Avaliação: Jeep Renegade Trailhawk T270 4×4 é o ‘valentão’ da gama

O Jeep Renegade Trailhawk 4x4 T270 oferece uma maior altura em relação ao solo, os pneus de uso misto e o exclusivo modo Rock; confira nossas impressões

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Jeep Renegade Trailhawk T270 4x4
Foto: Divulgação

Avaliamos recentemente o Jeep Renegade Longitude T270 (confira aqui) e, agora chegou a vez da versão Trailhawk T270 4×4. Ela cobra a partir de R$ 169.090, sendo uma opção de veículo 4×4 compacto da mesma forma que os Suzuki Jimny (iniciais R$ 111.990) e Jimny Sierra (R$ 156.990). Modernizado, o SUV da Jeep ainda debutou o propulsor 1.3 16V turbinado.

Ele pode ter abandonado o motor 2.0 turbodiesel de 170 cv e 35,7 kgfm, contudo, passou a entregar até 185 cv de potência e 270 Nm (27,5 kgfm) de torque, quando abastecido com etanol. Outra boa notícia está na transmissão automática de nove marchas mantida nas configurações 4×4 – de seis, com tração 4×2.

Inegavelmente, a nova unidade presente sob o capô do SUV mostra um funcionamento mais suave e silencioso frente ao 2-litros turbodiesel. Não só isso, pois as respostas ao pedal do acelerador são rápidas, com as saídas partindo da imobilidade realizadas em segunda marcha. Daí para frente, o Jeep Renegade Trailhawk T270 4×4 embala com facilidade.

A transmissão apresenta um bom escalonamento e o diferencial final foi alongado em relação ao antecessor Jeep Renegade turbodiesel. Dependendo do estilo de condução, a sétima é engatada a partir de 73 km/h, enquanto a nona entra em ação a 110 km/h. Aliás, segundo o fabricante, o zero a 100 km/h ocorre em 9,7 segundos, com velocidade máxima de 202 km/h (etanol) – no antigo Renegade TD, eram 9,9 segundos e 190 km/h, respectivamente.

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Com 1.643 kg e todo o aparato da tração 4×4, rodando na cidade (trânsito moderado) o computador de bordo informou médias de 6,3 km/l ao passo que na estrada fez 8,3 km/l bebericando etanol. Pode não ser o melhor dos mundos, mas o utilitário esportivo compacto arranca sorrisos pelo comportamento vigoroso durante as acelerações, assim como a calibração magistral das suspensões independentes nas quatro rodas.

Afinal, elas promovem um ótimo controle da carroceria e não deixa a carroceria rolar nas curvas. E mais um ponto positivo vai para a direção assistida eletricamente rápida ao esterço. Durante a prévia de lançamento do SUV, no ano passado, tivemos a oportunidade de encarar um trajeto fora-de-estrada e o Jeep Renegade ainda provou ser valente no off-road.

Jeep Renegade Trailhawk T270 4x4
O Jeep Renegade Trailhawk T270 4×4 possui ângulo de entrada de 30º e de saída de 32º (Foto: Divulgação)

Mesmo ao encarar um piso esburacado o SUV da Jeep mantém o bom nível de conforto e a altura em relação é de 20,2 cm (18,7 cm na versão Série S 4×4, por exemplo). Pelo seletor no painel é possível escolher entre os programas Auto (tração 4×4 acionada sob demanda), Areia, Neve e Pedra (exclusivo do Trailhawk). Há também o Sport, que promove uma pitada extra de desempenho ao realizar as mudanças de marchas em giros mais altos.

Caso você faça questão da mecânica turbodiesel terá que subir um degrau para os Jeep Compass Longitude TD350 4×4 (inicia em R$ 220.490), Limited TD350 4×4 (R$ 239.990) e Trailhawk TD350 4×4 (R$ 239.990). Ou optar pela picape monobloco Fiat Toro Freedom (começa em R$ 189.090), Volcano (R$ 203.490), Ranch (R$ 211.190) e Ultra (R$ 213.390).

Embora não seja uma pechincha, o Jeep Renegade Trailhawk T270 4×4 também recebeu um visual atualizado exibindo os novos para-choques (o traseiro com gancho de reboque), os faróis Full LED, a grade frontal de sete barras menor, a lanterna e a grafia dos logotipos atualizados, assim como as novas rodas de 17” calçadas por pneus de uso misto de medidas 215/60 R17.


Jeep Renegade Trailhawk T270 4x4
O para-choque traseiro possui gancho de reboque, enquanto as rodas de 17″ calçam pneus de uso misto de medidas 215/60 (Foto: Divulgação)

Elas convivem melhor no nosso asfalto por conta do perfil 60 dos pneus ao contrário dos “borrachudos” 225/55 R18 do Longitude ou 235/45 R19 na configuração Série S, a qual também traz a tração 4×4. Aliás, ela junta da Trailhawk são as únicas disponíveis na gama com a tração nas quatro rodas.

Interior

A cabine mudou no necessário e as novidades se concentram no volante herdado do “irmão” maior Compass, no quadro de instrumentos de 7”, no software atualizado do multimídia de 8,4” com Android Auto/Apple CarPlay sem fio, além dos bancos forrados em couro com costuras vermelhas – a mesma tonalidade também aparece em detalhes do painel e das laterais de portas.

Tanto os materiais empregados ao acabamento quanto o isolamento acústico do habitáculo seguem elogiáveis.

Entre os itens de série, destaque para o sistema de monitoramento de pontos cegos/pressão dos pneus, os sensores crepuscular/chuva, o assistente de descida/subida, o ar-condicionado de duas zonas, o detector de fadiga do motorista, os controles eletrônicos anti capotamento/tração/estabilidade, o carregador de smartphone por indução e os sete airbags (frontais, laterais, de cortina e de joelhos para o motorista), para citar.

Em dimensões, a carroceria do Jeep Renegade Trailhawk T270 4×4 oferta 4,268 m de comprimento, 1,805 m de largura e 1,712 m de altura, enquanto o entre-eixos é de 2,570 m. Já o porta-malas possui uma capacidade volumétrica de 314 litros ao contrário dos 385 litros das versões 4×2 da gama. Só para comparar, o Nissan Kicks oferece 432 litros, o Renault Duster (475) e o Chevrolet Tracker (393).

O Jeep Renegade Trailhawk possui o mesmo valor inicial da configuração Série S. Afinal, ambos cobram a partir de R$ 169.090. Daí fica com você a preferência. Se deseja um SUV mais elegante ou um com maior altura em relação ao solo e o exclusivo modo Rock (Pedra), além de uma aparência externa mais robusta.


FICHA TÉCNICA

JEEP RENEGADE TRAILHAWK T270 FLEX 4×4 AT9
Preço básico R$ 169.090 (R$ 174.716 para São Paulo)
Carro avaliado R$ 178.958 (R$ 184.912 para São Paulo) 

Jeep Renegade Trailhawk T270 Flex 4×4 AT9
Motor: quatro cilindros em linha 1.3, 16V, turbo, injeção direta, stema eletrohidráulico MultiAir III, com um eixo para as válvulas de escape
Cilindrada: 1332 cm³
Combustível: flex
Potência: 180 cv (g) e 185 cv a 5.750 rpm (e)
Torque: 270 Nm a 1.750 rpm (g/e)
Câmbio: automático sequencial, nove marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson com rodas independentes, braços oscilantes inferiores com geometria triangular e barra estabilizadora (d) e Multilink (t)
Freios: discos ventilados (d) e sólidos (t)
Tração: 4×4 sob demanda
Dimensões: 4,268 m (c), 1,805 m (l), 1,712 m (a)
Entre-eixos: 2,570 m
Pneus: 215/60 R17
Porta-malas: 314 litros
Tanque: 55 litros
Peso: 1.643 kg
0-100 km/h: 9s9 s (g) e 9s7 (e)
Velocidade máxima: 200 km/h (g) e 202 km/h (e)
Consumo cidade: 9,1 km/l (g) e 6,3 km/l (e)
Consumo estrada: 10,8 km/l (g) e 7,6 km/l (e)
Emissão de CO2: 139 g/km
Com etanol = 0 g/km
Nota do Inmetro: C
Classificação na categoria: A (utilitário esportivo compacto)

 

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