A nova onda japonesa


Com a estagnação nas vendas de automóveis nos mercados desenvolvidos, é para os países emergentes que todos viraram os olhos. O Brasil, claro, está neste grupo, junto com China e Índia – mercados cujas vendas crescem expressivamente e, hoje, são fundamentais para quem quer continuar engordando os lucros. Por isso, muitos estão desenvolvendo projetos para esses mercados.

Para vender em grande volume, aqui, é preciso investir em hatches de entrada, responsáveis por 30% das vendas em nosso mercado (cerca de 1,1 milhão de unidades por ano). Isso a Toyota já havia percebido e, como mostramos na edição de fevereiro, fabricará o compacto Ethios no próximo ano aqui, com preço a partir dos R$ 30 mil. E a também japonesa Nissan, agora, anunciou que vai na mesma onda.

A novidade se chama March e chega para brigar, principalmente, com o VW Gol, líder entre os compactos premium. Conforme apuramos, o preço deve começar na casa dos R$ 32 mil. Enquanto o Ethios será nacional, o March será quase nacional. Fabricado em Aguascalientes, no México, onde já são produzidos nossos Sentra e Tiida, não pagará imposto de importação. Daí o preço competitivo.

Apesar de não ser um carro grande – é pouco menor que um Gol -, um novo conceito usado pela marca (wheels-at-each-corner) garantiu um entre-eixos maior e bom espaço interno

 

 

Aqui, o modelo básico não será tão recheado como o da foto. Ele deve perder itens como o ar digital e o GPS, que carão para a versão top

Apresentado no Salão de Genebra, o March é, na verdade, a nova geração do compacto Micra, que recebeu uma nova plataforma, com custo e peso reduzidos, dentro da proposta para os emergentes. Na Europa, ele continua como Micra. Aqui, com o nome March, será vendido no ano que vem – com uma apresentação bem provável no Salão de São Paulo deste ano.

Com cerca de 3,75 m de comprimento, o March é ligeiramente menor que o Gol. Mas a generosa distância entre-eixos (ainda não revelada pela marca, resulta do conceito “wheels-at-each-corner” ou, em bom português, “uma roda em cada canto”) promete um espaço interno amplo e um porta-malas equivalente ao dos concorrentes. Maior que a geração anterior, seu peso, graças à nova plataforma, é menor (960 kg). Tarefa fácil para o motor 1.2 de três cilindros e 79 cv que usará em alguns mercados. Por aqui, esqueça este três cilindros. Mais lógico que investir na produção desta unidade no México é usar os powertrains conhecidos aqui – e, mais importante, já flex.

 

 

Como Nissan e Renault formam uma aliança, bastaria mandar para o México as unidades 1.0 e 1.6 da linha Renault fabricadas aqui (e que já são “emprestadas” à Nissan para o Livina 1.6), colocálas no March e mandá-lo para cá. Assim, teríamos, entre R$ 32 mil e R$ 36 mil, a versão 1.0 com até 77 cv, e, acima dos R$ 36 mil, versões 1.6 8V e/ou 16V, com até 112 cv – o que renderia até mesmo uma versão “esportiva”. Com preços bons e qualidade japonesa, o March promete dar trabalho!

Toyota Ethios vem com a mesma proposta do March

 

 

 

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