Avaliação: Chery Tiggo2 muda e agora mira Peugeot 2008 e cia

O Tiggo2 tem um design bem resolvido, boa ergonomia e desempenho correto. O novo chinês mira os consumidores dos SUVs compactos

Lembra do Tiggo, lançado pela Chery em 2009, e posteriormente mudado na linha 2014? O tempo passou, dando novos rumos tanto na vida da marca quanto na do SUV. Para início de conversa, o Grupo Caoa pagou US$ 60 milhões por 50% da operação local do fabricante chinês, incluindo a fábrica de Jacareí (SP) e a rede concessionárias. Agora chamada de Caoa-Chery, a marca terá seus focos na experiência, atendimento, pós-venda e garantia de recompra. “Essa joint-venture trará produtos competitivos na qualidade e no preço”, conta Marcio Alfonso, CEO da Caoa-Chery.

O Tiggo2 apareceu no Salão de São Paulo de 2016 e, apesar da demora em chegar, atenderá de famílias a jovens clientes. O público será formado 50% por homens e 50% por mulheres. Totalmente fabricado em Jacareí, o utilitário-esportivo agrada pelo design bem resolvido e pelas dimensões. Construído sobre a plataforma do Celer, porém modificada, o comprimento do Tiggo2 é maior que do Peugeot 2008 (4,159 m), além de ter entre-eixos superior ao dos rivais Ford EcoSport (2,521 m), JAC T40 (2,490 m) e, novamente, Peugeot 2008 (2,542 m). Agradável aos olhos, por dentro é notória a evolução na qualidade dos plásticos e dos encaixes – que em nada lembram aqueles do Tiggo anterior.

A dirigibilidade bem acertada é proporcionada pelo bloco 1.5 16V dotado de comando de válvulas variável. O câmbio é manual de cinco marchas, mas futuramente virá a transmissão automática. Esse conjunto caiu bem e o desempenho corresponde às expectativas. Os bons engates da alavanca de câmbio, junto do leve pedal de embreagem, ajudam no bem estar do motorista. As suspensões não deixam a carroceria rolar além da conta nas curvas, e outro destaque vai para os freios a disco nas quatro rodas.

Duas versões estão disponíveis. A Look traz ar-condicionado, controle de pressão dos pneus, luzes de circulação diurna, isofix para prender de cadeirinhas infantis, rodas aro 16 e banco do motorista e coluna de direção ajustáveis em altura. Já a Act acrescenta volante multifuncional de couro, piloto automático, câmera de ré, controles de tração/estabilidade, assistente de partida em rampas, central multimídia em tela de 8” com Android Auto/Apple CarPlay e rodas aro 16 polidas.

O Tiggo2 é o primeiro produto da nova investida da Chery no Brasil. Segundo o fabricante, atualmente são 21 concessionários e a meta é de inaugurar mais 30 novas lojas até o final de 2018. Outro objetivo é de chegar a 5% de participação de mercado daqui a cinco anos — um número ousado. A garantia é de três anos, mais dois para motor/câmbio. Aparentemente, o Tiggo2 tem os atributos necessários para seduzir os consumidores.


Ficha técnica

Chery Tiggo2 Act

Preço básico (Look)*: R$ 63.000
Carro avaliado (Act)*: R$ 70.000
Motor: 4 cilindros em linha 1.5, 16V, comando variável
Cilindrada: 1496 cm³
Combustível: flex
Potência: 110 cv a 6.000 rpm (g) e 115 cv a 6.000 rpm (e)
Torque: 13,8 kgfm a 2.700 rpm (g) e 14,9 kgfm a 2.700 rpm
Câmbio: manual, cinco marchas
Direção: hidráulica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo rígido (t)
Freios: disco ventilado (d) e sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,200 m (c), 1,760 m (l), 1,570 m (a)
Entre-eixos: 2,555 m
Pneus: 205/55 R16
Porta-malas: 420 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 1.240 kg
0-100 km/h: não divulgado
Velocidade máxima: não divulgado
Consumo cidade: 10,9 km/l (g) e 7,7 km/l (e)
Consumo estrada: 12.3 km/l (g) e 8,5 km/l (e)
Emissão de CO²: sem dados
Nota do Inmetro: A*
Classificação na categoria: B (utilitário esportivo compacto)*