Avaliação: Jeep Renegade Longitude T270 entrega uma dirigibilidade animada

O Jeep Renegade Longitude agrada pelo pacote oferecido de série da mesma forma que a disposição do motor 1.3 16V turbinado (T270)

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Jeep Renegade Longitude T270
Foto: Divulgação

Falta de fôlego? Isso ficou no passado, pois o Jeep Renegade curou da asma que sofria à época do propulsor de quatro cilindros 1.8 16V E.torQ. Independente das alterações estéticas (leia mais aqui) é sob o capô onde se esconde a maior evolução do utilitário esportivo compacto.

Afinal, a unidade 1.3 16V turbo combinada ao câmbio automático de seis marchas garante saudáveis 185 cv de potência e 270 Nm (27,5 kgfm) de torque a partir de 1.750 rpm, quando abastecido com etanol.

Um poderio superior ao do Caoa Chery Tiggo 5X Pro 1.5 T (150 cv e 21,4 kgfm), do Chevrolet Tracker 1.2 (133 cv e 21,4 kgfm), do Renault Duster 1.3 TCe (170 cv e os mesmos 27,5 kgfm) e do Volkswagen T-Cross 1.4 (150 cv e 25,5 kgfm) – todos eles, bebericando o combustível vegetal.

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Positivo e operante 

Ou seja, não é mais necessário “montar no pedal do acelerador” para fazer o SUV deslanchar. E o Jeep Renegade Longitude T270 passou a entregar respostas de prontidão nos baixos e nos médios giros, com o desempenho auxiliado pela caixa automática de seis velocidades. Uma “mudança da água para o vinho” frente ao antigo 1.8 naturalmente aspirado, que passou de 132 para 139 cv na ocasião do lançamento da linha 2017.

Também presente nos SUV’s Commander/Compass e na picape monobloco Fiat Toro, o motor 1.3 16V T270 ainda confere um funcionamento suave e silencioso, assim como as trocas sequenciais realizadas pelas borboletas atrás do volante quanto pela alavanca seletora de marchas. A função Sport promove um tempero a mais pelas mudanças em giros mais altos.


Jeep Renegade Longitude T270
Foto: Divulgação

O peso da configuração Longitude diminuiu em quatro quilos indo de 1.480 para 1.476 kg, o que representa uma relação peso-potência de 7,97 kg/cv. Mais leve junto da nova relação encurtada da transmissão é possível viajar a 120 km/h com a agulha do conta-giros ligeiramente acima de 2.000 rpm. Durante nossa avaliação, o computador bordo indicou médias urbanas de 8,8 km/l e rodoviárias de 12,1 km/l.

A direção assistida eletricamente é leve ao esterço e com o peso correto em velocidades mais altas, enquanto as suspensões independentes nas quatro rodas sempre foram um ponto alto do SUV. Elas garantem o conforto da mesma maneira que impedem a rolagem da carroceria nas curvas. Aliás, a calibração do conjunto também não deixa a dianteira se elevar durante as acelerações mais fortes, como acontece no Peugeot 2008. Já frenagens são eficientes por conta dos freios a disco nos quatro cantos, sendo de 305 mm de diâmetro no eixo frontal e de 278 mm na traseira.

Jeep Renegade Longitude T270
As rodas de liga leve de 18″ vestem pneus de medidas 225/55 (Foto: Divulgação)

Embora tenha tração 4×2, o Jeep Renegade Longitude T270 até encara um fora-de-estrada light graças aos ângulos de entrada de 22º, de saída (32º) e a altura livre do solo de 19,2 cm. O sistema Traction Control+ (TC+), uma evolução do Locker e já presente nos Fiat Pulse e Strada, auxilia o motorista na hora de vencer os pisos com baixa aderência.

Vida a bordo

A plataforma Small Wide confere ao Jeep Renegade 4,268 m de comprimento e 2,570 m de entre-eixos transmitindo um espaço apenas suficiente para as pernas/joelhos de quem viaja atrás. Contudo, o porta-malas segue o “Calcanhar de Aquiles” ao oferecer uma capacidade volumétrica de 385 litros – menor que do Nissan Kicks (432), para citar.

Entre os itens de série, a versão Longitude oferta ar-condicionado bizona, bancos revestidos em couro, câmera e sensores de marcha à ré, carregador de smartphone por indução, controlador de velocidade, faróis Full-LED, quadro de instrumentos digital de 7”, multimídia de 8,4” com Android Auto/Apple CarPlay sem fio e sistema Start-Stop (desliga o motor em breves paradas para poupar combustível e diminuir a emissão de poluentes).

Os faróis e as luzes de neblina são em LED, enquanto o ângulo de entrada é de 22º e a altura livre do solo de 19,2 cm (Foto: Divulgação)

Em segurança, o SUV da Jeep entrega assistente de centralização de faixas, frenagem automática de emergência, controle eletrônico anti capotamento, monitoramento da pressão dos pneus e seis airbags (frontais, laterais e de cortina).

O Jeep Renegade Longitude custa a partir de R$ 142.590 (R$ 147.335 em São Paulo). Estão disponíveis dois pacotes opcionais: o Kit Mopar (R$ 587/R$ 608 para SP), que inclui os tapetes de borracha/frisos laterais, e o revestimento dos bancos em couro marrom (R$ 1.213 ou R$ 1.257 para SP).


FICHA TÉCNICA

JEEP RENEGADE LONGITUDE T270 FLEX 4×2 AT6
Preço básico R$ 142.590 (R$ 147.335 para São Paulo)
Carro avaliado R$ 144.155 (R$ 148.957 para São Paulo) 

Jeep Renegade Longitude T270 Flex 4×2 AT6
Motor: quatro cilindros em linha 1.3, 16V, turbo, injeção direta, stema eletrohidráulico MultiAir III, com um eixo para as válvulas de escape
Cilindrada: 1332 cm³
Combustível: flex
Potência: 180 cv (g) e 185 cv a 5.750 rpm (e)
Torque: 270 Nm a 1.750 rpm (g/e)
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora (d) e Multilink (t)
Freios: discos ventilados (d) e sólidos (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,268 m (c), 1,805 m (l),  1,702 m (a)
Entre-eixos: 2.570 m
Pneus: 225/55 R18
Porta-malas: 385 litros
Tanque: 55 litros
Peso: 1.476 kg
0-100 km/h: 8s9 (g) e 8s8 (e)
Velocidade máxima: 208 km/h (g) e 209 km/h (e)
Consumo cidade: 11 km/l (g) e 7,7 km/l (e)
Consumo estrada: 12,8 km/l (g) e 9,1 km/l (e)
Emissão de CO2: 114 g/km
Com etanol = 0 g/km
Nota do Inmetro: C
Classificação na categoria: C (utilitário esportivo compacto)

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