A receita do campeão

Esqueça aquela comparação esdrúxula que alguns aventureiros chegaram a fazer: BMW é BMW, Hyundai é Hyundai. Cada um com suas qualidades e seus defeitos. São produtos completamente diferentes em suas tradições, conceitos construtivos, destinados a públicos distintos. Por isso, não comparáveis.

Salvo essa objeção, falemos do bom i30. Um hatch que, dentro de seu segmento e público alvo, é um produto que se destaca no universo do que o mercado oferece. Quando lembramos as idades de Golf (vovô de todos eles, lançado em 1998 e, mais tarde, reestilizado), 307, Stilo, C4 hatch (esse último é o mais “novo”, de 2004…) e da mecânica obsoleta do Vectra GT, restam apenas Nissan Tiida (da mesma idade do i30, lançados em 2007) e Ford Focus – este último o mais moderno do segmento. Com exceção do Stilo, todos podem ser adquiridos na versão 2.0, mas não ao preço do coreano. Nessa versão de entrada, com câmbio manual e bancos em tecido, ele é vendido por cerca de R$ 53 mil, já bem equipado, inclusive com as rodas de 17 polegadas.

Aliás, é nas grandes rodas que reside um problema desta versão avaliada. Como utiliza pneus de per l baixo, o conforto ca um pouco comprometido, tornando o rodar áspero nos pisos não completamente lisos. Ele poderia ser vendido com rodas aro 16, por exemplo, e pneus de per l mais alto, que iriam privilegiar o conforto ao rodar. Para os que gostam de uma pitada mais esportiva, a marca poderia oferecer as rodas aro 17 como opcional. O consumidor poderia escolher se quer o carro mais esportivo ou mais confortável, dependendo de seu per l.

No motor 2.0, outro destaque do i30: com torque abundante nas baixas rotações, o motor consegue conciliar bem respostas rápidas ao comando do acelerador com consumo contido e funcionamento silencioso do propulsor. O câmbio manual é bom de engates e fácil de operar. Um carro que agradou pela tocada rápida e silenciosa, bom espaço interno e até pelas suas linhas atraentes. Se você não faz questão que o modelo seja ex (ele só funciona a gasolina), leve-o em séria consideração no momento da compra, com boa relação custo/benefício.

Nesta versão mais básica, bancos em tecido, portas revestidas em plástico e ar-condicionado convencional, mas tudo muito bem acabado. A posição de dirigir é muito boa e o som, acima, dos mais fáceis e completos

CONTRAPONTO

Concordo com o Douglas em relação às qualidades dinâmicas e do powertrain do i30. O motor é bastante e – ciente em todas as faixas de rotação, graças ao comando variável, e o câmbio tem bons engates, além de estar bem posicionado. Se fosse ex, seria um sucesso ainda maior – eu, que moro em São Paulo (onde abastecer com etanol é quase sempre mais vantajoso), não o compraria apenas por causa disso. Me surpreendeu o fato de o revestimento das portas ser totalmente plástico, sem nenhum tecido – mas é um plástico tão bom, emborrachado, que acaba nem sendo um problema. A iluminação azul dos instrumentos e rádio é agradável, e a praticidade é palavra de ordem. O sistema de som, por exemplo, além de ter entradas USB, auxiliar e para iPod, tem um funcionamento muito mais intuitivo que o irritante sistema iDrive dos BMW (ops…). Em tempo: o espaço interno, como disse o Douglas, me impressionou.

Abaixo, traseira e lateral que “lembram” o BMW Série 1. Comparar os dois é um exagero, mas o i30 agradou bastante a nossa equipe

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