Avaliação: Como anda o Nissan March 1.6 SL CVT


Depois de a linha 2017 do Toyota Etios receber o câmbio automático de quatro marchas, agora chegou a vez de o Nissan March ter câmbio Xtronic CVT (continuamente variável). É um opcional de R$ 4.800 disponível nas versões 1.6 SV e 1.6 SL, que elevou os preços para R$ 54.090 e R$ 58.390, respectivamente. Assim, o March ficou com preço superior, por exemplo, que o Chevrolet Onix 1.4 LT AT (R$ 53.890) e o Toyota Etios Hatch 1.5 XLS AT (R$ 57.545).

O Xtronic CVT do March (também oferecido no sedã Versa) não é o mesmo do Sentra. Ele é mais leve e foi desenvolvido para equipar os modelos compactos da Nissan. Para o Brasil, ganhou nova calibração, expansão da relação, aumento na rigidez da polia (assegura torque estável em mudanças de velocidades) e nova correia de aço com maior área de contato (melhora o envio de torque). A bomba de óleo do câmbio, otimizada, reduziu o atrito interno em 30%. “Dessa forma, conseguimos oferecer desempenho e baixo consumo em qualquer utilização”, explica Ricardo Abe, gerente de engenharia de produto da Nissan.

A dirigibilidade sempre foi um ponto alto do March. E ela está melhor com a transmissão continuamente variável. O Nissan agrada tanto na cidade quanto na estrada. O casamento do motor 1.6 16V com a transmissão Xtronic CVT transmitiu conforto no anda-e-para do trânsito. Outra qualidade dessa caixa está na ausência de trancos nas mudanças – comuns nas caixas automáticas. O March CVT transmite agilidade e o sistema lock-up com active slip control proporciona respostas mais diretas e lineares.

Ao acionar o overdrive, a rotação do motor muda para maior faixa de giro, beneficiando as acelerações e reduzindo a velocidade pelo freio motor.
Contudo, o CVT não é a melhor opção dos câmbios para se dirigir esportivamente. Rodando a 120 km/h, o ponteiro do conta-giros marca 2.000 rpm, ajudando no consumo de combustível e no conforto acústico. Aliás, o March ficou mais silencioso em relação ao modelo anterior. Ele traz novo para-brisa acústico e antirruídos instalados no console central, no painel de instrumentos (de maior intensidade no painel corta-fogo) e no porta-malas. Somente nos giros mais altos – a partir de 4.000 rpm – o ruído do motor invade a cabine.

As suspensões bem acertadas asseguram boa estabilidade nas curvas, filtram e absorvem bem as imperfeições do asfalto. Um indicador no quadro de instrumentos mostra qual marcha está engatada. Como já dissemos, o March é agradável e confortável ao volante, porém, o preço um tanto elevado pode implicar em suas vendas, por ele ter menos espaço interno do que o Onix e o Etios. No entanto, caso você tenha ficado interessado no March CVT, aqui pode ir um incentivo para assinar o cheque. Segundo a Nissan, o preço das revisões do CVT é o mesmo cobrado nas versões manuais: R$ 2.344 para todas, até 60.000 km.

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Ficha técnica:

Nissan March 1.6 SL CVT

Preço básico: R$ 53.590
Carro avaliado: R$ 58.390
Motor: 4 cilindros em linha 1.6, 16V, variador de fase na admissão
Cilindrada: 1598 cm3
Combustível: flex
Potência: 111 cv @ 5.600 rpm (g/e)
Torque: 15,1 kgfm @ 4.000 rpm (g/e)
Câmbio: continuamente variável (CVT)
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: discos ventilados (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,492 m (c), 1,695 m (l), 1,506 m (a)
Entre-eixos: 2,600 m
Pneus: 195/55 R16
Porta-malas: 460 litros
Tanque: 41 litros
Peso: 1.100 kg
0-100 km/h: não divulgada
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo cidade: 11,7 km/l (g) e 7,8 km/l (e)
Consumo estrada: 14,5 km/l (g) e 9,8 km/l (e)
Emissão de CO2: 104 g/km
Nota do Inmetro: B
Classificação na categoria: A (Compacto)