Subaru WRX vs. Mini Cooper S: dois tons de azul

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Não são apenas 50 tons de cinza que têm o poder de impressionar uma mulher. Dois tons de azul podem ser suficientes. Mais especificamente o azul mica do Subaru WRX e o azul electric do Mini Cooper S Top. Se você tem uns R$ 150.000 e pensa num esportivo para impressionar, eles podem realizar seus desejos. Nem todos os homens compram automóveis com essa finalidade – a maioria quer mesmo é ter um gosto individual. Mas, embora tenham preços, cilindrada e desempenho similares, são diferentes como um vinho tinto encorpado e um borbulhante champanhe.

Você pode conferir os atributos mecânicos do Subaru WRX 2.0 AWD na edição 388 [leia em http://bit.ly/1NRzp2t] e os do Mini Cooper S Top 2.0 na edição 384 [leia em http://bit.ly/1QojKqZ]. O Subaru WRX é um sedã japonês tradicional, de linhas agressivas mas conservadoras, que herdou sua esportividade do Mundial de Rali. Já o Mini Cooper S Top é um inglês de vanguarda, com um design clássico sem ser antigo, atualizado pelas mãos da engenharia alemã (BMW). Vejamos quais são suas armas de sedução.

SEDUÇÃO NA CIDADE – O Subaru WRX sofre na cidade. Tanto pior quanto mais esburacado for o piso por onde se trafega. Nas ruas de São Paulo, suas suspensões duras mais atrapalharam do que ajudaram. Além de jogar para o interior do veículo (e para a coluna dos ocupantes) todas as irregularidades do asfalto, o WRX é muito baixo e frequentemente raspa o bico no chão. A falta de um sistema start-stop faz com que o consumo seja elevado no trânsito. Em compensação, os comandos elétricos dos bancos tornam muito fácil o ajuste para a melhor posição de dirigir.

O Mini Cooper têm pneus mais finos e um pouco mais altos do que o WRX (205/45 contra 245/40, ambos aro 18), mas sua suspensão é mais macia. Isso o torna amigável na cidade, onde enfrenta alguns buracos sem problema. Mas o sistema de ajuste manual dos bancos é lamentável – além de ficar numa área de pouco acesso para as mãos, é difícil encontrar a melhor posição para o encosto. Uma vez encontrada a posição de dirigir ideal, isso não é problema (desde você seja a única pessoa a utilizá-lo). Se o Mini for dividido com uma mulher, ela certamente vai apreciar seu banco mais alto do que o do WRX. Por dentro, o Cooper é mais apertado. O teto solar gigante reduz a sensação de claustrofobia.

O manejo dos instrumentos também é um ponto a ser considerado na cidade. O bluetooth do WRX é complicado, difícil de conectar. Todo o sistema multimídia parece meio antiquado, bem como o design do painel. Já o Mini encontrou uma fantástica solução de botões pendurados como na cabine de um avião (no teto e no console). Sua direção é mais leve e facilita as manobras de estacionamento. E o sistema start-stop corta o motor sempre que o carro para num congestionamento.

SEDUÇÃO NA ESTRADA – Com mais potência (76 cv) e mais torque (7,1 kgfm), o Subaru brilha na estrada, onde consegue ultrapassagens com mais facilidade (é meio segundo mais rápido) e atinge maior velocidade (240 contra 235 km/h). A aerodinâmica do WRX é superior. O carro é assentado no chão, graças à suspensão mais dura e aos pneus largos. Em asfaltos bons, o WRX proporciona muito mais prazer e conforto na condução. Não que o Cooper S seja ruim – pelo contrário, dá para andar rápido com ele e o câmbio sequencial de seis marchas lhe dá uma dirigibilidade boa e fácil. Como tem tração dianteira, se entrar rápido demais numa curva, basta tirar o pé para acertar o prumo.

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Mas o Subaru vai muito além. Graças à sua tração na quatro rodas e suspensão adaptativa, ele está sempre firme no chão. Por “sorte”, choveu durante o test drive com os dois carros. E isso fez o Mini patinar em algumas ocasiões, enquanto o Subaru ignorou o piso molhado e entregou a mesma dirigibilidade segura do seco. Para motoristas muito exigentes, a menor vibração do motor boxer também contará pontos a seu favor. O câmbio CVT de sete marchas transforma qualquer motorista rápido em piloto habilidoso na troca de marchas. Os dois carros oferecem diferentes modos de condução, deixando-os mais esportivos ou mais dóceis. E o WRX tem um instigante marcador de “impulso” no alto do painel que mostra a pressão do turbo. Finalmente, numa viagem, o Subaru carrega 62 litros a mais de bagagem.

SEDUÇÃO VISUAL – Um argumento definitivo para impressionar com um carro é o design. Fanáticos por carros esportivos devem ter uma queda pelo Subaru WRX. Suas linhas retas e robustas fazem o coração balançar. A entrada de ar que cria uma pequena corcova no capô é uma assinatura que não passa despercebida pelos fãs. Tampouco as rodas pretas, que lhe conferem certo ar de masculinidade. As duplas ponteiras de escapamento traseiras, o discreto aerofólio arrebitando a tampa traseira e as pedaleiras cromadas compõem o visual esportivo.

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Por outro lado, o visual clássico e delicado do Mini Cooper S Top pode derreter o coração de muitas mulheres – talvez porque muitas se vêem dentro dele, conduzindo um, mas não se enxergam ao volante do Subaru. Apesar das rodas diamantadas e dos cromados que lhe conferem mais elegância do que esportividade, o Mini tem um visual sedutor e único. Não existe no mercado um carro parecido com o Mini (a menos que você queira considerar o Lifan 320, que não é mais importado). Os faróis só faltam piscar para você. E o teto branco funciona como um acessório de moda (um chapéu numa mulher; um lenço no paletó de um homem).

QUERO ESSE! – Se o preço, a elegância, a praticidade na cidade e o visual descolado são itens importantes para você, escolha o Mini Cooper S Top, pois com a diferença de valor dá para comprar uma passagem de ida e volta para Londres em classe executiva e ainda sobra dinheiro. Ele vai te dar status com os rapazes, vai encantar as moças e muitas podem se imaginar dentro dele (mas talvez queiram dirigi-lo até mais que você). Se a mecânica, a dirigibilidade e alguma exclusividade falam mais alto em seu coração, fique com o Subaru WRX. Você será admirado pelos homens e poderá despertar nas mulheres um certo ar de mistério e ousadia.

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