Audi TT: porque ambição pouca é bobagem!

Roberto Assunção

O novo Audi TT já está à venda no Brasil em duas versões, ambas com motor 2.0 TFSI (turbo com injeção direta) de 230 cavalos e câmbio de seis marchas S tronic (automatizado sequencial de dupla embreagem), com três modos de condução e trocas na alavanca ou no volante. Ao que tudo indica, o esportivo será um páreo duro para os rivais Porsche Boxster e Mercedes SLK. Avaliamos a versão Ambition, mais cara, que parte de R$ 229.990.

Seu diferencial em relação à Attraction (R$ 209.990) são seis equipamentos: ar-condicionado automático integrado nas saídas de ar (torna a operação mais intuitiva), Audi Drive Select (permite dirigir nos modos Comfort, Dynamic e Individual), pacote de luzes, faróis Full LED (bixenônio na versão Attractive), rodas de alumínio aro 19 e pneus 245/35 (aro 18 com pneus 245/40 na Attractive) e Rádio MMI plus com sistema de navegação (opcional de R$ 11.500 na Attractive). Completíssimo, como dirigimos, o TT Coupé Ambition custa R$ 248.690, pois tinha pintura perolizada (R$ 1.700), kit esportivo S-Line (R$ 7.000) e o Pacote Advanced (R$ 10.000), que inclui Keyless-Go, sensor de estacionamento dianteiro e sistema de som Bang & Olufsen.

Já o TT Coupé Attraction completo custa R$ 240.190. Mas vale a pena pagar os R$ 20.000 a mais da versão Ambition? Vale. Principalmente pela possibilidade de mudar os parâmetros de dirigibilidade do carro no Audi Drive Select e pelo incrível navegador que pode ocupar praticamente toda a tela de 12,3”, reduzindo o tamanho do velocímetro e do conta-giros. Um show capaz de deixar as mulheres de queixo caído, os amigos com inveja e os inimigos com ódio. Se a terceira geração do Audi TT foi buscar elementos do carro original, de 1998, para aprimorar seu desenho externo, por dentro o carro é revolucionário.


O painel do TT Ambition é para poucos. Na foto maior, o navegador reduz o velocímetro e o conta-giros. No alto, a opção normal. Os comandos do ar-condicionado são integrados nas saídas de ar. E o câmbio permite trocas manuais

A primeira coisa que chama atenção é o minúsculo miolo do volante esportivo multifuncional de três raios. Ele é 40% menor; mal dá para acreditar que cabe um airbag ali. Mas cabe. Os mostradores analógicos deram lugar ao Virtual Cockpit, que permite ao motorista manter o velocímetro e conta-giros em primeiro plano ou, como dissemos acima, reduzi-los e valorizar o navegador ou outra tela com informações sobre a viagem e o carro. Com o centro de gravidade ainda mais baixo do que o modelo antecessor, a posição de dirigir é extremamente esportiva.

Mas dá para elevar o banco com os ajustes elétricos. A carroceria é 2+2 (dois adultos e duas crianças), mas só adultos com menos de 1,70 m conseguirão acomodar as pernas das crianças atrás. Nas ruas, o novo Audi TT sofre (convém rodar no modo Comfort). Na estrada, se tiver bom piso, ele vira um bicho. Sua aceleração de 0-100 km/h em 5,9 segundos é uma combinação dos 230 cv de potência do motor com os 37,8 kgfm de torque (já a 1.600 giros) e do emagrecimento de 50 quilos em relação à segunda geração. O ronco do motor turbo penetra no cockpit e leva o motorista a querer sempre mais.

As trocas manuais são muito prazerosas, usando as borboletas ou a alavanca (devido à posição elevada), e as seis velocidades são perfeitas para dirigir entre 4.500 e 6.200 rpm (faixa da potência máxima). O modo S (Sport) só é possível com trocas automáticas, que são excepcionais e não tiram o prazer da condução esportiva. Quando o Audi TT atinge 120 km/h, um spoiler se abre automaticamente na tampa do porta-malas. Além de melhorar a estabilidade do carro, essa asa dá ainda mais esportividade à traseira.

Já na parte dianteira, as linhas afiladas formam um V sobre o capô e remetem ao Audi R8. A grade ficou muito mais larga e baixa do que no TT anterior. A esportividade revela-se até na hora de abastecer: a tampa rosqueada foi eliminada e a mangueira entra diretamente no bocal do tanque, como nos carros de corrida. Quanto a pagar R$ 20.000 para poder modificar as características do motor e a assistência da direção, na hora de dirigir esse esportivo, vai de cada um. Só você poderá dizer se o Audi TT Ambition é o seu carro.

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Ficha técnica:

Audi TT Coupé Ambition

Motor: 4 cilindros em linha, injeção direta, turbo
Cilindrada: 1984 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 230 cv entre 4.500 e 6.200 rpm
Torque: 37,7 kgfm entre 1.600 e 4.300 rpm
Câmbio: automatizado, seis marchas, dupla embreagem
Tração: dianteira
Direção: elétrica
Dimensões: 4,177 m (c), 1,832 m (l), 1,353 m (a)
Entre-eixos: 2,505 m
Pneus: 245/35 R19
Porta-malas: 305 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 1.335 kg 0-100 km/h: 5s9
Velocidade máxima: 250 km/h
Consumo cidade: 9,9 km/l
Consumo estrada: 12,7 km/l
Nota do Inmetro: C
Classificação na categoria: C (Esportivo)

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