Avaliação: Audi A7 Sportback ficou ainda melhor de acelerar

O Audi A7 Sportback sempre combinou belas linhas com extremo conforto. Agora, com um novíssimo motor turbinado, ele ficou ainda melhor de guiar

Audi A7 Sportback

Belo como poucos carros à venda em nosso mercado, o Audi A7 Sportback segue a linguagem dos compatriotas BMW Série 6 e 8 Gran Coupé, Porsche Panamera e Mercedes CLS – mas, na verdade, o estilo cupê de quatro portas surgiu pela primeira vez ainda no Rover P5 (1962 a 1973).

Feito sobre a base MLBevo, compartilhada pelo A6 e pelo SUV-cupê Q8, a segunda geração do modelo de Ingolstadt ganhou medidas generosas, mas transmite a sensação de ser menor por conta da agilidade nas mudanças de trajetória e da facilidade de entrar e sair de vagas apertadas.

Seus quase cinco metros de comprimento resultam em uma sala de estar ambulante. As portas sem molduras dão o tom antes de embarcamos, e somos recebidos por confortáveis bancos ajustáveis eletricamente com duas memórias.

Audi A7 Sportback
As linhas são de cupê, mas as quatro portas garantem o conforto

O design interno do Audi A7 Sportback remete ao Q8, com o quadro de instrumentos digital de 12,3” e o sistema multimídia MMI Touch de 10,1” com conectividade Android Auto/Apple CarPlay. Logo abaixo dele fica uma terceira tela de 8,6”, que, entre as funções, possibilita ajustar o ar-condicionado. Aliás, ele é de quatro zonas, com regulagens individuais para quem viaja no banco de trás.

A cabine tem volante esportivo, de base achatada, e uma posição de dirigir excepcional. O acabamento é extremamente caprichado e há três telas digitais: cluster, central multimídia/de controle e ar-condicionado

O caimento do teto, diferentemente do que muitos podem pensar, não obriga a fazer muitos contorcionismos para entrar e se acomodar – e quem viaja no banco traseiro tem espaço abundante para as pernas e para os joelhos por conta dos generosos 2,914 m de entre-eixos (mas um quinto passageiro sofre com o túnel central elevado).

O porta-malas é de 585 litros, ou 1.390 litros após o rebatimento banco traseiro. A tampa do compartimento de bagagens possui acionamento elétrico e abertura de quase 90º.
Sai compressor, entra turbo.

A geração anterior do Audi A7 Sportback tinha um motor sobrealimentado por um compressor mecânico, mas agora quem dá as cartas sob o capô é o novo V6 3.0 turbinado. A maior mudança aparece no torque: o modelo passou de 333 cv e 44,9 kgfm para 340 cv e 55 kgfm. Ao volante, sentimos uma entrega mais progressiva da potência, e o torque maior, e entregue em giros mais baixos, permite saídas rápidas e ultrapassagens ligeiras.

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Com 55 kg a mais que o sedã A6 do qual deriva, os dois modelos, surpreendentemente, compartilham menos de 15% das peças – maçanetas, retrovisores, partes do interior e antena, por exemplo. O turbocompressor trabalha com 2,2 bar de pressão, e o sistema de injeção, entre 30 e 250 bar.

Ou seja, o Audi A7 Sportback entrega bom comportamento em qualquer faixa de giros. Já a transmissão de dupla embreagem e sete marchas possibilita andar a 50/55 km/h na cidade com a sétima engatada e a agulha do conta-giros em torno de 1.000 a 1.500 rpm, com muito silêncio na cabine.

Pelo sistema Audi Drive Select, é possível selecionar entre os programas de condução Efficiency, Comfort, Dynamic e Individual, que alteram parâmetros do carro como rigidez do volante, respostas do motor, tempos de trocas de marchas, funcionamento do ar-condicionado e do controlador de velocidade adaptativo, além da tração quattro e dos faróis full-LED Matrix (opcionais).

A diferença da carga do volante é mínima na mudança do modo Efficiency para o Comfort. O Dynamic o deixa mais pesado, mas não ao ponto de se tornar desconfortável no uso urbano. As suspensões não alteram sua rigidez, permitindo andar no modo Dynamic diariamente sem sacrificar o conforto.

As grandes rodas aro 20 também não interferem no bem estar, mas é possível ouvir a rolagem dos pneus, dependendo do asfalto. Os freios são compartilhados com o A6, com generodos discos dianteiros de 375 mm de diâmetro e 36 mm de espessura, e 330 x 22 mm atrás.

Esportivo, sim,mas eco-friendly

Na aerodinâmica, o coeficiente de arrasto do Audi A7 Sportback é de 0,27, e agora o spoiler traseiro ficou 3 cm mais alto para ajudar na estabilidade. Ele se abre automaticamente a partir de 120 km/h e depois se fecha ao voltar abaixo de 80 km/h. Mas, usando um botão, é possível desfilar com ele erguido a qualquer velocidade para uma dose extra de estilo.

Ao trafegar em velocidades entre 55 e 160 km/h e aliviar o pé direito, no programa Efficiency o “ponto morto’ do câmbio é acionado e, também em prol do consumo e das baixas emissões, o start-stop desliga o motor a até 22 km/h. O A7 Sportback usa sistema elétrico de 48V para auxiliar no desempenho e na eficiência, mas ele não consegue movimentar o carro sozinho.

A segurança do Audi A7 Sportback é garantida por uma extensa lista de equipamentos sofisticados, como o Traffic Jam Assist – que funciona de 0 a 250 km/h e controla aceleração, frenagem e a manutenção na faixa nos congestionamentos –, e o Audi Pre Sense Front – que é capaz de identificar pedestres e ciclistas quando se circula a velocidades de até 85 km/h, e outros veículos a até 250 km/h.

Também estão disponíveis monitores de pontos cegos, assistente de tráfego reverso (alerta sobre carros na perpendicular) e Exit Warning Assist (avisa sobre perigos ao abir as portas para desembarcar do veículo). Na hora das manobras ou das balizas, um desenho 3D do carro é projetado na tela do multimídia para facilitar a vida do motorista.

Com todos esses mimos, além da beleza das linhas de cupê de quatro portas, o cupê de quatro portas custa caro, a partir de R$ 514.990. E ainda há opcionais, como a pintura metálica ou perolizada (R$ 2.400), o head-up display (R$ 10.000), o assistente de visão noturna (R$ 16.000) e os faróis LED Matrix HD com luz dinâmica e apresentação dinâmica da lanterna (R$ 13.000). Completaço, o Audi A7 Sportback sai por R$ 556.390.

Audi A7 Sportback Performance
Preço básico R$ R$ 514.990
Carro avaliado R$ R$ 556.390

Motores: seis cilindros em V 3.0, 24V, injeção direta, turbo, intercooler
Cilindrada: 2995 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 340 cv entre 5.000 e 6.400 rpm
Torque: 51 kgfm de 1.370 a 4.500 rpm
Câmbio: dupla embreagem, sete marchas
Direção: eletromecânica progressiva
Suspensões: five-link (d/t)
Freios: disco ventilado (d/t)
Tração: Integral
Dimensões: 4,969 m (c), 2,118 m (l), 1,422 m (a)
Entre-eixos: 2,926
Pneus: 255/40 R20
Porta-malas: 535 litros (1.390 litros com banco rebatido)
Tanque: 63 litros
Peso: 1.790 kg
0-100 km/h: 5s3
Velocidade máxima: 250 km/h (limitada eletronicamente)
Consumo cidade: 8,3 km/l
Consumo estrada: 10,4 km/l
Emissão de CO2 150 g/km
Consumo nota C
Nota do Inmetro: D
Classificação na categoria: C (Extra Grande)

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