Avaliação: Mercedes-Benz C 180 agora com motor flex


Fique esperto, BMW Série 3. O Mercedes-Benz Classe C agora também é bicombustível. E a versão escolhida C 180 é a única da linha a beber gasolina/etanol. A escolha da marca por essa configuração é devido ao maior mix de vendas que, segundo o fabricante, corresponde a 43% dentro da família – composta ainda pelas versões C 200 e C 250 além da excelente perua C 180 Estate. Sob o capô, o motor 1.6 16V flex com turbo e injeção direta do C 180 flex foi desenvolvido na Alemanha trazendo aperfeiçoamentos mecânicos e tratamento nos componentes contra a ação corrosiva do combustível vegetal. Entre eles, novo cabeçote, bomba de combustível de maior vazão, linha de combustível e bicos injetores revistos e tanque revestido.

Diferentemente do rival Série 3, o Classe C não exibe nenhuma identificação visual de que é bicombustível – somente no bocal do tanque. Aliás, o comportamento desse Mercedes-Benz é idêntico ao do C 180 a gasolina. Afinal, tanto a potência quanto o torque mantiveram-se inalterados (156 cv e 25,5 kgfm). Isso é muito bom, pois o sedã continua oferecendo um desempenho bastante progressivo e um rodar macio e silencioso. Os modos de condução Eco, Comfort, Sport, Sport + e Individual mudam alguns parâmetros do carro, como motor, câmbio e ar-condicionado. E a transmissão segue automática sequencial de sete marchas, com opção de trocas manuais nas borboletas atrás do volante.

Apesar de seu bom funcionamento, quando queremos dirigir mais esportivamente, essa transmissão 7G-Tronic às vezes fica sem saber qual marcha engatar. Embora o C 180 arranque elogios por “n” motivos, seus dados de desempenho são inferiores ao do rival BMW 320i, dotado de propulsor maior 2.0 de 184 cv e 27,5 kgfm. O carro nos foi entregue abastecido com metade de gasolina e metade de etanol. Rodando a maior parte do tempo na cidade, registrou consumo de 7,2 km/l em congestionamentos. Aliás, o C 180 ficou ligeiramente mais gastão com gasolina devido à nova calibração do motor.

De acordo com o Inmetro, o C 180 a gasolina fazia 10,9 km/l (cidade) e 15,9 km/l (estrada), passando agora a cravar 10,2 km/l e 13,3 km/l, respectivamente. Já que o assunto é quem chega mais longe gastando menos combustível, o 320i crava 9,4 km/l (cidade) e 13,3 km/l (estrada) – lembre-se que o modelo da BMW usa um motor 2.0 16V. Quem ficou interessado terá que desembolsar R$ 148.900 pelo C 180 flex. Um aumento de preço frente aos R$ 144.900 cobrados pelo modelo em abril. Ele só poderia ter algumas comodidades a mais, como os práticos sensores de estacionamento traseiros. Mesmo assim, o Mercedes-Benz custa menos comparado ao BMW 320i (a partir de R$ 163.900).

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Ficha técnica:

Mercedes-Benz C 180 Avantgarde Flex

Preço básico: R$ 148.900
Carro avaliado: R$ 148.900
Motor: 4 cilindros em linha 1.6, 16V, turbo, injeção direta
Cilindrada: 1595 cm3
Combustível: flex
Potência: 156 cv a 5.300 rpm (g/e)
Torque: 25,5 kgfm entre 1.200 e 4.000 rpm (g/e)
Câmbio: automático, sete marchas
Direção: elétrica
Suspensões: McPherson (d) e independete multi-link (t)
Freios: Discos ventilados (d) e sólidos (t)
Tração: traseira
Dimensões: 4,686 m (c), 1,810 m (l), 1,442 m (a)
Entre-eixos: 2,840 m
Pneus: 225/50 R17
Porta-malas: 480 litros
Tanque: 66 litros
Peso: 1.425 kg
0-100 km/h: 8s5 (g/e)
Velocidade máxima: 223 km/h (g/e)
Consumo cidade: 10,2 km/l (g) e 7,0 km/l (e)
Emissão de CO2: 119 g/km (com etanol = 0 g/km)
Consumo nota: B
Consumo estrada: 13,3 km/l (g) e 9,2 km/l (e)
Nota do Inmetro: B
Classificação na categoria: A (Extra Grande)