17/03/2026 - 13:04
Durante a apresentação dos resultados de 2025, a Audi mostrou o primeiro teaser do seu próximo carro elétrico, o Audi A2 e-tron, que será o modelo de entrada na gama de emissões zero da marca das quatro argolas. O carro será revelado em sua forma definitiva apenas no próximo outono, quando também terá início a produção na fábrica de Ingolstadt. Sua chegada ao mercado está prevista para o início de 2027. Durante o ano, também será apresentado o maxi-SUV Q9, no extremo oposto da gama.
A partir do A2 e-tron, nascerá uma “família de modelos totalmente elétricos”, explicou Gernot Döllner, CEO da Audi. “Nossos clientes desejam soluções de mobilidade elétrica eficazes e funcionais para o dia a dia”, disse o executivo. “Eficiência, dimensões compactas e segurança são os pilares do novo compacto a elétrons que tornará a oferta elétrica da marca ainda mais acessível.”
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Design
Como se nota claramente pelo primeiro teaser publicado pela fabricante alemã, o novo Audi A2 e-tron remete diretamente à pequena minivan dos anos 2000: com pouco mais de 4,3 metros de comprimento, caracteriza-se pelo capô curto e pela linha curva do teto, que termina em um pequeno aerofólio dividindo o vidro traseiro em dois.
Na dianteira, encontramos os novos conjuntos ópticos em dois níveis dos últimos modelos Audi, com a fina assinatura luminosa em LED rente ao capô. Na traseira, os faróis têm desenvolvimento horizontal, e não vertical como no original. As rodas, mal visíveis, mostram uma distância entre eixos muito longa, o que sugere uma habitabilidade de segmento superior.
Tecnologia e Plataforma
Embora ainda não existam informações oficiais, é plausível prever que o novo A2 e-tron será construído sobre a plataforma MEB+, utilizada para os novos elétricos urbanos do grupo Volkswagen, a começar pelo ID. Cross. O SUV de Wolfsburg tem motor com potências de até 211 cv e dois tamanhos de bateria (37 e 52 kWh), para autonomias que chegam a 436 km. Resta ver quais escolhas a Audi fará para sua pequena minivan elétrica.
Audi A2: passado vs. futuro

Como sabem todos que conhecem um pouco a história da marca, o A2 original foi um carro “à frente do seu tempo” e que acabou sendo incompreendido. O novo A2 e-tron tenta resgatar esse DNA em um mundo que finalmente valoriza a eficiência extrema. Veja o que muda entre o ícone de alumínio e a nova promessa elétrica:
No Audi A2 original, feito entre 1999 e 2005, o foco principal era o baixo peso. Ele usava a chamada Audi Space Frame (ASF), uma estrutura inteiramente de alumínio. Isso o tornava incrivelmente leve (cerca de 895 quilos), permitindo que motores pequenos fossem muito eficientes.

Já no Audi A2 e-tron de 2027, o foco muda para a eficiência aerodinâmica e volumétrica. Devido às baterias, ele pesará quase o dobro do original (provavelmente em torno de 1.600 kg), mas compensa com um centro de gravidade baixo e silêncio absoluto. Confira abaixo as principais diferenças:
| Audi A2 (Original) | Audi A2 e-tron (Previsão) | |
| Comprimento | 3,82 m | ~4,30 m |
| Formato | Minivan “Gota” (Cx 0.25) | Crossover/Monovolume Aerodinâmico |
| Espaço Interno | Surpreendente | Equivalente a um Audi A4 |
| Rodas | Aro 15″ ou 16″ | Aro 18″ a 20″ |
Mas a maior diferença aparece, claro, na motorização. Os dois são carros pensados em nome da eficiência energética, mas em períodos históricos diferentes. Enquanto o antigo rodava com diesel, um combustível que hoje está sendo aposentado devido às emissões de material particulado elevadas, que exige Arla 32 e outros sistemas complexos, o novo aposta na eletrificação.
Com o antigo motor 1.2 TDI “3L”, o Audi A2 foi o primeiro carro de cinco portas a consumir apenas 3 litros por 100 km, ou 33,3 km/l. Era uma obra-prima da engenharia mecânica, e foi apelidado de “o rei do diesel”. Já o novo Audi A2 e-tron deve usar a plataforma MEB+ e ser o rei dos elétrons. Com bateria de 52 kWh, o plano é ter uma autonomia urbana real de mais de 400 km, com carregamento rápido que recupera 80% da carga em cerca de 20 minutos.
O Audi A2 original fracassou comercialmente porque era muito caro de produzir, devido ao alumínio, e o público da época não priorizava tanto o consumo. Hoje, a Audi precisa de um carro que baixe o preço de entrada da marca (estratégia de volume), cumpra metas de emissões rigorosas e aproveite bem o espaço: motores elétricos são pequenos, o que permite que um carro de 4,3 metros, comprimento de um hatch, tenha o mesmo espaço interno de um SUV grande.
No teaser, podemos notar um detalhe nostálgico: a Audi manterá o lunotto bipartido (o vidro traseiro dividido pelo spoiler), que era a marca registrada do design original para melhorar a aerodinâmica sem perder visibilidade.
