Avaliação: Hyundai HB20 é Turbo sem ser esportivo

O Volkswagen Up TSI não é mais o único a ter motor tricilíndrico turbo no mercado. Agora, os Hyundai HB20 (hatch) e HB20S (sedã) também têm. E não é uma nova versão, mas uma opção intermediária entre os aspirados 1.0 e 1.6. Esse novo propulsor é um opcional (R$ 3.700) oferecido nas configurações Comfort Plus e Comfort Style de ambos os modelos – o aventureiro HB20X ficou de fora. Os preços do hatch 1.0 turbo são de R$ 47.445 (Comfort Plus) e R$ 51.595 (Comfort Style, a versão avaliada).


Já o HB20S turbinado sai por R$ 51.475 (Plus) e R$ 55.225 (Style). Apesar da semelhança técnica com o Up TSI, a real batalha do hatch da Hyundai é com os concorrentes Chevrolet Onix 1.4, Ford Ka 1.5, Fiat Palio 1.4/1.6, VW Gol 1.6 e Toyota 1.3/1.5. O motor 1.0 Kappa Turbo é o primeiro turboflex da Hyundai. “Um dos pontos mais difíceis no desenvolvimento foi lidar com a adversidade de combustíveis no Brasil”, explica Woong-Sik Choi, da Hyundai.

Esse novo “coração turbinado” do HB20 e HB20S possui bloco e cabeçote de alumínio, com novas bielas e bronzinas, bicos injetores, velas e filtro de ar revistos, coletor de escapamento integrado e o de admissão redesenhado. O coxim do motor foi substituído para suportar o maior torque. Apesar disso, merecem críticas o sistema de injeção indireta (no Up é direta) e a permanência do tanquinho de gasolina. Sem pretensões de ser ou de transmitir um comportamento esportivo, já que a única mudança visual é o logotipo “Turbo” na tampa do porta-malas, o HB20 Turbo tem um desempenho empolgante.

A pressão do turbocompressor é de 0,9 bar, porém, o turbo lag tira um pouco do brilho. Além disso, é somente acima das 2.000 rpm que aparecem boas respostas e reduções. Comparado ao 1.6 aspirado (9s3), na aceleração de 0-100 km/h o 1.0 Turbo é bem mais lento (11s2). O novo câmbio manual de seis marchas possui bons engates e essa caixa foi desenvolvida para a versão Turbo, com a primeira e segunda marchas alongadas e o diferencial esticado em 10%. Já a sexta funciona como overdrive para reduzir consumo, ruídos e emissões de poluentes. Porém, o HB20 Turbo emite mais CO2 (105 g/km) do que o Up TSI (93 g/km) e o Peugeot 208 1.2 (82 g/km).

As suspensões do HB20 Turbo não tiveram qualquer alteração. Afinal, como já dissemos, o carro não se propõe a ser esportivo. Mesmo assim, nas curvas do autódromo de Interlagos, em São Paulo, o conjunto macio mostrou-se eficiente, garantindo o controle e a estabilidade. A caixa de direção recebeu nova calibração, oferecendo respostas ágeis e rápidas ao esterço. Já os freios são a tambor atrás – igual ao Up TSI. Assim como por fora não há nenhuma mudança expressiva no visual, por dentro, a cabine segue idêntica às configurações com motor aspirado. O HB20 Turbo ficou bom de andar. Agora queremos ver essa mecânica também na versão esportivada R Spec, que só tem motor 1.6.

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Ficha técnica:

MHyundai HB20 Comfort Style 1.0 Turbo

Preço básico: R$ 51.595
Carro avaliado: R$ 51.595
Motor: 3 cilindros em linha 1.0, 12V, duplo comando variável, turbo, intercooler
Cilindrada: 998 cm3
Combustível: flex
Potência: 98 cv a 6.000 rpm (g) e 105 cv a 6.000 rpm (e)
Torque: 13,8 kgfm a 1.550 rpm (g) e 15,0 kgfm a 1550 rpm (e)
Câmbio: manual, seis marchas
Direção: hidráulica
Suspensões: McPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,230 m (c), 1,680 m (l), 1,470 m (a)
Entre-eixos: 2,500 m
Pneus: 185/60 R15
Porta-malas: 450 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 1.068 kg
0-100 km/h: 12s1 (g) e 11s2 (e)
Velocidade máxima: 179 km/h (g) e 183 km/h (e)
Consumo cidade: 11,6 km/l (g) e 8,2 km/l (e)
Consumo estrada: 14,3 km/l (g) e 10,1 km/l (e)
Nota do Inmetro: B
Emissão de CO2: 105 g/km
Classificação na categoria: A (Compacto)

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