As melhores pistas: Kyalami, África do Sul: (9º lugar)

“Terminei a prova em segundo lugar, atrás daquele velho e astuto neozelandês.”

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Nunca ganhei uma única corrida de Fórmula 1 disputando o Grande Prêmio da África do Sul, em Kyalami, mas cheguei perto disso na temporada de 1972.

Havia me classificado para largar em terceiro com meu Lotus, ficando atrás do Tyrrell do pole-position Jackie Stewart e da Ferrari de Clay Regazzoni, que largaria na segunda posição.

Antes de a corrida daquele dia começar, até que estava me sentindo bastante confiante. E essa minha confiança toda só aumentou quando Clay fez uma largada ruim, permitindo que eu o ultrapassasse logo no início da prova. E me senti muito melhor ainda 45 voltas depois, quando a caixa de transmissão de Jackie acabou quebrando.

Foi assim, até meio “por acaso”, que acabei assumindo a liderança da corrida. Mas, infelizmente, o McLaren de Denny Hulme estava andando muito melhor que o meu Lotus naquele dia. Para piorar, um pouco mais para o final da corrida, meu carro começou a apresentar um sério problema de handling (estava perdendo o controle direcional), e então não consegui mais manter Denny atrás de mim. Ele me ultrapassou com certa facilidade, e assim terminei a prova em segundo lugar, atrás daquele velho e astuto neozelandês.

Gostava do traçado do circuito de Kyalami porque ele era super-rápido, com uma longa reta que começava logo depois da curva Leeukop, desviando à direita na desafiadora The Kink (nome bastante lógico, já que significa “curva fechada” em inglês), para depois subir a colina em direção à famosa curva “rápida” à direita Crowthorne. As duas curvas que vinham depois dela também eram rápidas e complicadas – Barbecue e Jukskei Sweep.

Além do atrativo do circuito de Fórmula 1 em si, a cidade de Kyalami sempre foi um lugar muito divertido para se visitar – até porque a maior parte das equipes costumava chegar lá ainda uma semana antes, para testar todos os dias, preparando-se para a corrida. E todos ficávamos hospedados no Kyalami Ranch Hotel, um lugar onde o sol sempre brilhava. Naquela época os pilotos ainda costumavam sair para a “balada” juntos à noite – e alguns dos meus rivais se meteram em algumas encrencas bem feias, devo dizer!