A corrida do laser

Audi e BMW correm para serem as primeiras a colocar o sistema nas ruas


A batalha dos lasers não é uma sequência de Guerra nas Estrelas – e sim um desafio entre Audi e BMW para colocar no mercado os primeiros faróis a laser. A Audi, de um lado, os usará no R18 e-tron do Campeonato Mundial de Endurance deste ano – e promete que será a primeira a lançá-los em um modelo de produção. A BMW, por sua vez, anunciou que ainda neste ano o sistema estará disponível como opcional no superesportivo elétrico i8.

Os faróis de xenônio existem há tempos, mas, como são caros, conquistaram parte pequena do mercado. Aí surgiram os de LED, que pareciam ser a fronteira final (no Brasil, o novo Corolla é o primeiro modelo de grande volume de vendas a tê-los). Então, surgem os sistemas a laser. Na verdade, os fundamentos do sistema já existiam há tempos, mas seu desenvolvimento era freado pelo custo elevado e pelas limitações técnicas de produção.

Agora, as dificuldades foram superadas. A construção compacta, a luminosidade incrível e a eficiência fazem a diferença. Os faróis a laser consomem menos que os de LED e apenas um terço da requerida pelos de xenônio – são três diodos que requerem só 10W. Outro benefício é que o farol fica tão pequeno que permite aos designers trabalharem com novos formatos de conjuntos óticos. Não bastasse tudo isso, o laser ilumina objetos a até 600 m de distância, permitindo que se dirija à noite em uma autobahn, com segurança, a mais de 250 km/h. E esse é um ponto crucial: para se ter uma ideia, a velocidade máxima de segurança para faróis altos de LED iluminarem 300 metros é de apenas 180 km/h. Claro que há um preço a se pagar por isso, e hoje ele é altíssimo –, mas despencará com a adoção do laser
em grande escala nos automóveis.

O hardware do sistema é relativamente simples, mas requer um ventilador para resfriar a quentíssima fonte de luz do laser e evitar condensação dentro do farol. Sofisticados componentes eletrônicos e uma câmera no para-brisa detectam luzes dianteiras e traseiras de outros carros – para não ofuscar os outros motoristas, forma e orientação do feixe são alteradas com o movimento do espelho, que projeta a luz na estrada. Grande parte desse trabalho já era necessário com sistema de faróis altos de LED e xenônio. 

Testamos um protótipo da BMW que usava simultaneamente os sistemas de LED e a laser – já que este só é acionado acima dos 70 km/h para evitar, nas cidades, incomodar moradores de casas térreas, ciclistas e pedestres. O resultado? Uma iluminação que impressiona pela amplitude e pelo alcance, mas que não fará com que os faróis de LED sejam aposentados. Afinal, eles ainda são necessários para a luz baixa. Por enquanto. 

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