Avaliação: Mercedes-Benz GLC combina motor a diesel e conforto

O Mercedes-Benz GLC 220 d conquista pela dirigibilidade suave, mas lá fora o utilitário esportivo está prestes a estrear uma nova geração

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Mercedes-Benz GLC 220 d
Foto: Roberto Assunção

A sigla GL, abreviação de Geländewagen (veículo todo-o-terreno, traduzido do alemão), define os utilitários esportivos da Mercedes-Benz. Após a reorganização das nomenclaturas do fabricante, a letra “C” foi inserida ao nome por se tratar de um SUV do Classe C – a mesma lógica dos “irmãos” GLA, GLB, GLE e o sofisticado GLS. Este
Mercedes GLC substituiu o modelo GLK, e a atual geração, X253, estreou um facelift na linha 2020, junto da introdução à época do inédito propulsor a diesel.

As mudanças visuais trouxeram os novos para-choques, as rodas de liga leve de 19”, as saídas de escape redesenhadas e a grade do radiador inspirada no antigo GLA, com as duas barras vazadas e a estrela de três pontas ao centro.

A cabine começa a sentir o peso da idade, mas ainda agradam a posição de dirigir, a ergonomia oferecida pelos comandos bem localizados à mão e a visibilidade dianteira quanto traseira.

O quadro de instrumentos totalmente digital é de 12,3” ao passo que o multimídia MBUX (Mercedes-Benz User Experience) possui 10,25”. E no volante estão os botões táteis, como na nova geração do Classe C e no luxuoso Classe E (confira nos links abaixo as nossas avaliações).


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O interior ainda oferece teto solar panorâmico, pacote de iluminação configurável, áudio da renomada Burmester com 590 W e espaço para as pernas/joelhos de quem viaja atrás graças aos 2,873 m de entre-eixos, assim como para a cabeça pela altura de 1,644 m – o Mercedes-Benz GLC 300 4MATIC Coupé AMG Line (R$ 537.900) oferta 1,602 m pelo estilo do caimento abrupto do teto.

O porta-malas do Mercedes-Benz GLC tem capacidade volumétrica de 550 litros (500 no Coupé) e a tampa motorizada abre ao passar o pé sob o para-choque traseiro. O banco de trás é rebatido ao toque de um botão e há ainda o reboque elétrico retrátil.

Mercedes-Benz 220 d
Foto: Roberto Assunção
Mercedes GLC tem motor a diesel de 194 cv

A unidade de quatro cilindros 2.0 turbinada com bloco de alumínio e injeção direta está atrelada ao câmbio automático de nove marchas. São 194 cv de potência e 400 Nm (40,78 kgfm) de torque entre 1.600 e 2.800 rpm, que movem sem esforços os 1.835 kg do Mercedes-Benz GLC.

A engenharia alemã transmite um baixíssimo nível de ruído e de vibração, seja nos baixos ou nos médios giros – o isolamento acústico do habitáculo é elogiável. O Mercedes-Benz GLC 220 d 4Matic junto dos modelos GLE 400 d 4Matic (R$ 696.900) e GLE 400 d 4MATIC Coupé (R$ 746.900) são as opções movidas a diesel da Mercedes-Benz à venda no Brasil. 

O câmbio automático de nove marchas permite realizar trocas sequenciais pelas borboletas atrás do volante e estão disponíveis os modos de condução Eco, Comfort, Sport, Individual, Off-Road e Off-Road +, os quais alteram determinados parâmetros do veículo, como as respostas do motor, da transmissão, da tração e do ar-condicionado, por exemplo.

O programa Eco deixa as reações comedidas e prioriza a eficiência ao andar sempre em giro baixo. Aliás, na estrada, indo a 120 km/h em última marcha o ponteiro do conta-giros repousa nas 1.500 rpm e ao tirar o pé do pedal do acelerador é ativada a função Sailing (Roda Livre) para aproveitar a inércia e beneficiar o consumo/emissão de poluentes.

Outro recurso é o Start-Stop, que desliga o propulsor durante as breves paradas. Sendo assim, durante nossa convivência registramos médias urbanas entre 9,6 e 12 km/l e rodoviárias superiores a 18 km/l.

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As suspensões empregam grandes rodas 19” calçadas por pneus de medidas 235/55 e convivém bem em nosso asfalto elevando a sensação de conforto dos passageiros. Tudo muito suave e sem batidas secas ao transpor buracos, valetas, lombadas mais pronunciadas ou remendos no asfalto.

Mercedes-Benz 220 d
Foto: Roberto Assunção

A condução afiada esbanja uma mínima rolagem da carroceria nas curvas feitas mais apressadamente e a dirigibilidade cooperada pela tração 4Matic. No entanto, quem deseja emoção ao volante deve migrar pelas opções esportivas Mercedes-AMG GLC 43 (R$ 600.900), Mercedes-AMG GLC 43 Coupé (R$ 641.900) e a radical Mercedes-AMG GLC 63 S Coupé (valores de R$ 828.900 a R$ 861.900). 

Já a segurança do Mercedes-Benz GLC, que enfrenta a concorrência do Audi Q5, do BMW X3, do Land Rover Discovery Sport, do Jaguar F-Pace e do Volvo XC60, é garantida pelos assistentes de pontos cegos/estacionamento/farol alto, o Active Lane Keeping (aviso de saídas involuntárias de faixas), controlador adaptativo de velocidade, os airbgas frontais, laterais, de cortina e de joelhos para o motorista, frenagem autônoma de emergência e sistema de câmeras de 360º, para citar.

Lançado em 2015, o Mercedes-Benz GLC está prestes a debutar a segunda geração nos mercados estrangeiros, a qual utilizará a plataforma MRA do novo Classe C exibindo novas dimensões, a linguagem visual do sedã, o interior inspirado no Classe S e a chegada da eletrificação ao SUV, seja um híbrido-leve ou um híbrido plug-in. São cenas dos próximos capítulos.


FICHA TÉCNICA

MERCEDES-BENZ GLC 220 D 4M Off-Road


Preço básico: R$ 417.900
Carro avaliado: R$ 417.900

Motor: quatro cilindros em linha 2.0, 16V, turbo, injeção direta
Cilindrada: 1950 cm3
Combustível: diesel
Potência: 194 cv a 3.800 rpm
Torque: 400 Nm entre 1.600 e 2.800 rpm
Câmbio: automático sequencial, nove marchas
Direção: elétrica
Suspensões: braços sobrepostos (d/t)
Freios: discos ventilados (d/t)
Tração: integral
Dimensões: 4,658 m (c), 1,890 m (l), 1,644 m (a)
Entre-eixos: 2,873 m
Pneus: 235/55 R19
Porta-malas: 550 a 1.600 litros
Tanque: 66 litros
Peso: 1.835 kg
0-100 km/h: 7s9
Vel. máxima: 215 km/h (limitada eletronicamente)
Consumo cidade: 12 km/l
Consumo estrada: 15,2 km/l
Emissão de CO2: 148 g/km
Nota do Inmetro: C
Classificação na categoria: A (SUV Grande 4×4)


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