Avaliação: irmão maior do Compass, Jeep Grand Cherokee continua ótimo (o problema é a concorrência)

O Jeep Grand Cherokee já foi uma coqueluche de mercado e continua bom de guiar. Mas ainda vale o investimento?

Jeep Grand Cherokee Limited
Foto: Roberto Assunção

Na década de 1990, quem tinha “bala na agulha” ostentava um Jeep Grand Cherokee. Não à toa, foi o preferido dos famosos, dos jogadores de futebol, dos endinheirados e tornou-se um sonho de consumo à época. Mostrado no salão de Detroit, nos Estados Unidos, em 7 de janeiro de 1992, a primeira geração ZJ (feita de 1993 a 1998) desembarcou oficialmente no Brasil em 1996.

E é possível reparar que tanto as linhas retas quanto a grade com sete aberturas – uma marca dos veículos da Jeep – se mantiveram ao longo das gerações seguintes WJ (de 1999 a 2004), WK (2005 a 2010) e a atual WK2, que cobra R$ 389.990 por esta versão Limited.

É um SUV capaz de transmitir amplitude interna e uma condução macia e silenciosa. Ou seja, inegavelmente ao volante fica a sensação de estar em um carro norte-americano. O bem-estar é garantido  pelos bancos frontais largos ajustáveis eletricamente com aquecimento/ventilação, a coluna de direção com regulagem elétrica de altura/profundidade e o multimídia de 8,4” com Android Auto/Apple CarPlay/GPS nativo. A pureza sonora vem do sistema de áudio composto por nove alto-falantes e subwoofer.

Outros equipamentos são o quadro de instrumentos com tela TFT de 7”, os apoios de cabeça ativos, os faróis com nivelamento automático e o teto solar panorâmico. O revestimento em couro dos bancos pode ser em preto (carro das fotos) ou bege. Mesmo assim, a cabine do Jeep Grand Cherokee revela um estilo que sentiu o passar dos anos – o freio de estacionamento é acionado com o pé, como em algumas picapes médias. Ainda estão presentes no SUV o controle de reboque e a tampa motorizada do porta-malas de 457 litros de capacidade.


Jeep Grand Cherokee Limited
A tampa do porta-malas é motorizada e o compartimento oferece 457 litros com os bancos em posição normal (Foto: Roberto Assunção)

Quem viaja atrás encontra bom espaço para as pernas/joelhos devido aos 2,915 m de entre-eixos, e também para a cabeça/ombros – a carroceria do SUV possui 1,943 m de largura e 1,802 m de altura, na ordem. A viagem dos passageiros traseiros também é beneficiada pelo aquecimento do banco, as saídas de ar dedicadas e o sistema de entretenimento composto por duas telas de 9” com entradas HDMI mais fones de ouvido sem fio.

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Born in the USA (Nascido nos Estados Unidos) 

Se anos atrás, o Jeep Grand Cherokee oferecia motor V8 de até 5,9 litros nas configurações mais exclusivas, agora ele traz uma mecânica V6 3.0 turbodiesel casada ao câmbio automático de oito marchas para entregar 241 cv de potência e 56,1 kgfm de torque.

O “jipão” desconhece os seus mais de 2.300 kg durante as acelerações e ainda proporciona retomadas vigorosas. A força do conjunto assegura conduzi-lo sem “sofrência”, enquanto nos deslocamentos urbanos é possível rodar entre 50 e 60 km/h com a sexta engatada. Na estrada, a 120 km/h em oitava marcha o ponteiro do conta-giros repousa logo abaixo das 1.500 rpm e o computador de bordo indicou médias rodoviárias de mais de 14 km/l.

Embora traga grandes e belas rodas de 20”, as suspensões filtram/absorvem muito bem as irregularidades do nosso asfalto. Já o isolamento acústico é digno de palmas e o Jeep Grand Cherokee também não sofre de ruídos aerodinâmicos. 

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A segurança é garantida pelos airbags dianteiros, laterais, de cortina e de joelhos para motorista, além de regulador de velocidade adaptativo (ACC), assistente de frenagem, aviso de colisão frontal com frenagem ativa, alerta de mudanças de faixas com assistente de correção e outras comodidades, como o sistema de estacionamento semiautomático em vagas paralelas/perpendiculares e o monitoramento de pontos cegos, só para citar.

Se a ideia é fugir do asfalto o Jeep Grand Cherokee (este último, faz referência a uma tribo americana) possui a tração Quadra-Trac II. Ela pode transferir 100% do torque para o eixo traseiro e o seletor de modos de terreno presente no “irmão” maior do Jeep Compass traz os programas Auto, Snow (neve), Sand (areia), Mud (lama) e Rock (pedra).

o Jeep Grand Cherokee é um utilitário esportivo confortável sim, e continua bom como nos tempos áureos. Seu maior problema é que a concorrência aumentou. Diante dos novos rivais da Mitsubishi, da Land Rover, da Volvo e das alemãs Audi, BMW e Mercedes-Benz, a vida dele acaba ficando mais difícil. E os compradores, cada vez menos numerosos — caso você se importe com isso.


FICHA TÉCNICA
Jeep Grand Cherokee Limited

Preço básico: R$ 389.990
Carro avaliado: R$ 389.990

Jeep Grand Cherokee Limited
Motor: seis cilindros em V 3.0, 24V, duplo comando variável, turbo e injeção direta
Cilindrada: 2987 cm³
Combustível: diesel
Potência: 241 cv a 4.000 rpm
Torque: 56,1 kgfm a 1.800 rpm
Câmbio: automático sequencial, oito marchas
Direção: eletro-hidráulica
Suspensão: Braços sobrepostos (d) e multi-link (t)
Freios: discos ventilados (d/t)
Tração: integral permanente
Dimensões: 4,828 m (c), 1,943 m (l), 1,802 m (a)
Entre-eixos: 2,915 m
Pneus: 265/50 R20
Porta-malas: 457 litros
Tanque: 93 litros
Peso: 2.393 kg
0-100 km/h: 8s2
Velocidade máxima: 202 km/h
Consumo cidade: 9,6 km/l
Consumo estrada: 12 km/l
Emissão de CO2: 189 g/km
Nota do Inmetro: D
Classificação na categoria: C (Utilitário Esportivo Grande 4×4)

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