Avaliação: Jeep Renegade Night Eagle é para quem busca um visual exclusivo

O visual escurecido é o grande diferencial do Jeep Renegade Night Eagle. Oferecido com motor flex ou diesel, ele quer lhe conquistar pelos olhos

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Jeep Renegade Night Eagle (Foto: Divulgação)

O estilo “bandidão” é o maior diferencial do Jeep Renegade Night Eagle. Os detalhes cromados/prateados do exterior foram escurecidos e as tonalidades preto brilhante ou fosco aparecem nas rodas de aro 18”, nos contornos da grade frontal, nas molduras dos faróis, nos logotipos e no teto. Por dentro, a cor preto brilhante cobriu os raios do volante, as molduras dos alto-falantes, as saídas de ar, a coifa do câmbio e o porta-copos central.

Baseado na configuração Longitude, essa série especial traz de fábrica borboletas atrás do volante para trocas sequenciais, bancos revestidos parcialmente em couro, volante multifuncional, ar-condicionado de duas zonas, controles de tração/estabilidade, sensores de estacionamento, câmera de ré, assistente de partida em rampas, isofix para fixação de cadeirinhas infantis, rack de teto, sistema de monitoramento de perda da pressão dos pneus e central multimídia com tela de 5” sensível ao toque dotada de navegador, entrada USB e Bluetooth.

Divulgação

São duas opções de motor: 1.8 EVO Flex e câmbio automático de seis marchas ou 2.0 Multijet II turbodiesel de 170 cv de potência e 36,7 kgfm de torque associado à transmissão automática de nove velocidades. Os preços se iniciam em R$ 96.490 ou R$ 120.190, respectivamente. A versão flex avaliada tinha os opcionais pintura metálica cinza Antique (R$ 1.450) e Pack Safety (R$ 3.250), com os airbags laterais, de cortina e de joelhos para o motorista. Equipado com esses itens, o Night Eagle flex custa R$ 101.190.   

Como anda e vida a bordo
Jeep Renegade Night Eagle (Foto: Divulgação)

Tirando o visual “apagadão”, nada muda mecanicamente. Sob o capô está o motor 1.8 EVO VIS, que estreou primeiramente na picape Toro e depois foi aplicado na linha 2017 do crossover. Um bom atributo desse bloco está no coletor de admissão variável (VIS ou Variable Intake System). De forma resumida, são dois coletores em um só. Até 4.000 rpm, o ar enviado para os cilindros percorre um trajeto mais longo beneficiando o torque. Acima dessa rotação, uma aleta abre fazendo o ar passar por um caminho mais curto, privilegiando a potência.

A evolução é notória comparado ao antigo bloco 1.75. E utilizando etanol, o 1.8 EVO VIS entrega 139 cv de potência e 19,3 kgfm de torque. A relação peso x potência é de 10,36 kg/cv, enquanto a do Honda HR-V EX (R$ 94.600) é de 9,14 kg/cv, só para citar. As respostas estão mais de prontidão frente ao propulsor do passado e agrada tanto a elasticidade nos giros baixos quanto o funcionamento do câmbio. Mesmo assim, o Renegade ainda demonstra um certo comportamento amarrado. Já ao acionar a tecla Sport, as respostas do acelerador e da transmissão ficam mais diretas.

O 1.8 EVO VIS ainda trouxe sistema start-stop (desliga o motor durante breves paradas, como nos semáforos), partida a frio sem tanquinho de gasolina, alternador inteligente, bomba de óleo variável e lubrificante do motor menos viscoso 0W20. De acordo com o Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular (PBEV), o consumo nos trajetos urbanos é de 6,5 km/l com etanol e de 9,5 km/l com gasolina, enquanto o rodoviário de 7,6 km/l e 10,9 km/l, respectivamente.

A direção elétrica é bem acertada e as suspensões estão no meio termo entre conforto e robustez. E o conjunto traseiro independente favorece a dinâmica nas curvas. Embora o “jipinho” tenha ângulo de entrada de 21,1°, é preciso tomar cuidado nas valetas, pois a frente costuma raspar com facilidade dependendo do “obstáculo”.

O interior do Renegade exibe materiais de ótima qualidade e a posição de dirigir é ótima. Além disso, são encontrados alguns detalhes escondidos no para-brisas, no vidro traseiro, além de outras referências aos modelos clássicos da Jeep. A amplitude da cabine é elogiável e o entre-eixos de 2,570 m é superior comparado ao do Ford EcoSport (2,519 m) e menor frente ao do Honda HR-V (2,610 m), por exemplo. Já o porta-malas é alvo de críticas, pois os 260 litros de capacidade são inferiores a modelos de outros segmentos, como o Renault Kwid (290) e o Volkswagen Polo (300). Para quem já gostava do visual do Renegade, a série Night Eagle deu um plus a mais na personalidade do crossover.

Confira as versões e preços da linha Renegade:
Renegade 1.8 AT6: R$ 54.655 (à vista para pessoas portadoras de deficicência após as isenções fiscais)
Custom 1.8 flex MT5: R$ 74.490
Custom 2.0 diesel AT9: R$ 108.990
Sport 1.8 flex MT5: R$ 82.990
Sport 1.8 flex AT6: R$ 89.990
Longitude 1.8 flex AT6: R$ 94.990
Longitude 2.0 diesel AT9: R$ 118.690
Night Eagle 1.8 flex AT6: R$ 96.490
Night Eagle 2.0 diesel AT9: R$ 120.190
Limited 1.8 flex AT6: R$ 99.990
Limited 2.0 diesel AT9: R$ 124.990
Trailhawk 2.0 diesel AT9: R$ 129.990

Ficha Técnica

Jeep Renegade Night Eagle

Preço básico: R$ 96.490
Carro avaliado: R$ 101.190
Motor: 4 cilindros em linha 1.8, 16V, coletor variável
Cilindrada: 1.747 cm3
Combustível: flex
Potência: 135 cv a 5.750 rpm (g) e 139 cv a 5.750 rpm (e)
Torque:18,8 kgfm a 3.750 rpm (g) e 19,3 kgfm a 3.750 rpm (e)
Câmbio: automático, seis marchas
Direção: elétrica
Suspensões: Independente McPherson (d/t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: Dianteira
Dimensões: 4,232 m (c), 1,798 m (l), 1,705 m (a)
Entre-eixos: 2,570 m
Pneus: 225/55 R18
Porta-malas: 260 litros
Tanque: 60 litros
Peso: 1.440 kg
0-100 km/h: 11s1
Veloc. Máxima: 182 km/h
Consumo cidade: 9,5 km/l (g) e 6,5 km/l (e)
Consumo estrada: 10,9 km/l (g) e 7,6 km/l (e)
Emissão de CO2: 134 g/km
Nota do Inmetro: C

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