Avaliação: Mercedes SLC preserva a personalidade do antigo SLK

A adoção da nova nomenclatura trouxe junto mudanças estéticas. Mas uma coisa (felizmente) não mudou: sua dirigibilidade

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A nomenclatura SLC não é novidade dentro da Mercedes-Benz. Essa sigla já identificou um cupê de quatro portas com teto rígido produzido entre 1972 e 1981. Agora, retorna em um roadster compacto que, na verdade, é o facelift do SLK – que completa 20 anos de seu lançamento. As proporções e o design basicamente não mudaram na comparação com o SLK (Sportlich, Leicht und Kurz ou Esportivo Leve Compacto). Aliás, as maiores mudanças visuais se concentram na dianteira. São novos o para-choque, os faróis Full-LED e a grade frontal.

Por dentro, há um novo volante, quadro de instrumentos revisto e a última geração do sistema multimídia Command Online com tela de 7” (não é sensível ao toque).  Não só de perfumaria estética vive o SLC. A última letra aproxima o modelo de sua plataforma, como acontece no GLE (Classe E) e no GLS (Classe S). No caso do irmão menor do SL, o SLC usa a arquitetura do antigo Classe C. Para andar forte e fazer frente aos alemães Audi TT, BMW Z4 e Porsche 718 Boxster, o Mercedes-Benz traz motor 2.0 turbo de 245 cv de potência e 37,7 kgfm de torque e câmbio automático sequencial de nove marchas.

Esse conjunto motriz é o mesmo do antigo SLK 300. Se você quiser algo mais forte, terá que optar pelo Mercedes-AMG SLC 43, dotado de um V6 3.0 biturbo com 367 cv e 53 kgfm. O 2.0 do Mercedes oferece mais potência comparado ao do BMW Z4 (184 cv) e ao do Audi TT (230 cv), enquanto o 2.0 do Porsche 718 Boxster entrega 300 cv. O SLC pode não ser um rojão, mas é instigante de guiar, oferecendo respostas rápidas graças ao bom torque disponível em baixas rotações e ao funcionamento da caixa automática.

Pesa literalmente contra o SLC 300 seus 1.505 kg, enquanto o Z4 possui 1.495 kg, o TT Roadster tem 1.350 kg e o 718 Boxster, 1.365 kg. Pelo comando Dynamic Select é possível escolher entre cinco modos de condução (Eco, Comfort, Sport, Sport + e Individual). Eles alteram os parâmetros do motor, câmbio e direção. Já o conjunto de suspensão é firme, garantindo boa dinâmica, mesmo ao entrar mais forte nas curvas. E ainda não é desconfortável de andar no dia a dia. Os ocupantes vão sentados praticamente sobre o eixo traseiro.

E nada melhor do que curtir um dia ensolarado com a capota abaixada. O sistema leva 20 segundos para abrir ou fechar o teto. As duas aletas atrás do encosto de cabeça (Airguide) ajudam a diminuir a turbulência e o ruído do vento ao andar em velocidades mais altas. O SLC não tem alguns dispositivos eletrônicos de segurança, como assistente de pontos cegos e de faixa, por exemplo. Entretanto, o roadster traz um sistema para proteger os ocupantes em caso de capotamento. Ninguém duvida que o SLC 300 é um belo brinquedo.

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Ficha técnica:

Mercedes-Benz SLC 300

Preço básico: R$ 292.300
Carro avaliado: R$ 292.300
Motor: 4 cilindros em linha 1.6, 16V, turbo, injeção direta, start-stop
Cilindrada: 1991 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 245 cv a 5.500 rpm
Torque: 37,7 kgfm a 1.300 rpm
Câmbio: automático sequencial, nove marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) multilink (t)
Freios: discos ventilados (d/t)
Tração: traseira
Dimensões: 4,133 m (c), 1,817 m (l), 1,303 m (a)
Entre-eixos: 2,430 m
Pneus: 225/40 R18 (d) e 245/35 R18 (t)
Porta-malas: 225 litros
Tanque: 60 litros
Peso: 1.505 kg
0-100 km/h: 5s8
Velocidade máxima: 250 km/h (limitada eletronicamente)
Consumo cidade: 9,7 km/l Consumo estrada: 10,7 km/l
Nota do Inmetro: C
Emissão de CO2: 133 g/km
Classificação na Categoria: A (Esportivo)

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