A nova geração do Tiguan

Apesar de ter sido apresentada na Europa no Salão de Frankfurt ainda em 2015, a aguardada segunda geração do Tiguan estreia no Brasil apenas este ano – para conviver com a primeira, que segue à venda em diversos mercados, para aos poucos ser substituída pelo T-Roc. A demora se deve ao fato de que a Volks estava esperando o início da fabricação do modelo em versão de sete lugares (4,70 m de comprimento) em Puebla, México.

Trazido de lá, graças ao acordo comercial entre os dois países, ele não pagará imposto de importação (35%). Assim, a Volks poderá, apesar da grande evolução do modelo, vendê-lo com preços bem competitivos. Estimamos duas versões com valores entre R$ 180.000 e R$ 220.000, conforme os opcionais. Essa segunda geração segue com o 1.4 TSI de 150 cv na versão de cinco lugares, mas na configuração maior ele vem com um novo 2.0 de 180 ou 220 cv (a última variante é que deve vir pra cá). O interior teve mudanças discretas, mas ficou mais refinado: ganhou novo acabamento e um cluster virtual como o do Passat, entre outros mimos.


Up reage ao ataque

Atacado pelo Fiat Mobi, o subcompacto ganha novo visual daqui a um ou dois meses, seguindo os passos do Up europeu (foto ao lado). Não há mudanças mecânicas, e as do design são bem pontuais. Do lado externo, foram redesenhados grade, para-choques, faróis, rodas e a parte interna das lanternas. No interior, o Up sofreu alterações no elemento central do painel e ficou mais chique: ganhou ar-condicionado automático digital, um sistema multimídia digno, volante multifunção e suporte para celular (como no Gol). No cluster, cresceram marcador de combustível, conta-giros e tela do computador de bordo. Boa parte das novidades (visual, painel, volante) será incorporada ao Up nacional, mas os itens mais sofisticados não devem ser oferecidos por aqui.


Golf “8” deve demorar

As atuais vendas do Golf não devem animar a Volks a mexer em suas linhas de produção para acompanhar a discreta reestilização que o hatch europeu sofreu ainda no ano passado. Por fora o hatch mudou pouco: ganhou faróis e lanternas de LEDs, além de novos para-choques e rodas. Já no interior, os materiais de acabamento foram trocados, as centrais multimídia evoluíram (até têm opção de comandos por gestos) e o painel de instrumentos pode ser “virtual”, configurável.

Na mecânica, o novo Golf europeu passou a ser equipado com o novo motor 1.5 TSI Evo. Evolução do 1.4 TSI fabricado aqui (o mesmo do Golf e do futuro SUV nacional), será oferecido com 130 cv e 20,4 kgfm a 1.400 rpm ou 150 cv e 25,5 kgfm a 1.500 rpm. Já o esportivo GTI conserva o 2.0 TSI, porém recalibrado para 230 cv (10 a mais). Como nosso Golf atual começou a ser fabricado só em 2015, a reestilização deve ficar para 2019. Isso se as vendas do segmento melhorarem…


E só então a nova família gol…

Com a decisão de transformar o Gol em Polo, a terceira geração do hatch – e sua família, que inclui Voyage e Saveiro – foi adiada. O projeto ainda está no estágio inicial: os novos Gol e Voyage devem ficar para o fim de 2020, como linha 2021 (a Saveiro chega após um ano). Embora os custos para usar a base MQB tenham se mostrado inviáveis, a Volks da Alemanha quer de qualquer jeito o novo Gol com essa base. A filial do Brasil, porém, diz que isso é inviável, e quer adotar a PQ12 do Up. Deve vencer a briga.

Quando a família chegar, o Fox será aposentado. Mas o Gol atual seguirá à venda, junto com o Up, como opção de entrada (até 2022, quando será aposentado por não comportar direção elétrica). Afinal, a reestilização do ano passado – discreta no exterior, mas significativa no interior – vende bem (5.000/mês), e manter ambos garantirá bons resultados comerciais. O Gol pode voltar ao topo de ranking, mesmo que demore. Sem problema: considerando a situação, mais vale uma estratégia sólida que leve à retomada da participação que um único modelo no topo do ranking.


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A hora da virada!
A volta do Polo
Enfim, o SUV. E são dois! (além do novo Tiguan)
• O Gol GTI está de volta

 

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