Avaliação: Mercedes-Benz GLA 200 mudou, mas sem perder a essência

O Mercedes-Benz GLA recebeu uma plástica e mais conteúdos. O que não mudou (e nem deveria) foi a sua dirigibilidade prazerosa

Olhe bem para o Mercedes-Benz GLA. Notou alguma mudança? Então, atente aos novos para-choques, à grade frontal, agora ostentando o mesmo design do SUV GLS, aos faróis, às lanternas e às rodas. Apesar de serem alterações tênues, elas injetaram um fôlego renovado ao modelo. Desde 2014 no Brasil e fabricado em Iracemápolis (SP) desde o ano passado, o GLA soma 11.000 unidades comercializadas, sendo o segundo modelo mais vendido do fabricante no País — atrás apenas do Classe C. A plástica caiu bem, porém a dirigibilidade continua sendo o ponto alto desse Mercedes-Benz. O motor 1.6 turboflex (também usado no Classe C) acorda logo depois da marcha lenta, proporcionando respostas eficientes, enquanto o câmbio de dupla embreagem muda ou reduz brevemente as sete marchas.

Na cidade, dependendo da situação, é possível andar com a sexta ou até a sétima engatada, cooperando no consumo. Para ser econômico, o GLA ainda possui o sistema start-stop (desliga o motor durante breves paradas) e ponto-morto eletrônico, que desacopla o motor da trasmissão ao tirar o pé do pedal do acelerador. Além do modo de condução Eco, existem os programas Comfort, Sport e Individual, responsáveis por alterar os parâmetros do motor, da transmissão, da direção e do ar-condicionado. Ao escolher pelo Sport, o GLA 200 responde mais prontamente. Ao exigir mais do 1.6, dirigindo em alta velocidade, pouco do ruído do motor e do vento são passados para dentro da cabine — o novo desenho da dianteira diminuiu o coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,29 para 0,28.

As suspensões têm calibração firme, garantindo boa dinâmica e mínima rolagem da carroceria. Em relação ao diabólico Mercedes-AMG A 45, o GLA é 4,5 cm mais alto. E, sem dúvida, sua versatilidade é um diferencial frente ao Classe A e ao CLA, pois ele enfrenta com desenvoltura o fora-de-estrada light, como uma estradinha de terra batida ou de areia. Mas a tração é só dianteira e não 4×4. As rodas são de 18” nas configurações 200 ff Style (R$ 158.900), 200 ff Advance (R$ 175.900) e 200 ff Enduro (R$ 203.900) e ajudam a roubar um pouco do conforto ao passar por “costelas de vacas”, depressões e outras imperfeições do piso.

Por dentro, o acabamento é primoroso. Destaque para os novos acabamentos e revestimentos, enquanto a central multimídia espelha o conteúdo do smartphone por meio do Android Auto e do Apple Car Play. Uma vez dentro, quem viaja no GLA encontra uma cabine ligeiramente menor graças à largura e altura menores, comparado aos rivais Audi Q3 e BMW X1. Já em segurança, são sete airbags, incluindo o de joelhos para o motorista. Se você ficou interessado, além das versões 200 ff, a gama do Mercedes GLA ainda é composta pelas configurações 250 (R$ 232.900), com motor 2.0 turbo e 211 cv, e a radical AMG 45 (R$ 359.900) trazendo um 2.0 turbinadaço de 381 cv.


Ficha técnica:

Mercedes-Benz GLA 200 ff Advance

Preço básico (AT): R$ 158.900
Carro avaliado: R$ 175.900
Motor: 4 cilindros em linha 1.6, 16V, turbo, injeção direta
Cilindrada: 1595 cm3
Combustível: flex
Potência: 156 cv a 5.300 rpm (g/e)
Torque: 25,5 kgfm de 1.200 a 4.000 rpm (g/e)
Câmbio: automatizado, sete marchas, dupla embreagem
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e multilink (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,417 m (c), 1,804 m (l), 1,524 m (a)
Entre-eixos: 2,699 m
Pneus: 235/50 R18
Porta-malas: 421 litros
Tanque: 50 litros
Peso: 1.435 kg
0-100 km/h: 8s1
Velocidade máxima: 215 km/h*
Consumo cidade: 10 km/l (g) e 6,9 km/l (e)
Consumo estrada: 12,7 km/l (g) e 8,8 km/l (e)
Nota do Inmetro: C
Classificação na categoria: B (Grande)