Misturas automotivas indigestas

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Ford Maverick (6 cilindros)

Reprodução
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No início dos anos 1970, a Ford precisava de um produto para competir com o bem-sucedido Chevrolet Opala no mercado brasileiro. E a solução de custo mais baixo foi lançar, em 1973, o compacto americano Maverick. Mas se o GT com o motor V8 302 é cultuado até os dias atuais, a decisão de equipar as versões mais pacatas com um 3.0 de seis cilindros herdado da Willys Overland acabou custando caro para o modelo. O propulsor veterano era robusto, mas foi muito criticado na época devido ao desempenho ruim e ao alto consumo de combustível.

Volkswagen Apollo

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Os anos 1980 foram bem difíceis para a indústria automobilística na América do Sul. E dentro desse espírito de crise, Ford e Volkswagen formaram em 1987 a Autolatina, uma joint venture que tinha como objetivo o compartilhamento de tecnologias e o desenvolvimento conjunto de veículos. E um dos primeiros produtos dessa união foi o Volkswagen Apollo, um Ford Verona com visual e modificações mecânicas para ganhar um ar mais esportivo. Apesar das alterações, o Apollo tinha um estilo típico dos carros da marca americana e não agradou ao comprador tradicional dos VW. Durou apenas dois anos (de 1990 a 1992), sendo substituído pelo Logus.

Renault Alliance

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A americana AMC (American Motors Corporation) estava em péssima situação financeira no final dos anos 1970. Mesmo com as boas vendas dos utilitários da Jeep (marca que então era propriedade do grupo), os carros de passeio da empresa encalhavam nas lojas. E a solução veio do outro lado do Atlântico: uma joint venture com a Renault. O primeiro carro da parceria foi o Alliance. Lançado em 1982, era um Renault 9 produzido nos Estados Unidos com estilo local, mas mantendo o conjunto mecânico francês. O que parecia ser a salvação da companhia acabou se mostrando um desastre, já que o carro sofria com vários problemas de qualidade. Quando a AMC foi comprada pela Chrysler, em 1987, a primeira coisa que os novos donos fizeram foi matar os Renault americanos.

Alfa Romeo Arna

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Uma das maneiras de se fazer um carro perfeito seria unir um afinado conjunto mecânico japonês a uma carroceria de belas linhas italianas. Mas a Alfa Romeo conseguiu fazer exatamente o contrário nos anos 1980, com o Arna. Produzido entre 1983 e 1987, o hatch era a aposta da marca italiana para combater os carros japoneses. É uma pena que o compacto unia a carroceria sem graça do Nissan Cherry com o conjunto mecânico um tanto problemático da marca. O resultado do desastre: a marca famosa pelos seus carros de corrida acabou adquirida pela Fiat.

Jaguar X-Type

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A marca britânica é conhecida pelos seus sedãs, cupês e conversíveis de apelo esportivo. Mas nem sempre acertou a mão com os seus modelos. Um desses carros que não tem a admiração dos fãs da marca é o sedã X-Type. Produzido entre 2001 e 2009, quando a Jaguar era da Ford, o modelo era o mais acessível da linha e era montado sobre a plataforma do Ford Mondeo, modelo com o qual compartilhava diversos outros componentes. Visualmente, o X-Type até parece um típico Jaguar. Mas não era o suficiente para agradar quem gosta (e podia comprar) os carros da empresa.

 

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