As melhores pistas: Osterreichring, Áustria: (6º lugar)

“Na quinta volta consegui ultrapassar o Clay – o que nunca foi uma tarefa fácil.”

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Assim como Monza (Itália), Osterreichring sempre foi um circuito super-rápido, mas não super-difícil. Mas essa pista austríaca foi indiscutivelmente a mais rápida onde já disputei uma corrida de Fórmula 1 – especialmente naquela época, antes de 1977, quando ainda não haviam colocado aquela chicane na curva Hella-Licht.

Antes dessa alteração no traçado, o GP da Áustria tinha apenas sete curvas de verdade ao longo de seus quase 6 km de extensão – mas elas eram todas ligadas umas às outras por trechos longos e serpenteantes, dos quais nenhum se aproximava de fato de ser uma reta.

Considerando as características do traçado, essa pista era de fato um teste fantástico para a determinação de um piloto. Sim, era uma pista perigosa, claro que era perigosa – era rápida demais para poder ser qualquer outra coisa que não perigosa. Mas correr lá era uma experiência quase inacreditável, especialmente porque quase sempre a pista estava molhada, ou então, no mínimo, bastante úmida.

Ganhei apenas uma única corrida em Osterreichring, competindo pela Lotus em 1972. Larguei na pole-position, com a Ferrari de Clay Regazzoni do meu lado, na segunda posição, e, bem atrás de mim, na terceira colocação, Jackie Stewart em sua Tyrrell.

Jackie largou bem e já assumiu a liderança, com Clay em segundo lugar e eu caindo para a terceira colocação. Na quinta volta consegui ultrapassar o Clay – o que nunca era uma tarefa fácil – e aí passei a tentar eliminar a vantagem de 3 segundos que Jackie já havia conseguindo abrir.

Na vigésima quarta volta, já estava colado em Jackie. Diferentemente de Clay, Jackie era super profissional em circunstâncias como essa, e logo percebeu que não conseguiria me manter por muito tempo preso atrás dele. Então acabou permitindo minha ultrapassagem sem criar muitas dificuldades.

Foi uma vitória incrível para mim, pois significou abrir nada menos que 25 pontos de vantagem na classificação do campeonato, e faltavam apenas três corridas para ele acabar. Naquela época uma vitória valia apenas nove pontos, então o único piloto com alguma chance de me tirar o título era Denny Hulme, da McLaren – então ele teria que vencer as três últimas disputas, e ainda contar que eu não pontuasse nelas. Felizmente, ele não conseguiu, e assim eu acabei conquistando o meu primeiro campeonato.