Avaliação: como anda a nova Fiat Strada com câmbio CVT

A Fiat Strada ganhou a transmissão CVT casada ao motor 1.3 Firefly para transmitir maior conforto e um desempenho adequado à proposta do utilitário

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Fiat Strada Ranch CVT
Foto: Roberto Assunção

A grafia Ranch ficou conhecida na Fiat Toro, mas agora ela também aparece na “picapinha” Strada, a qual debutou o aguardado câmbio CVT de sete marchas simuladas. Uma estratégia pensada nos clientes que almejam dar férias ao pé esquerdo. 

Vamos direto ao ponto, pois o casamento da nova transmissão ao propulsor 1.3 Firefly foi feliz atribuindo uma dirigibilidade condizente à proposta do utilitário compacto e ainda evidenciou o conforto nos deslocamentos urbanos e congestionamentos.

A caixa continuamente variável (CVT) também está disponível na versão Volcano (a partir de R$ 111.990 ou R$ 115.786 para São Paulo) e ela trabalha em grande parte do tempo na faixa entre 1.500 e 2.000 rpm transmitindo uma condução suave, além de ainda proporcionar um comportamento interessante, seja ao andar calmamente ou ao abusar do pedal do acelerador – bem diferente do que era na Fiat Strada com a transmissão automatizada Dualogic de cinco velocidades, para relembrar.

O bom torque disponível desde cedo coopera no desempenho e quem desejar uma pitada a mais de emoção ao volante pode fazer trocas sequenciais pela alavanca ou pelas borboletas atrás do volante, além de acionar a função Sport. Ela deixa o pedal do acelerador mais responsivo, a direção ligeiramente mais firme e o CVT assume relações de marchas mais curtas.


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Em relação ao consumo, durante a nossa avaliação o computador de bordo registrou médias na cidade entre 4,7 km/l (trânsito bastante carregado) e 8 km/l (sem congestionamentos), com etanol no tanque e o ar-condicionado ligado, enquanto na estrada foi de 10 km/l indo a constantes 100 km/h.

A Fiat Strada Ranch CVT só ficou devendo o controlador de velocidade, que ajudaria a vida do motorista em viagens mais longas, e o acendimento automático dos faróis.

Mesmo assim, a condução da segunda geração da Fiat Strada é evidenciada pela calibração do conjunto de suspensões por assegurarem um equilíbrio elogiável da mesma forma que filtram/absorvem muito bem as irregularidades do nosso asfalto.

Visual sem exagero nos cromados 

Diferentemente da Fiat Toro Ranch (leia a nossa avaliação), a Strada Ranch não apela para os cromados. E as novidades estéticas dão as caras nos novos skid plates na cor cinza, nas capas dos retrovisores em preto brilhante, nos logotipos Ranch nos para-lamas, nos estribos laterais e na capota marítima com a inscrição Ranch em baixo relevo. As rodas de liga leve de 15” adotam pneus Pirelli Scorpion ATR de medidas 205/60.

Fiat Strada Ranch
As rodas de 15″ usam pneus de medidas 205/60 (Foto: Roberto Assunção)

Ao abrir a porta, a cabine da nova opção da família Fiat Strada ostenta a pintura em dois tons, com elementos em marrom/preto brilhante, confortáveis bancos dotados de generosas abas laterais e inscrição Ranch nos encostos. Outros detalhes estão nos tapetes e nas soleiras de portas com logotipos alusivos à configuração.

O multimídia de 7” possui uma interface intuitiva de operar e há conectividade Android Auto/Apple CarPlay sem fio. Também são ofertados o carregador de smartphone por indução e entradas USB tanto à frente quanto para os ocupantes traseiros, que encontram um bom espaço para as pernas/joelhos por conta do entre-eixos de 2,737 m. Embora a entrada/saída do habitáculo seja facilitada pelas portas de trás com 80º de ângulo de abertura, o estribo lateral atrapalha e poderia ser um item dispensável.

Fiat Strada Ranch CVT
O estribo lateral não ajuda na hora de entrar/sair de cabine e ainda pode sujar a calça dos ocupantes (Foto: Roberto Assunção)

Em segurança, a Fiat Strada Ranch traz quatro airbags, monitoramento da pressão dos pneus, sensores de estacionamento traseiro, câmera de ré, controle de estabilidade com assistente de partida em rampas (Hill Holder)/de tração TC+. E se a ideia é sair do asfalto, a Fiat Strada Ranch possibilita encarar um fora-de-estrada leve devido ao ângulo de entrada de 23º, de saída (28º) e a altura livre do solo de 23,3 cm.

Já a caçamba da Fiat Strada Ranch cabine dupla oferta uma capacidade volumétrica de 844 litros e pode carregar até 600 kg de cargas – a tampa do compartimento possui uma abertura/fechamento leve e ainda suporta até 400 kg. No frigir dos ovos, a chegada da Fiat Strada com a transmissão CVT atrairá uma maior parcela de consumidores e até aqueles que não cogitavam comprar uma picape.


FICHA TÉCNICA

FIAT NOVA STRADA RANCH 1.3 FLEX AUTOMÁTICA
Preço básico: R$ 116.990 (R$ 120.955 em SP)
Carro avaliado: R$ 119.340 (R$ 123.385 em São Paulo)
Emissão de CO2: 98 g/km*
Com etanol: zero
Nota do Inmetro: B*

Fiat Nova Strada Ranch 1.3 Flex Automática
Motor: quatro cilindros em linha 1.3, 8V
Cilindrada: 1.332 cm³
Combustível: flex
Potência: 98 cv a 6.000 rpm (g) e 107 cv a 6.250 rpm (e)
Torque: 13,2 kgfm a 4.250 rpm (g) e 13,7 kgfm a 4.000 rpm (e)
Câmbio: continuamente variável (CVT), sete marchas simuladas
Direção: elétrica
Suspensão: MacPherson com rodas independentes e barra estabilizadora (d) e eixo rígido (t)
Freios: discos ventilados (d) e tambores (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,480 m (c), 1,781 m (l), 1,576 m (a)
Entre-eixos: 2,737 m
Pneus: 205/60 R15
Caçamba: 844 litros
Tanque: 55 litros
Peso: 1.235 kg
0-100 km/h: 12s9 (g) e 12s (e)
Velocidade máxima: 161 km/h (g) e 165 km/h (e)
Consumo cidade: 12,4 km/l (g) e 8,8 km/l (e)
Consumo estrada: 13,9 km/l (g) e 9,9 km/l (e)
Nota do Inmetro: B*
Classificação na categoria: A (picape compacta)*
*estimado


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