Motor de moto em quatro rodas

Instalar um motor de moto num carro não é novidade. O divertido (mesmo) está no resultado final

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Não existem limites para a criatividade humana. Agora, que tal instalar um motor de motocicleta num automóvel? Essa prática é difundida lá fora e também no Brasil – sim, aqui no País temos algumas dessas conversões circulando por nossas ruas. E vale de tudo para desenvolver/criar uma máquina divertida de acelerar. Desde modelos clássicos, como um Isetta e um Mini, até monopostos, quadriciclos, karts e jet skis….

As opções mecânicas podem vir de modelos superesportivos, como a Yamaha R1, a Kawasaki ZX12 e a Suzuki Hayabusa. Essa última motocicleta foi lançada em 1999 e seu nome é uma tradução japonesa para Falcão-peregrino – uma ave que pode chegar a 320 km/h (!). Essa Hyper Sport da Suzuki foi uma rival da Honda CBR 1100XX Blackbird, a motocicleta mais rápida do mundo na época (1999). A mística dessa moto se esconde no conjunto mecânico de arrepiar. A Suzuki tinha bloco de quatro cilindros de 1.299 cm³ com 180 cv de potência, porém, sua versão mais recente traz um bloco de quatro cilindros de 1.340 cm³ e 199,7 cv e 15,78 kgfm de torque.

O carro da Suzuki

Não. Não é um Swift, porém, em 2001, a Suzuki decidiu criar um carro-conceito dotado do motor da Hayabusa. Esse pequeno veículo foi batizado de GSX-R/4. Era um roadster pequeno e leve (650 kg), com 178 cv de potência e 13,9 kgfm de torque. O câmbio também veio da motocicleta. Trata-se de uma caixa manual de seis marchas. Os freios a disco nas quatro rodas se encarregam de frear o GSX-R/4.  O bom é que podemos dirigir o GSX-R/4 no game Gran Turismo.

Isetta a 289 km/h

Esse Isetta mudou de personalidade ao receber o propulsor da “magrela” japonesa. Se antes o simpático carrinho trazia um modesto propulsor monocilíndrico (13,1 cv), ele passou a esconder sob a pintura flamejante um motor de Hayabusa 1.300. Essa mecância permitiu ao “carrinho” acelerar de 0-100 km/h abaixo de cinco segundos e atingir uma velocidade máxima de 289 km/h (!).

Fiat 500 – piccola bestia

www.paultan.org
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Carros pequenos. Motores pequenos (e grandes no desempenho). Outro clássico atualizado foi esse pequeno Fiat 500 (Cinquecento). Nem Dante Giacosa, quem o desenhou, deve ter acreditado no resultado final. Rebatizado para F500, ele recebeu o motor da Ducati 999R de 150 cv de potência Ele ganhou ainda chassi câmbio de seis marchas e freios da renomada marca Brembo. Com tudo isso, a pequena máquina italiana faz de 0-100 km/h em estimados (e invejáveis) quatro segundos e chega à velocidade máxima de 241 km/h (limitada). As rodas, os pneus e outros componentes empregados ajudaram a transformar esse clássico num carro de corrida.  

Radical
Um dos modelos mais populares da Radical é o 800 RSX SR3 (210 cv), que tem aceleração de 0-100 km/h em 3,1 segundos. Entretanto, o SR8 é uma versão mais extrema do SR3 – ele pode ser utilizado tanto nas ruas quanto em pistas. Sob o capô, estão dois motores de Suzuki formando um V8 2.7 de 430 cv de potência. Na variante SR8LM, a cilindrada é aumentada para 2.800 cc e a potência salta para 455 cv. Em 2009, Michael Vergers ao volante de um SR8LM cravou o tempo de 6 minutos e 48 segundos na lendária pista de Nürburgring, na Alemanha.

Segura esse desempenho!
Não é difícil encontrar na internet outros projetos utilizando o motor da Hayabusa. Uma dessas presas é o pequenino smart fortwo – ou smartbusa. E vamos fazer uma conta rápida: o baixo peso do modelo (790 kg) associado aos 180 cv de potência do motor de quatro cilindros da Suzuki (modelos da primeira geração produzidos entre 1999 e 2007) resulta numa relação peso x potência de 4,38 kg/cv. Nem precisa dizer o quanto deve ser divertido de dirigir!!!

….e o mesmo dá para falar da primeira série do Lotus Elise (de 1996 a 2001), com relação peso x potência de 4,03 kg/cv.

Ou do Peugeot 106

Grand Finale – Fórmula Hayabusa (aumente o som!)

 

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