À espera de um incentivo

O mercado de carros elétricos ou híbridos no Brasil é hoje mais uma possibilidade do que uma realidade. Modelos como Nissan Leaf, Chevrolet Volt e Toyota Prius ainda não são vendidos aqui, mas têm frequentado exposições e eventos e mostrados em páginas de jornais e revistas. Eles têm sido trazidos por seus fabricantes que buscam convencer o governo dos benefícios desses veículos para a qualidade do ar nas grandes cidades. Outros elétricos, como o Mitsubishi i-Miev, ou híbridos, como o Fusion Hybrid e o Mercedes S400, já são vendidos aqui, mas com preços altos, que os tornam pouquíssimo atraentes para o consumidor.

No topo, o Chevrolet Volt que circula em caravanas pelo País. Acima, o Toyota Prius, e, ao lado, o elétrico Nissan Leaf. Todos esperam incentivos para chegar ao Brasil

Mas isso pode mudar logo: o governo federal retomou estudos para tentar deslanchar o mercado de elétricos no País. As medidas mais importantes devem vir do Ministério da Fazenda, que estuda reduzir o IPI dos carros elétricos, hoje em altos 25% (carros flex com motor 1.0, por exemplo, são tributados em apenas 7%), e analisa reduzir ou isentar esses carros do Imposto de Importação. Tais medidas ajudariam a criar uma demanda local e desenvolver a infraestrutura de abastecimento (leia quadro à esquerda). Enquanto isso, no Ministério da Ciência e Tecnologia um grupo de estudos planeja desenvolver baterias para os carros elétricos e Itaipu, Fiat e Petrobras trabalham em conjunto para desenvolver um carro elétrico nacional a partir dos Palio e Uno Ecology, que rodam com eletricidade dentro da usina mas não são comercializados.

Na verdade, os incentivos já começaram em alguns Estados. Como se pode ver no mapa ao lado, diante da paralisia do governo federal, governos estaduais e municipais têm tomado medidas de incentivo por conta própria, como a isenção parcial ou total de IPVA – que, no entanto, na maior parte dos casos não vale ainda para os híbridos.

Acima, o Audi Q3 Hybrid, com vendas já anunciadas para o Brasil. O modelo alemão, assim como o Mercedes S400 Hybrid, Toyota i-Miev e o Ford Fusion Hybrid (sequência abaixo), já apostou no mercado brasileiro. Mas, sem incentivos, todos custam caro demais

O caminho que o Brasil pretende trilhar com essas medidas não é novidade: em mais de 20 países, carros elétricos e/ou híbridos são liberados de rodízios e taxas dos grandes centros urbanos. Nos EUA e na Europa, eles chegam a receber incentivos em isenção ou devolução de impostos que chegam a quase US$ 15 mil. É hora de o Brasil se posicionar.

A recarga

O desafio para abastecer os carros elétricos e híbridos plug-in não é tão assustador. Primeiro porque a frota desses carros, mesmo com incentivos, deve crescer lentamente. Segundo porque o maior benefício deles se dá em grandes cidades, onde a qualidade do ar é uma preocupação. São carros para o dia a dia e não para longas viagens. Assim, as estações de recarga não precisam ter uma cobertura total. Parte dos modelos já vem com um adaptador opcional para recarga em casa. Outras soluções não são caras: a Toyota desenvolveu estações comerciais de recarga rápida, com preços a partir de R$ 6 mil, que podem ser usadas por modelos de todas as marcas.

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