Vale a pena comprar um Fiat Toro 1.8 Flex?

Tivemos a oportunidade de avaliar a configuração de entrada da linha 2018 da picape Fiat Toro

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Tive a oportunidade de avaliar a Fiat Toro Freedom com o motor 1.8 Flex, que na linha 2018 ganhou o start-stop e deixou ter o tanquinho de gasolina para a partida a frio, mantendo os mesmos 139/135 cv (etanol /gasolina) e torque máximo de 19,3/18,8 kgfm a 3.750 rpm.

Apesar de a fábrica afirmar que 88% do torque máximo (cerca de 17 kgfm) ocorre já a partir de 2.000 rpm, sentimos falta de força do motor nas arrancadas e nas ultrapassagens. Devemos considerar que a Toro pesa mais de 1.600 kg e que o torque disponível para locomover com destreza essa massa é pouco. Mesmo o câmbio automático de seis marchas, não foi capaz de mostrar brilho e agilidade da picape ao comando do acelerador.

E, é claro, que essa falta de força do motor se reflete negativamente no consumo, maior que nossas expectativas. Não que o desempenho fosse ruim. Mas para uma picape com o seu preço ao redor dos R$ 100 mil com os opcionais (básica ela custa R$87,5 mil), esperava-se mais do que uma aceleração de 0 a 100 km/h ao redor dos 12 segundos com etanol.

Vale ressaltar que a Toro continua sendo a picape mais vendida do mercado brasileiro. E a Fiat está bem representada no segmento, afinal de contas a picape Strada é a segunda mais comercializada, deixando claro que a marca sabe exatamente do que o consumidor brasileiro necessita. Para quem acha que desempenho é fundamental, a Fiat oferece ainda a Toro Flex com um motor 2.4, que, aí sim, mostra desempenho de sobra graças 24,9 kgfm de torque máximo de seu motor de 4 cilindros, que desenvolve 186cv. Como o seu peso é próximo ao da Toro 1.8, seu desempenho é expressivamente superior e, nesse caso, o câmbio automático é de 9 marchas e aproveita ainda mais a força do motor. E olha que a diferença de preços entre as duas versões não é muito grande. Vale a pena pesquisar antes de fechar a compra.

A Toro tem particularidades construtivas que valem a pena serem ressaltadas. Uma delas, diferentemente das picapes médias/grandes vendidas por aqui, é a estrutura monobloco de sua construção: estampada em aço, ela não possui chassi com longarinas, o que proporciona uma estrutura mais íntegra e resistente a torção e a impactos.

Além disso, a Toro é dotada de suspensões independentes nas quatro rodas, tração dianteira, (quando 4X2) e motor transversal. Um avanço quando olhamos às tradicionais picapes de nosso mercado. Essa construção particular para uma picape é comum nos automóveis e permite um comportamento dinâmico de um sedã em um veículo que pode ser usado para passeio ou trabalho. Um passo gigante que a Fiat deu na modernização do segmento de picapes. Talvez por isso, o seu grande sucesso junto ao consumidor brasileiro.

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