Alguns retoques para manter o status

Roberto Assunção

O Hyundai Azera é um dos sedãs mais desejados do Brasil. Seu tradicional bom desempenho em vendas no nicho de sedãs grandes – atrás apenas dos alemães BMW 320i e Mercedes C 180 – comprova isso. O coreano perdeu um pouco de fôlego nos últimos meses, caindo de 10,5% para 9,8% de participação de mercado, mas agora, com a reestilização da quinta geração (segunda no Brasil, lançada em 2011), deve se recuperar. As principais mudanças foram visuais, pois o Azera já era considerado um excelente sedã. Ele “cresceu” apenas 1 cm, mas ganhou nova grade, novo para-choque dianteiro, novo desenho das saídas de escapamento, novo painel multimídia e nova tela de navegação de 8 polegadas.

Alguns controles, como os de aquecimento e ar-condicionado, foram reposicionados. Vistos da posição do motorista, os retrovisores externos do Azera exibem um desenho incomum. Parecem orelhas de burro, mas o importante é que cumprem bem sua função. Da mesma forma, os comandos do rádio são simples e funcionais: o botão da esquerda controla o volume e o da direita controla as sintonias das rádios – melhor do que muitas invencionices que se vê na maioria dos carros. O Azera vem equipado com a nova geração do motor Lambda II 3.0. Trata-se de um V6 24V de 250 cavalos que trabalha em harmonia com a transmissão automática sequencial de seis velocidades, que a engenharia da Hyundai considera um de seus orgulhos tecnológicos.


Com novo painel multimídia e tela de 8 polegadas, o interior do Azera agrada. No rádio, dois botões simples. O ajuste dos bancos fica na porta (acima, no centro) e tem duas memórias. O ar teve seus controles reposicionados

Dotado de um sistema de admissão variável de três estágios, o V6 do Azera amplia a curva de potência. Na prática, o carro consegue acelerações muito boas. Por isso, ele se sai muito bem nas ultrapassagens e em algumas situações do trânsito urbano, quando o motorista solicita uma rápida entrega de potência ao acelerador. O torque é de 28,4 kgfm. Graças ao seu bom desempenho, o Azera proporciona uma tocada limpa, suave e silenciosa (como convém a um sedã grande) com algum prazer ao volante. Além disso, o carro é baixo e conta com pneus largos (245/45), o que lhe dá boa estabilidade nas curvas, apesar da suspensão macia. As rodas de liga leve têm aro 18 e possuem dez raios.

Vendido em uma única versão por R$ 148.990, o “New” Azera, como a Hyundai gosta de chamá-lo, também prima pela segurança (tem nove airbags, incluindo de joelhos para o motorista e laterais no banco de trás) e pelo grande conforto. Entre os itens destacam-se os bancos dianteiros com aquecimento e duas memórias, as cortinas retráteis nos três vidros traseiros, o teto solar panorâmico, os comandos do áudio no volante, o retrovisor interno eletrocrômico e os externos com desembaçador. Com tudo isso, o Hyundai Azera (que vendeu 1.801 unidades no ano passado e 212 em janeiro e fevereiro deste ano) consegue ficar à frente de carros como Audi A4, Volkswagen Passat, Mercedes Classe E e Kia Optima. Nada mal.

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Ficha técnica:

Hyundai Azera 3.0

Motor: 6 cilindros em V, 24V, comando de válvulas variável
Cilindrada: 2999 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 250 cv a 6.400 rpm
Torque: 28,4 kgfm a 4.700 rpm
Câmbio: automático, seis marchas
Tração: dianteira
Direção: elétrica
Dimensões: 4,920 m (c), 1,860 m (l), 1,470 m (a)
Entre-eixos: 2,845 m
Pneus: 245/45 R18
Porta-malas: 461 litros
Tanque: 70 litros
Peso: 1.581 kg 0-100 km/h: 8s4
Velocidade máxima: 223 km/h
Autonomia cidade: 8,2 km/l
Autonomia estrada: 10,7 km/l
Nota do Inmetro: D (categoria grande)