Avaliação: Honda CR-V Hybrid é um SUV perfeito para as cidades

SUV sob medida para a família, o Honda CR-V fica ainda mais interessante na versão Hybrid. Não foi exibido como conceito no Salão de São Paulo por acaso...

Como a Honda vai aposentar de vez seus motores a diesel, muito importantes na Europa, a aposta para gastar pouco agora está no downsizing e na eletrificação (também no segmento de compactos). Na mira da marca está o conterrâneo Toyota RAV4, similar em filosofia e que acaba de ganhar nova geração. No Brasil, o CR-V Hybrid apareceu ainda como conceito no Salão de São Paulo, em novembro, mas no Velho Continente já pudemos avaliar a versão de produção – que deve ser importada para o Brasil.

Debaixo do capô do SUV da Honda, que chega às concessionárias europeias já agora em fevereiro, há um motor elétrico de 184 cv e 32,1 kgfm associado a um 2.0 aspirado a gasolina de 145 cv e 17,9 kgfm. São três modos de operação, selecionados automaticamente pelo carro: a combustão, EV (100% elétrico, com só dois quilômetros de autonomia) e híbrido (o 4 cilindros é totalmente desconectado das rodas e aciona o alternador que alimenta o motor elétrico). O Honda consegue usar muito mais o modo de emissão zero do que os sistemas híbridos da concorrência porque seu 2.0, na verdade, é usados ​​principalmente para gerar eletricidade. Então quase sempre é o motor elétrico que “empurra” o carro, exceto quando se pede máximo desempenho.

Se você não exagerar no acelerador e seguir em velocidade constante, a unidade elétrica dá o melhor de si: reatividade imediata e torque robusto, sustentado pelo motor a combustão. Já em caso de exageros, esse último trabalha horas extras e em altas rotações, aumentando bastante o ruído, especialmente se você rodar rápido e em ritmo constante. A adoção de um sistema de cancelamento de ruído e materiais de isolamento extra, no entanto, tornam o CR-V Hybrid silencioso. Para aumentar o conforto, a suspensão foi recalibrada.

No modo híbrido, o consumo urbano (cenário ideal para esse tipo de carro) não foi ruim, tampouco impressionou: 16 km/l no computador de bordo. Na rodovia (pior cenário para ele) caiu para 12 km/l. O preço? Na Europa começa em € 32.900 (R$ 140.000), valor que inclui frenagem automática com detecção de pedestres, assistente de manutenção na faixas e piloto automático adaptativo. As rodas aro 18 também são de série, assim como o monitor de ponto cego, os faróis full-LED e o painel de instrumentos digital de 7”. Para ter tração nas quatro rodas, é obrigatório levar a versão Elegance Navi: a conta sobe para € 38.000 (R$ 161.000). Se for mesmo vendido no Brasil, deve ficar na faixa de R$ 230.000 a R$ 260.000.


Tecnologia

Transmissão de relação fixa

O sistema híbrido da Honda é chamado i-MMD (Intelligent Multi-Mode Drive): combina um motor a combustão Atkinson de dois litros que aciona um gerador, um motor elétrico compacto que move as rodas e uma bateria de lítio de 1,4 kWh. O alternador fornece energia ao motor elétrico e carrega a bateria, enquanto em alta velocidade a unidade a gasolina pode acionar diretamente as rodas – a embreagem interposta é fechada. Tudo sem caixa de transmissão, substituída por um redutor de relação fixa. Opcionalmente, ele pode ter tração integral com transmissão normal, que leva até 60% do torque para o eixo traseiro.


Ficha técnica:

Honda CR-V Hybrid

Preço básico (est.): R$ 230.000
Carro avaliado (est.): R$ 230.000
Motor: 4 cilindros em linha 2.0, 16V + elétrico
Cilindrada: 1993 cm³
Combustível: gasolina + eletricidade
Potência: 145 cv a 6.200 rpm + 184 cv
Torque: 17,9 kgfm a 4.000 rpm + 32, 1 kgfm a 1 rpm
Câmbio: relação fixa
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e multilink (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,60 m (c), 1,90 m (l), 1,68 m (a)
Entre-eixos: 2,660 m
Pneus: 235/60 R18
Porta-malas: 497 litros
Tanque: 57 litros
Peso: 1.614 kg
0-100 km/h: 8s8
Velocidade máxima: 180 km/h (limitada)
Consumo: 18,9 km/l (média, Europa)
Nota do Inmetro: não disponível no Brasil