Ainda melhor

EMISSÃO DE CO2 183 g/km MÉDIA ALTA

PASSAT VARIANT R$ 120.000 ESTIMADO

A sétima geração da Passat Variant chega ao Brasil no segundo semestre. Apesar do powertrain semelhante ao do modelo atual, com câmbio de seis marchas de dupla embreagem e motor 2.0 turbo com injeção direta, a família ganhou novo design e uma mecânica mais apurada. Desde a primeira geração do Passat, lançada em 1973, já foram produzidas 15 milhões de unidades do modelo, um dos maiores sucessos de venda da indústria automobilística mundial.

Já tínhamos avaliado o novo Passat sedã na Espanha, em reportagem publicada em dezembro passado. Agora fomos a Wolfsburg, casa da VW na Alemanha e primeira fábrica da marca (construída nos anos 30 para fazer o Fusca) e, com exclusividade, avaliamos esta nova Passat Variant. Vizinha à cidade de Hannover, a fábrica foi totalmente modernizada e produz hoje os modelos Golf, Golf Plus, Tiguan e Touran. Há até um luxuoso hotel em suas dependências construído para abrigar clientes que fazem questão de buscar os carros que adquiriram na “boca do forno”. Um serviço diferenciado oferecido pela Volkswagen e utilizado por muitas famílias. Interessante e diferente.

Acima, o botão do freio de mão e a tela que mostra dados do piloto automático adaptativo. Ao lado, os ajustes do banco e, abaixo, o assento infantil integrado

Uma prateleira deslizante ajuda a pegar a bagagem que está guardada no fundo do porta-malas

Em um ambiente frio, fui apresentado a nova Passat Variant. De fora, ela impressionou pela imponência de suas novas formas, principalmente da nova frente, mais elegante e com uma personalidade marcante. Suas linhas são orgânicas, sem cantos vivos, e uma linha um pouco acima das maçanetas marca sua cintura, dando a impressão de que a perua é mais baixa. Bem atraente.

Na mecânica, destaque para a evolução do motor 2.0 TSI, que agora tem comandos variáveis tanto na admissão quanto no escapamento. Se na potência máxima isso não signi cou um salto substancial (foi de 200 para 210 cv), a faixa de torque máximo (28,5 kgfm) foi ampliada e agora vai de 1.700 a 5.200 rpm – apenas 100 rpm menos que a rotação da potência máxima. Na prática, isso signi ca uma dirigibilidade mais suave e respostas sempre prontas do motor. Sempre que se pisa fundo no acelerador, a nova versão do propulsor fornece sua força máxima. Junto com o câmbio automatizado de seis marchas e dupla embreagem, o resultado é uma performance muito boa.

Nem parece que o modelo é equipado com um motor de quatro cilindros: acelera de zero a 100 km/h em 7s7 e chega a 233 km/h. Claro que a economia é parte essencial desses novos projetos. Segundo os padrões de testes de consumo europeus, na cidade o modelo chega a fazer 9,2 km/l e, na estrada, a ótima marca de 16,4 km/l. Com injeção direta e superalimentada por um turbo, a Variant se enquadra nas tendências mundiais de motores: pequenos, econômicos e de alta performance. Sem dúvida, um familiar para quem gosta de carro.

 

 

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