A segunda batalha do fusion


Nas páginas anteriores, o Fusion quatro cilindros enfrentou os rivais menores. Aqui, ele poderia estar presente novamente para brigar com alguém de seu tamanho: o Honda Accord na nova versão EX. Mas, como o sedã japonês custa quase R$ 100 mil, somos obrigados a compará-lo com outro Fusion, também R$ 20 mil mais caro que aquele que você acaba de ver. Aí o sedã da Ford, além das qualidades já apontadas, ganha motor V6, tração integral e mais algumas vantagens.

Não é por acaso que o Accord é o carro de passeio mais vendido nos EUA hoje (no geral, perde apenas para a picape Ford F-150). O enorme e espaçoso sedã de quase cinco metros de comprimento (10 cm maior que o Fusion) é um veículo impecável, com enorme qualidade construtiva: o volante tem respostas precisas e peso correto, a posição de dirigir é irrepreensível, o acabamento é de um esmero visto em pouquíssimos modelos e as suspensões são extremamente eficientes e silenciosas – controlando bem a grande carroceria, com uma boa dose de esportividade sem, no entanto, sacrificar o conforto. Um carro claramente feito por pessoas que gostam de dirigir.

Em ambos os modelos, a grande distância entre os eixos garante espaço interno bem generoso

Com tantas qualidades, parece que a vitória do Honda será óbvia. Mas não, ele também tem seus defeitos, mais especificamente nesta versão EX. É melhor (e também mais cara), sim, que a antiga LX, que vinha com uma lista de equipamentos ínfima.

Mas ainda falta muita coisa – computador de bordo, sensor de chuva, retrovisor eletrocrômico… Pode-se argumentar que, diante das qualidades apontadas, estes “mimos” não fariam falta. Mas fazem: itens de segurança, como airbags laterais e de cortina, faróis de neblina e controle de estabilidade, não estão presentes. Outro item necessário que falta, dado seu porte, é o sensor de estacionamento (leia tabela). Finalmente, apesar de funcionais, falta classe aos grandes botões do som e ar-condicionado no painel. E o porta-malas, além de menor que o do Ford, não tem alças pantográficas como as do rival.

Temos também a questão do motor: nos Estados Unidos, o Accord tem uma unidade 2.4 de 192 cv de potência; aqui, vem com um 2.0 de 156 cv (ou V6, por cerca de R$ 140 mil). Apesar de bom (não fica devendo muito em performance para o 2.5 do Fusion), seria melhor oferecer o motor maior. Se o embate fosse com o Fusion das páginas anteriores, a vitória claramente já seria do Ford, quase R$ 20 mil mais barato.

Contra o Fusion V6, a situação piora ainda mais para o Honda: afinal, trata-se do mesmo excelente Ford, mas com um propulsor 3.0 com seis cilindros que desenvolve 243 cv e acena com 30,8 kgfm de força (consideráveis 11,8 kgfm a mais que o Honda).

O consumo de combustível do Accord é bem menor que o do V6 do Ford, mas é o preço que se paga por uma performance superior. Aliado à tração integral, este V6 confere ao Fusion muita esportividade e uma dirigibilidade irrepreensível: a distribuição do torque nas quatro rodas favorece seu comportamento dinâmico, melhorando a segurança em curvas, e as suspensões, apesar de mais ruidosas, não merecem críticas.

Além disso, neste Ford seis cilindros a transmissão de seis marchas ganha a opção sequencial (sem borboletas no volante, mas ainda assim melhor que a do Accord, com cinco marchas e também sem a opção) e o já excelente sistema de som vira uma central multimídia com tela sensível ao toque, DVD player, entradas USB e auxiliar, bluetooth, jukebox com HD de 10 GB e controle do ar-condicionado.

No fim, se você é fiel à Honda, o Accord é uma opção melhor, pode-se dizer que óbvia, ao Civic top. É também uma boa alternativa ao Corolla 2.0 – apesar de menos equipado e sem motor flex, é bastante superior e bem mais espaçoso. Se viesse mais equipado e com motor 2.4, teria mais recursos para enfrentar o Fusion quatro cilindros (mesmo assim, ainda não justificaria uma diferença tão grande de preço). Agora, quando confrontado com este Fusion V6, é difícil escolher o Honda, apesar das qualidades. O Ford oferece mais pelo mesmo preço.

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