As minhas impressões sobre o novo VW Polo

Se você é daqueles que são encantados com o design do Golf, terão no Polo uma espécie de Mini-Golf

No final de 2014 e início de 2015, a Volkswagen já trabalhava duro no design e na engenharia do novo Polo. Foi um trabalho conjunto entre Alemanha e Brasil, pois já se sabia que o carro seria produzido tanto no continente europeu quanto na América Latina. Pensou-se inicialmente que esse novo Polo poderia ser chamado de novo Gol no mercado Brasileiro. Tanto que, na época, publiquei informações de fontes que afirmavam terem visto o mock-up do novo carro no design e que ele se assemelhava muito ao então novo Golf. Mas, a conta não fechou. Esse novo carro não teria preço para se enquadrar no segmento do Gol. Com o projeto adiantado e depois de terem investido muito, a Volkswagen optou por lançar aqui em nosso mercado o novo carro com o nome de Polo, como na Europa. Acertou em cheio. (Confira aqui a avaliação e aqui as versões e preços do novo VW Polo).

Desde as primeiras notícias que dei no final de 2014 e inicio de 2015, já se passaram três anos. E o novo carro já estará disponível na rede de concessionários da marca a partir de novembro de 2017. Como ele chegou para um segmento acima do que inicialmente foi pensado, todas as tecnologias e os avanços estruturais não foram economizados quando comparados ao Polo europeu, que chegou por lá no meio deste ano. Temos quase um lançamento simultâneo. E o carro chegou repleto de novidades. Quem leu a minha postagem anterior falando do Polo, quando adiantei quase tudo sobre esse novo lançamento, sabe que o novo hatch não chegou para ser mais um no mercado, mas com a intenção de estar entre os primeiros. E potencial para isso não lhe falta.

Confirmando tudo o que informei anteriormente, o novo Polo será oferecido em quatro versões: Uma chamada simplesmente Polo, essa com motores 1.0 aspirado de 75/84 cv (gasolina/etanol) e outra com motor 1.6 MSI de 110/117 cv; uma terceira versão chamada de Comfortline 200 TSI e uma última chamada de Highline 200 TSI, essas duas últimas equipadas com a mesma mecânica 1.0 TSI de 116/128 cv e oferecidas apenas com transmissão automática de seis marchas. Dinamicamente falando, tanto as versões Comfortiline quanto a Highline, mostraram um desempenho brilhante: são 192 km/h de velocidade máxima e aceleração de 0 a 100 km/h em 9,6 segundos. Resultados obtidos usando-se etanol, quando a performance do motor é mais brilhante e ele desenvolve os 128 cv com o torque máximo de 20,4 kgfm entre 2.000 e 3.500 rpm.

Outro ponto que chamou minha atenção foi a maciez com que sua suspensão funcionou, absorvendo bem as irregularidades de nossos pisos. Como se costuma dizer no jargão automobilístico, a suspensão é capaz de desenhar com competência o piso na qual trafega. Mas essa característica não fez do novo Polo um carro instável: sempre passou ao motorista e passageiros uma agradável sensação de segurança, não inclinando em demasia nas curvas e mantendo a trajetória em linha reta, mesmo nas velocidades mais altas. A direção elétrica mostrou-se leve e de fácil operação nas manobras, mas, à medida que a velocidade aumenta, ela vai aumentando a firmeza do volante, passando uma boa sensação de segurança. E o controle eletrônico de estabilidade presente como item de série no Polo Highline (opcional nas restantes), contribui sobremaneira quando o assunto é segurança dinâmica. Os freios a disco nas quatro rodas (presentes nos Polo Comfortline e Highline), passaram ao motorista sempre a sensação de eficiência, mesmo quando muito exigidos. Realmente a dinâmica do novo Polo impressionou, mesmo o carro sendo 2 mm mais alto que a versão Europeia.

Se você é daqueles que são encantados com o design do Golf, terão no Polo uma espécie de Mini-Golf, com a vantagem de ser um lançamento mais recente e possuir uma tecnologia construtiva e uma dinâmica superior à de seu irmão maior e mais velho. O carro chega para desafiar Chevrolet Onix, Hyundai HB20, Ford New Fiesta, Honda Fit e, assim como ele, o recém-lançado Fiat Argo. Todos concorrentes de peso, mas que terão duras penas a enfrentar junto a modernidade do novo Polo. É esperar para ver quem leva a melhor junto a preferência do consumidor brasileiro e latino-americano.