Avaliação: Chevrolet S10 2017

Depois de o Chevrolet Cobalt exibir um novo visual no final do ano passado, agora é a vez de a Chevrolet S10 ganhar um facelift pontual. Ainda não é nova geração, tampouco houve mudança na gama de versões, mas as alterações vieram a calhar. “Seguimos uma linguagem de design já aplicada nos modelos Cruze, Malibu e na irmã Colorado”, explica Wagner Dias, diretor de design criativo da General Motors do Brasil. Os ares de frescor estão na dianteira mais horizontal, nas linhas do capô suavizadas, no para-choque elevado e nos faróis com luz de navegação diurna (nas versões LTZ e High Country). Na lateral e na traseira, as novidades aparecem nas rodas aro 18 para as configurações de topo (antes de 17” na LTZ), na tampa da caçamba redesenhada com câmera de ré integrada à maçaneta e nas lanternas (de LED na High Country). Exceto a LS, que é dedicada ao trabalho, todas as versões recebem a capota marítima de série.

A picape média ganhou ainda uma injeção de ânimo no interior. Há novas formas, cores e novo quadro de instrumentos – alguns desses componentes são compartilhados com a irmã gringa Colorado. Os materiais utilizados no acabamento são mais sensíveis ao toque na LTZ e na High Country. A ergonomia foi melhorada em relação ao modelo antecessor, com os comandos reposicionados e os painéis de portas redesenhados; a plaquinha colada é alusiva à versão. Os bancos são sempre em dois tons. Se a Ford Ranger se orgulha da conectividade, a S10 passa a ter o sistema de entretenimento MyLink 2, com tela sensível ao toque de 8”, navegação, reconhecimento de voz e espelhamento da tela do smartphone via Android Auto e Apple Car Play. Assim como o Cruze e o Cobalt, há o serviço OnStar, que envia informações de pontos de interesse e turísticos, de rotas, e ainda liga automaticamente para o Samu em caso de acidente.

Sob o capô, continuam os motores 2.5 flex e 2.8 turbodiesel com os câmbios manual ou automático, ambos de seis marchas. A única mudança é o novo alternador. Ao volante, é notável a melhora no conforto acústico e, principalmente, na dirigibilidade. Como na Ranger, a direção elétrica da S10 aumenta o prazer de dirigir e o conforto, transmitindo poucas vibrações ao passar pelas imperfeições do asfalto. A dinâmica também foi beneficiada com a nova calibração das molas e dos amortecedores, além da barra estabilizadora mais rígida. Esqueça aquela S10 “molenga” do passado. A picape média está mais bem acertada. Os pneus são mistos (70/30) e os freios ganharam novas pastilhas. A S10 também passou a ter itens de segurança de segmentos superiores, como os alertas de colisão eminente e de invasão involuntária de faixa. Tudo isso para tentar devolver a S10 ao posto de picape média mais vendida da categoria.

Chevrolet S10 High Country 2017

Preço básico: R$ 167.490
Carro avaliado: R$ 167.490
Motor: 4 cilindros em linha 2.8, 16V, turbo
Cilindrada: 2799 cm3
Combustível: diesel
Potência: 200 cv a 3.600 rpm (e)
Torque: 51 kgfm a 2.000 rpm (e)
Câmbio: automático, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) e feixe de mola (t)
Freios: disco sólido (d) e tambor (t)
Tração: 4×2 e 4×4
Dimensões: 5,408 m (c), 1,874 m (l), 1,839 m (a)
Entre-eixos: 3,096 m
Pneus: 265/60 R18
Caçamba: 1.061 litros
Tanque: 76 litros
Peso: 2.101 kg
0-100 km/h: não divulgado
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo cidade: não divulgado
Consumo estrada: não divulgado
Nota do Inmetro: não participa
Classificação na categoria: não participa
Emissão de CO2: n/d
Nota do Inmetro: n/d
Com etanol: 0 g/km