e nota B de consumo na classificação geral do Inmetro.

A única coisa que realmente decepciona no Ka é seu porta-malas: tem apenas 257 litros e só ganha do minúsculo Fiat 500. São 63 litros a menos do que a capacidade do Renault Sandero, o mais espaçoso. Isso pode fazer diferença, pois – ao contrário do Cinquecento – o Ka não é um carro de charme, embora agrade pelo estilo e pelo espaço interno. A direção elétrica e o porte do carro tornam as manobras muito fáceis. O Ka é atualmente o quarto carro mais vendido do País.

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Renault Sandero

Opções para todos os estilos

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R.S. 2.0

Não é simples comprar um Sandero. Na faixa analisada, ele tem cinco versões com transmissão manual e três com câmbio automatizado Easy’R. As versões com motor 1.6 flex de 98/106 cv já vêm com rodas de liga leve aro 16 (com exceção da versão Dynamique, que também é a única que vem sem a central Media Nav Evolution com tela de 7” e navegador por GPS). O GT Line tem bancos de couro, sensor de estacionamento e ar automático.

Já o esportivo R.S. 2.0 é mais vendido com rodas aro 17 (R$ 1.000) e tem assistente de partida em subida e controles de tração/estabilidade. Com 150 cv, é o melhor esportivo dessa faixa. Já os Sandero Stepway e Rip Curl são aventureiros, com elementos de plástico na carroceria. Ambos têm versões manual e automatizada. São idênticos em mecânica e equipamentos, mas o Rip Curl é mais “descolado” e custa R$ 850 a mais. O Stepway pode ter bancos com couro natural e sintético (R$ 1.200).

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Volkswagen Fox

Cuidado com a escolha do motor

Encontramos uma versão intermediária (Comfortline), uma topo de linha (Highline) e uma esportivada (Pepper) no Fox dentro da faixa de R$ 50.000/60.000. As três podem vir com câmbio automatizado I-Motion, de embreagem simples, que aumenta o preço do carro em R$ 3.300. Mas, cuidado! A diferença entre as versões vai além do acabamento. Todos têm motor 1.6, mas o do Fox Comfortline é 8V, desenvolve 101/104 cv (gasolina/etanol) e tem consumo nota C, enquanto o do Highline e do Pepper é 16V, entrega 110/120 cv e consome menos (nota B).

O Fox Comfortline tem trio elétrico, mas a tela multimídia (R$ 559) e as rodas de liga leve (R$ 2.200) são opcionais. O Highline é elegante e o Pepper tem visual esportivo, com o mesmo pacote de equipamentos. Ambos têm tela multimídia e rodas de liga. Auxílio de partida em subida e controles de tração/estabilidade estão juntos num pacote de R$ 1.311. Leia mais sobre o Fox Pepper no comparativo aqui.

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Toyota Etios

Econômico, sim, mas pobre ou exagerado

O Etios topo de linha é meio pobre. A versão XLS tem apenas roda de liga leve de série e detalhes cromados, além do rádio bluetooth disponível em todos os carros dessa faixa de preço. Além do Chevrolet Onix, o Etios é o único modelo que não tem trio elétrico (só oferece travas e vidros). O ajuste do espelho é manual. Em compensação, o Toyota é rápido e econômico (consumo nota A). O motor é o mesmo tanto no Etios XLS quanto no Cross.

Essa versão aventureira tem design off-road exagerado, com excesso de plástico na carroceria. Barras de teto e aerofólio fazem parte do conjunto visual, além de bancos com costura especial. O painel é todo preto e o acabamento melhorou em relação à época de lançamento do carro, mas seu quadro de instrumentos continua feio. Apesar de sua mecânica elogiável, o Etios é claramente um carro pensado para países emergentes, bem abaixo do padrão do sedã Corolla.

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Fiat Palio

O esportivado mais vendido do Brasil

Campeão brasileiro de vendas em 2014, o Fiat Palio atualmente ocupa a terceira posição no ranking, atrás do Chevrolet Onix e do Hyundai HB20. Na faixa analisada, ele tem duas opções com câmbio manual e duas automatizadas. Todas vêm com direção hidráulica, faróis de neblina, espelho que rebate para baixo na marcha-à-ré e o interessante sistema de abertura do porta-malas apertando o logotipo. O Palio Essence é intermediário na linha, mas bem básico, pelo preço. Dos equipamentos fundamentais, fora os obrigatórios dessa faixa, só trio elétrico de série. Vem com calotas.

As rodas de liga leve custam R$ 1.512. Além disso, seu potente motor 1.6 de 115/117 cv (gasolina/etanol) não é nada econômico. Tanto que a Fiat nem o submete à medição de consumo do Inmetro. A vantagem é que o carro é rápido. Já o Palio Sporting é o esportivado mais vendido do Brasil. O carro é bonito e tem rodas de alumínio aro 16. Ele oferece ainda o pacote de customização Blue Edition, que deixa essa versão ainda mais vistosa, por R$ 4.445. O câmbio automatizado Dualogic, de embreagem simples, está disponível nas versões Essence e Sporting. Com ele, o Palio fica R$ 4.033 mais caro e dá menos prazer.

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Ford New Fiesta

Versão 1.5 anda e consome como 1.6

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SE 1.6

O Ford New Fiesta é um carro muito bom – e seu design continua atual. Na faixa de preços analisada, ele tem duas versões 1.5 (S e SE) e uma 1.6 (SE). O New Fiesta SE 1.6 pode ser manual ou automático (que, no entanto, passa de R$ 62.000). Os dois motores são flex, econômicos (nota B no Inmetro) e com boa potência: 107/112 cv no 1.5 e 125/128 cv no 1.6. O New Fiesta S pode ser identificado pela grade preta (no SE é cinza) e pelas rodas de aço com calota.

Ele também não tem faróis de neblina e só os vidros dianteiros são elétricos (todos têm trio). Os dois SE são idênticos na maioria dos equipamentos, mas o 1.6 traz ar-condicionado automático digital, assistente de partida em subida, tela multimídia e sensor de estacionamento (um item que faz falta nas versões 1.5). Devido ao peso maior, o New Fiesta 1.6 é apenas 1 décimo de segundo mais rápido do que o 1.5 na prova de 0-100 km/h.

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Volkswagen Gol

Vivendo do passado à espera do futuro

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Highline 1.6

Vai longe o tempo em que o Gol era “dinheiro na mão”, um automóvel que todo mundo queria comprar por ser venda garantida. O carro acabou de passar pelo segundo face-lift da atual geração e tem três opções nessa faixa de R$ 50.000/60.000: Comfortline com câmbio automatizado e Highline manual e automatizado. Essas versões usam o antigo motor flex 1.6 8V, que tem 101/104 cv e nota B de consumo. Mas o desempenho do Gol agrada e o novo painel deixou o carro mais agradável no interior.

A conectividade é o ponto alto do Gol Highline, que tem volante com várias funções, tela multimídia de 5” com espelhamento de smartphones e rodas de liga leve, além de trio elétrico. No Gol Comfortline, só o trio elétrico é de série – a tela multimídia custa R$ 1.100 e as rodas de saem por R$ 3.350. Das três opções, a Highline manual nos parece a melhor compra, pois está abaixo de R$ 52.000. O câmbio automatizado I-Motion, por ter apenas uma embreagem, dá solavancos nas trocas de marcha, assim como o Dualogic da Fiat, e tira o conforto na condução desse Volkswagen. Também considere que no final de 2017 chegará a nova geração do Gol, que deverá ser muito superior em mecânica, ergonomia e conforto. Para quem já tem um Gol, o atual ainda tem apelo.

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Nissan March

Ele dá um show de equipamentos

Por se tratar de um carro de entrada, o Nissan March fez um papel brilhante nessa pesquisa de hatches. A versão topo de linha (SL 1.6) fica um pouco abaixo de R$ 50.000, mas oferece equipamentos compatíveis com os demais modelos pesquisados. Na verdade, tem até mais itens do que muitos carros com preço superior. Por exemplo: já vem com tela multimídia e câmera de ré de série – uma dobradinha disponível somente no Onix Effect, que é R$ 2.600 mais caro e não tem espelhos elétricos (no March, o trio é completo).

Agora em março estreia a série especial Rio 2016, linitada em 1.000 unidades numeradas. O March Rio 2016 tem os mesmos equipamentos e mecânica do SL, mas com as rodas e o teto pintados de preto. As cores da carroceria são branca, prata e preta, sempre com espelhos, spoilers dianteiro/traseiro e saias laterais com detalhes laranja. O ponto alto do carro é o sistema multimídia, que já vem com 13 aplicativos instalados (como Waze e YouTube) e tela de 6,2 polegadas. Um show!

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