17/01/2026 - 8:00
O acordo comercial entre União Europeia e Mercosul pode impactar o setor automotivo brasileiro caso avance nos termos em negociação. O principal ponto para o mercado é a redução gradual do imposto de importação sobre veículos e autopeças europeias, hoje em até 35%, o que tende a influenciar preços e a oferta de modelos no país.
+Avaliação: Peugeot e-2008 GT 2025 traz melhorias bem-vindas e “problemas” conhecidos
+Avaliação: Volvo XC90 2026 prova que ‘antigo’ é bem diferente de ‘ultrapassado’
+Porsche 911 Spirit 70 custa R$ 1,5 milhão, tem visual retrô e só onze unidades

Com a eventual diminuição das tarifas, carros produzidos na Europa podem chegar ao Brasil com custos menores, ampliando a presença de veículos importados e aumentando a concorrência em segmentos hoje ocupados por modelos fabricados localmente ou trazidos de outros mercados. A medida também pode levar montadoras a rever estratégias de importação e posicionamento comercial.

Ao mesmo tempo, a indústria instalada no Brasil acompanha o tema com cautela. O setor defende prazos de transição e regras que minimizem impactos sobre a produção local, empregos e a cadeia de fornecedores. Se implementado, o acordo tende a alterar o equilíbrio entre veículos nacionais e importados, com reflexos diretos nos preços praticados no mercado brasileiro, especialmente entre modelos de origem europeia.
5 carros europeus que podem ficar mais baratos com acordo
Novo Audi A5

O sedan premium alemão tem versão no Brasil com preço a partir de cerca de R$ 400 mil e é equipado com motor 2.0 turbo de quatro cilindros e 272 cv de potência, com transmissão automatizada de dupla embreagem e tração integral. Produzido na Alemanha, o A5 compete entre os sedans médio-grandes premium, e pode ser beneficiado com o acordo UE-Mercosul.
Porsche 911

Ícone esportivo da Porsche, o 911 chega ao Brasil com versões cujos preços partem da faixa de cerca de R$ 980 mil a mais de R$ 2 milhões. O coupé de alto desempenho usa motor boxer 3.0 ou 3.6 litros de seis cilindros turbo, com potência bem acima de 400 cv e transmissão PDK, e é fabricado pela marca alemã no seu país de origem, posicionado no segmento superesportivo.
Peugeot e-2008

O SUV compacto elétrico francês custa R$ 260 mil, com motor elétrico dianteiro de cerca de 156 cv de potência e bateria com 54 kWh, oferecendo tração dianteira e autonomia de 261 km. Produzido na Europa, o e-2008 está na lista de modelos que poderiam sair ganhando com o acordo entre os dois grupos de países.
Volvo XC90

O SUV premium de sete lugares da Volvo, originário da Suécia, traz versões com motor 2.0 turbo a gasolina, motor elétrico traseiro e tração integral permanente, com preço inicial de R$ 730 mil. É um conjunto com mais de 460 cv de potência, 47 km de autonomia elétrica (Inmetro) e foco também no desempenho, além do conforto e tecnologia. O acordo entre os dois grupos de países pode melhorar a vida do XC90 por aqui, caso aconteça.
Renault Megane E-Tech

SUV elétrico francês oferece motorização 100% elétrica com cerca de 220 cv de potência e bateria de 60 kWh, autonomia estimada em cerca de 337 km (Inmetro) e preço inicial em torno de R$ 280 mil. Importado da França, o Megane E-Tech se posiciona no segmento de SUVs elétricos menores, com foco no uso urbano. É um dos modelos que tende a sair ganhando com o possível acordo entre União Européia e Mercosul.
