207 Versão brasileira


PEUGEOT 207 A PARTIR DE R$ 35 MIL

Quando a Peugeot chegou ao Brasil, no início da década de 90, era apenas uma importadora. Em 1999, começou a trazer da Argentina e da França o 206 e, com os ótimos resultados de vendas obtidos, em 2001 decidiu instalar sua fábrica em Porto Real, RJ, e começou a produzir o 206 nacional. Ele tinha airbags como itens de série em todas as versões, e era igual ao modelo europeu.

Hoje, depois de sete anos, a marca já está bem estabelecida no Brasil: aprendeu que os brasileiros não dão tanta importância aos airbags e que, para se dar bem no mercado nacional, o preço é fator essencial. No início de agosto, começa a vender o 207 em “versão brasileira”.

Seguindo a escola das grandes montadoras, que têm anos de experiência aqui, aboliu os airbags, oferecidos agora só nas versões top de linha com câmbio automático do novo modelo – e como opcional (questionado por MOTOR SHOW sobre o assunto, Laurent Tasté, presidente da Peugeot do Brasil, se defendeu dizendo que “em termos de imagem, mais que de demanda, é importante ter esta oferta, e vamos trabalhar nisso”). A marca também aprendeu que uma “nova geração”, em terras tupiniquins, não precisa ser tão nova assim: 0 207 nacional mantém a plataforma do 206, enquanto o europeu foi totalmente reformulado.

O 207 europeu tem diferente localização dos faróis de neblina e não tem tomada de ar no capô, como o nacional

Mas isso não significa que o carro não tenha mudado: está, de fato, mais bonito (e melhor) em muitos aspectos. Enquanto o 206 atual continua sendo vendido (assim como ocorre na Europa) como modelo de entrada, pelo mesmo preço, mas apenas com motor 1.4, o 207 quer conquistar os clientes de hatches “premium”, disputando mercado com Punto, Sandero (em versões top), Polo, Fiesta, Corsa… Seus preços ainda não foram divulgados oficialmente pela marca, mas devem ficar entre R$ 35 mil e R$ 45 mil.

VERSÕES

Vendido em versões com os mesmos motores flex atuais, o 207 não terá opções “peladas”. Abandonando as denominações usadas hoje (“Feline”, “Presence”, etc), ele agora vem nas versões XR ou XR Sport, quando equipado com o motor 1.4 8V, e XS ou XS Automático, nos modelos 1.6 16V. Isso porque sua versão sedã (veja na seção MotorNews) se chamará “207 Passion”, e ficaria bem estranho um “207 Passion Feline”, por exemplo. Todos ele têm de série arcondicionado, direção hidráulica, banco com regulagem de altura, abertura das portas por controle remoto, detalhes na cor da carroceria e vidros dianteiros e travas elétricas.

A traseira quase não mudou: na comparação com o 207 europeu, ao lado, percebese que ficou desatualizado

NOVO VISUAL

Quando ele está chegando com sua “bocona”, faróis alongados e, entre eles, o grande leão, emblema da marca, não fosse a tomada de ar no capô, herdada do 206, e a posição dos faróis de neblina, até daria para pensar que se trata exatamente do modelo europeu. Mas quando ele vai embora, a traseira entrega: trata-se mesmo de uma reestilização do 206. As lanternas traseiras têm o mesmo formato com novo design, e quase nada mais mudou.

No interior, o novo painel de instrumentos, com três mostradores circulares, é idêntico ao do 207 europeu. São novos também o display remoto com informações do rádio e do computador de bordo, o (pequeno) portaobjetos em cima do porta-luvas, os tecidos usados nos bancos, a localização do botão de travamento central das portas (entre os bancos dianteiros, junto com o comando dos vidros elétricos, que não migraram para as portas – segundo a marca, a reclamação dos consumidores em relação à localização dos comandos não justificava o investimento) e a textura do acabamento das portas, painel… um material mais sofisticado e esportivo.

Painel com porta-objetos em cima do porta-luvas, novos instrumentos circulares e novo display do rádio e computador de bordo

O QUE MELHOROU?

Ao volante da versão 1.6 XS, no Rio de Janeiro, percebemos as melhorias no novo modelo: as mais perceptíveis estão no câmbio e suspensão. A trepidação da alavanca de câmbio acabou, e seus engates estão mais precisos – graças ao novo trambulador, que utiliza cabos para a troca de marchas, em vez do antigo varão rígido.

A suspensão, outra fonte de reclamações no 206, foi readequada no 207, com novos rolamentos de fixação dos braços da suspensão e novos amortecedores, que aumentaram o conforto, reduzindo a transmissão de irregularidades do solo para a cabine. O comportamento em curvas ainda não é ideal, pois o carro é mais “mole”do que deveria, mas não dá para negar que evoluiu.

O ruído interno foi reduzido com o uso de mais mantas de isolamento, além de nova vedação das portas contra poeira, que contribuiu para o isolamento térmico, aumentando a eficiência do ar-condicionado (que ganhou um novo compressor). A marca espera vender 1.500 unidades do 206 e 3.700 unidades do 207 por mês, além de 1.200 207 SW. Difícil vai ser enfrentar o novo Gol…

As pedaleiras esportivas e os demais detalhes cromados, inclusive a ponteira de escapamento, são exclusivos das versões 1.6. À esquerda, os bancos esportivos com bom suporte e cores agradáveis, também exclusivos das versões mais potentes. Na versão duas portas, os bancos dianteiros dobram e correm

Para a FAMÍLIA

Além da versão hatch, o 207 vem também em versões SW (que aposenta a 206 SW) com motor 1.4 e câmbio manual ou 1.6, por enquanto só com o câmbio automático seqüencial de quatro marchas atual. Há ainda o sedã, para daqui a um mês ou dois (veja MotorNews) e uma versão esportiva, sem previsão de chegada. “É um desejo da marca, mas ainda não temos a engenharia para isso”, diz o presidente da marca. Ao lado, a SW brasileira, que não mudou quase nada, e a versão vendida na Europa.

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