18/01/2026 - 16:00
O brasileiro terminou 2025 pagando mais caro para abastecer, especialmente com etanol. Levantamento da Veloe em parceria com a Fipe mostra que todos os combustíveis registraram aumento no preço médio anual na comparação entre 2024 e 2025, com destaque para o etanol, que teve a maior alta do período.
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Etanol: 11% mais caro
O preço médio do etanol hidratado subiu 11,0% ao longo de 2025, liderando o movimento de alta. Na sequência aparecem a gasolina comum, com aumento de 5,2%, e a gasolina aditivada, com 5,1%. O diesel teve elevação mais moderada, com alta de 2,8% no S-10 e 2,7% no diesel comum, enquanto o GNV praticamente ficou estável, com avanço de apenas 0,3%.

Maior peso no bolso de motoristas
Segundo o Monitor de Preço de Combustível, que considera a média anual dos valores pagos por litro em todo o país, o resultado aponta uma elevação generalizada do custo para abastecer, afetando principalmente os proprietários de veículos leves.
Em dezembro de 2025, os preços médios nacionais ficaram em R$ 6,279 para a gasolina comum, R$ 6,425 para a gasolina aditivada, R$ 4,473 para o etanol hidratado, R$ 4,650 no GNV, R$ 6,122 no diesel comum e R$ 6,179 no diesel S-10. Na comparação mensal, o etanol foi o combustível que mais encareceu no período, com alta de 2,3% frente a novembro.

No recorte de 12 meses, comparando dezembro de 2024 com dezembro de 2025, três combustíveis fecharam o ano mais caros: etanol hidratado, com avanço de 7,4%, gasolina comum, com 1,0%, e gasolina aditivada, com 0,9%. Em sentido oposto, o GNV recuou 2,3%, enquanto o diesel comum e o diesel S-10 registraram quedas de 0,7% e 0,6%, respectivamente.
Por regiões do país
Regionalmente, a gasolina comum apresentou os preços mais elevados no Norte, onde o litro chegou à média de R$ 6,693, e no Centro-Oeste, com R$ 6,374. O etanol teve os maiores valores médios no Norte e no Nordeste. Já o diesel S-10, apesar da leve alta no último mês do ano, ficou mais barato no acumulado de 2025, puxado pelas reduções registradas no Nordeste e no Sul.

O estudo também avaliou o custo-benefício entre etanol e gasolina. Em dezembro, o preço médio do etanol representou 73,6% do valor da gasolina na média dos estados e 74,0% nas capitais, acima do patamar de referência de 70%, o que manteve a gasolina como opção economicamente mais vantajosa na maior parte do país. Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo foram algumas das exceções, onde o etanol ainda apresentou leve vantagem.
Combustível vs. poder de compra
Mesmo com os aumentos, o levantamento aponta melhora no poder de compra médio. No terceiro trimestre de 2025, abastecer um tanque de 55 litros com gasolina comum consumiu, em média, 5,9% da renda domiciliar, percentual menor do que o registrado no mesmo período do ano anterior. O impacto, porém, segue mais pesado no Nordeste e no Norte, onde o abastecimento compromete uma fatia maior da renda das famílias.
