Avaliação: Chevrolet Equinox é substituto à altura para o Captiva

O Chevrolet Equinox aposta no preço, na dirigibilidade e na recheada lista de itens de série para te seduzir

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O tempo é implacável e, assim como outros carros, o Chevrolet Captiva foi da glória ao revés. Durante nove temporadas em nosso mercado, teve 61.311 unidades emplacadas de 2008 a 2016. Segundo a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), o melhor ano foi 2009, com 13.584 veículos vendidos, enquanto em 2016 foram apenas 1.116. O relógio biológico do Captiva parou e agora ele dá adeus para a chegada da terceira geração do Equinox.

Oferecido inicialmente apenas na versão de topo de linha Premier, o Chevrolet Equinox tem no preço competitivo de R$ 149.900 e na extensa lista de itens de série algumas de suas armas para vencer, por exemplo, os rivais Jeep Compass, Honda CR-V, Hyundai New Tucson, Peugeot 3008, Mitsubishi Outlander e outros de segmentos superiores, como o Volvo XC60. As belas linhas do SUV da GM seguem o estilo dos sedãs Cruze e Malibu. No Brasil, o carro fica fica posicionado entre o Tracker (a partir de R$ 82.990) e o Trailblazer (R$ 173.990); nos Estados Unidos, o Equinox convive junto dos irmãos Traverse, Tahoe e Suburban.   

Construído sobre a plataforma D2XX, o Equinox mede 4,652 m de comprimento e 2,725 m de entre-eixos, aliás, com dimensões superiores às do Kia Sportage (4,480 m e 2,670 m) e do Jeep Compass (4,416 m e 2,636 m), só para citar. A qualidade de montagem e dos materiais internos agradam em cheio, fazendo lembrar os do Cruze, porém um degrau acima no quesito requinte. A ergonomia e a posição de dirigir confortável são atribuídos aos comandos bem posicionados, aos bancos ajustáveis eletricamente e à coluna de direção regulável em altura e profundidade. A central multimídia MyLink possui tela de 8” sensível ao toque, conectividade Android Auto/Apple CarPlay e o serviço de concierge OnStar (já oferecido em outros carros do fabricante). Atrás, há espaço abundante para pernas, joelhos e cabeça. Para abrir a tampa do porta-malas, basta simular um movimento de chute sob o para-choque traseiro (o sensor fica do lado esquerdo). A abertura é feita em três níveis ou programada ao gosto do cliente.

Não só imponente no visual e no aconchego, cesse Chevrolet impressiona também por ser um torpedo em forma de carro familiar. Embora sem o ronco encorpado do Captiva, no começo oferecido com um V6 3.6, que depois foi trocado pelo V6 3.0, sob o capô do Equinox está um 2.0 turbo de 262 cv emprestado do Camaro e atrelado a um câmbio automático de nove marchas. Prepare-se, pois esse conjunto provocará largos sorrisos ao volante. Dirigindo de forma tranquila, as marchas são passadas brevemente (esse câmbio equipa o Cruze e o Malibu, nos Estados Unidos) e o Equinox sempre trabalha em giros baixos. Ao provocá-lo, ele arranca com vigor, desprezando seus 1.693 kg (115 kg a menos que o antecessor) e transmitindo uma “patada” a cada pisada no pedal do acelerador.  Um temperamento empolgante para um carro desse segmento. Mas as trocas sequenciais são feitas com a alavanca na posição L (Low) e utilizando o pouco prático botão acima da alavanca de câmbio (no Captiva, era na lateral).

Rápido no gatilho, o Chevrolet merece elogios pelas suspensões bem calibradas. O conjunto impede a carroceria de rolar nas curvas, deixando o Equinox grudado no chão e oferecendo muito controle, além de garantir conforto ao passar por pisos ruins, buracos e outras imperfeições do asfalto. Nessas condições, os microfones posicionados dentro da cabine filtram os ruídos, cooperando no silêncio interno e bem-estar dos ocupantes. A tração do Equinox pode funcionar só na dianteira ou no modo integral (AWD) ao acionar um botão no console central, ajudando a poupar tanto combustível quanto componentes mecânicos. Dependendo do estilo de condução ou das condições do piso, o carro recomenda o acionamento da tração AWD e a força pode ser enviada totalmente ao eixo dianteiro/traseiro ou de forma cruzada entre as rodas (aro 19”).  

O Equinox dá uma aula no quesito segurança. Afinal, traz de série nessa versão Premier os já conhecidos airbags frontais, laterais e de cortina mais os alertas de colisão frontal, de movimentação traseira, de ponto cego e monitoramento de pressão dos pneus. Tem até um sensor vibratório no banco do motorista no caso de esquecimento de pessoas no banco traseiro. Outros recursos em prol dos ocupantes são: assistente de permanência na faixa, controles eletrônicos de tração/estabilidade, faróis dianteiros em LED e alto adaptativo, frenagem automática de emergência, indicador de distância do veículo da frente, isofix, sensores de estacionamento dianteiro e traseiro, assistente de partida em aclive, controle eletrônico de descida e estacionamento semi-autônomo em vagas longitudinais ou paralelas. Com tudo isso e um desempenho de tirar o chapéu, é bom a concorrência abrir o olho para o Equinox.

FICHA TÉCNICA

Chevrolet Equinox Premier

Preço básico: R$ 149.900
Carro avaliado: R$ 149.900
Motor: 4 cilindros em linha 2.0, 16V, duplo comando, injeção direta, turbo  
Cilindrada:  1998 cm3
Combustível: gasolina
Potência: 262 cv a 5.500 rpm
Torque: 37 kgfm a 4.500 rpm
Câmbio: automático, nove marchas
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e independente 4-link (t)
Freios: discos ventilados (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira ou integral
Dimensões: 4,652 m (c), 1,843 m (l), 1,695 m (a)
Entre-eixos: 2,725 m
Pneus: 235/50 R19
Porta-malas: 547 litros (468+79) a 1.627 litros
Tanque: 59 litros
Peso: 1.693 kg
0-100 km/h: 7s6
Velocidade máxima: 210 km/h
Consumo cidade: 8,4 km/l
Consumo estrada: 10,1 km/l
Emissão de CO2: 149 g/km
Nota do Inmetro: D
Classificação na categoria: B (Utilitário-esportivo grande)

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