Avaliação: Jeep Renegade Flex 2019 tem uma mistura (quase) perfeita

O Jeep Renegade Flex continua sendo o compacto que mais se aproxima dos SUVs “de verdade”. Bem que poderia ter ganhado um motor mais forte

O Willys, de 1941, foi o primeiro carro utilitário 4×4 feito em larga escala. E o Jeep Renegade, lançado no Brasil em 2015, sempre fez questão de nos lembrar desse parentesco. Embora tenha uma pegada muito mais urbana do que a de seu parrudo ancestral destinado às guerras, é o compacto que mais se aproxima dos SUVs de verdade – seja na posição de dirigir elevada, seja nas respostas de direção e suspensão. Mas lá se vão quatro anos, e a Jeep precisava fazer uns ajustes no modelo. Depois de mostrar a versão a diesel (leia aqui), agora avaliamos a Limited Flex, a mais cara com o motor 1.8.

Por fora, o SUV feito em Pernambuco ficou ainda mais chamativo com novos faróis de LED e inéditas e enormes rodas de 19 polegadas, além de ter herdado o para-choque dianteiro da versão trilheira Trailhawk para cruzar valetas e lombadas sem raspar a frente (uma grave falha que o modelo tinha).

Sem mudar de carroceria, o Jeep Renegade continua fiel ao DNA Jeep também no espaço interno. Confortável para os ocupantes dos bancos dianteiro, atrás oferece pouco espaço, similar ao de um hatch compacto. O porta-malas cresceu em relação aos primeiros Renegade – de 260 para 320 litros, com a troca do estepe normal pelo temporário –, mas ainda é um dos menores dentre os SUVs compactos.

Já o acabamento interno sempre foi um ponto forte do Jeep Renegade. E continua sendo, com as mudanças do fim do ano passado. As alterações, pontuais, se resumiram ao porta-objetos maior na frente da alavanca de câmbio e ao sistema multimídia maior (8,4”), emprestado do irmão Compass e compatível com Android Auto e Apple CarPlay. Ele fez mudarem os comandos do ar-condicionado de duas zonas – agora na própria tela ou por botões, ao gosto do motorista.

A lista de itens é boa, com airbags para os joelhos do motorista (além dos laterais e de cortina), porta USB para quem viaja no banco traseiro, chave presencial, faróis com acendimento automático e sensor de chuva.

O Renegade se destaca pelo comportamento típico dos SUVs, com uma suspensão macia que deixa rolar um pouco a carroceria, mas sem sustos. Pena a Jeep não ter aproveitado o tapa no visual para trocar o motor 1.8. Apesar dos bons números – 139 cv com etanol e torque de 19,27 kgfm –, o carro é pesado e a impressão é de que falta força para embalar, exigindo do motorista que abuse do acelerador e das trocas de marcha.

É quase um banho de água fria. Mas ainda bem que existe a opção do motor turbodiesel, que casa melhor com a proposta do modelo – desde que esteja disposto a desembolsar mais de R$ 20 mil além dos R$ 105.990 pedidos por esse Renegade Limited.

A boa notícia é que a FCA estuda importar o motor FireFly turbo, já usado pelo Renegade na Europa, para o Brasil. Caiu muito bem no carro, como comprovaram os colegas da nossa parceira italiana Quattroruote.


Ficha técnica:

Jeep Renegade Limited 1.8 Flex

Preço básico: R$ 79.990
Carro avaliado: R$ 105.990
Motor: 4 cilindros em linha 1.8, 16V
Cilindrada: 1747 cm³
Combustível: flex
Potência: 135 (g) e 139 (e) cv a 5.750 rpm
Torque: 18,76 (g) e 19,27 (e) kgfm a 3.750 rpm
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d/t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,232 m (c), 1,805 m (l), 1,714 m (a)
Entre-eixos: 2,570 m
Pneus: 235/45 R19
Porta-malas: 320 litros
Tanque: 60 litros
Peso: 1.527 kg
0-100 km/h: 12s8 (g) e 11s8 (e)
Velocidade máxima: 176 km/h (g) e 178 km/h (e)
Consumo cidade: 9,5 km/l (g) e 6,5 km/l (e)
Consumo estrada: 10,9 km/l (g) e 7,6 km/l (e)
Nota do Inmetro: C
Emissão de CO²: 134 g/km
Classificação na categoria: E (Utilitário Esportivo Compacto)

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