Avaliação: seis marchas dão mais fôlego à Hilux Flex 2017

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Há tempos a Hilux Flex é uma opção sem igual no mercado. A picapona da Toyota é a única entre as médias/grandes com a combinação de motor flex com câmbio automático, seja 4×2, seja 4×4 (com a descontinuação da Mitsubishi L200 V6 Flex 4×4 na geração que está chegando agora). Por que a concorrência não oferece nada igual? Igual, exatamente, não. Mas Fiat Toro e Renault Oroch são novas e boas opções se você estiver disposto a abrir mão do porte, da caçamba, do status e da robustez de uma picapona old style, construída sobre chassi (e, por outro lado, se livrar de seus pontos negativos como o consumo alto).

Mesmo diante desse ataque indireto das novas picapes menores e com monobloco – que de fato podem roubar clientes da Hilux Flex –, a Toyota investiu no modelo e lança hoje (3/8) sua linha 2017, junto com a do SUV SW4 Flex (confira AQUI todas as versões e preços), que estava devendo desde a apresentação dessa oitava geração com motor a diesel, no fim do ano passado (confira AQUI tudo o que mudou nessa nova geração e AQUI a avaliação da SRX 2.8 diesel).

A maior novidade dessa nova Hilux Flex – além das mudanças da nova geração – está justamente no câmbio automático. E ele agora, além de ser única oferta do segmento, está bem melhor. Ganhou duas marchas adicionais, que deram uma dose extra de fôlego à picape.

Com a redução das primeiras marchas, a melhora no desempenho aparece principalmente nas saídas da imobilidade, quando a Hilux Flex de quatro velocidades era bem preguiçosa. E isso pesava contra ela, principalmente no uso urbano. A agilidade nas retomadas também está notadamente maior, e ainda há o modo Sport (alavanca para esquerda) com opção de trocas sequenciais. Não é um desempenho que empolgue, longe disso, mas melhorou bem.

Já no uso rodoviário a nova caixa tem quinta e sexta bem mais longas, permitindo ao motor girar mais baixo (a 110/120 km/h) são apenas 2.000 rpm. E isso não apenas ajuda a reduzir o consumo quanto aumenta o conforto a bordo, com menor ruído na cabine (só nas esticadas que se ouve bem o motor).

O motor 2.7 flex também evoluiu para reduzir consumo e emissões: ganhou duplo comando variável, teve as câmaras de combustão redesenhadas e eliminou o tanquinho de partida a frio. Combinadas, as mudanças reduziram o consumo em 7%, segundo a marca. Não que ele seja bom. Segundo o Inmetro, com etanol a Hilux faz 4,9 km/l na cidade e 5,9 na estrada (com gasolina, 7,1 e 8,5, respectivamente). Ganha apenas uma nota C na categoria (que tem vários modelos menores e com cabine simples) e E no ranking geral. Mas vale frisar que é quase o mesmo resultado das rivais flex com câmbio manual. Não há milagre para peso e aerodinâmica de uma picapona dessas. Para tentar economizar um pouco mais, vale ativar o botão Eco Mode no console, que deixa a picape mais relaxada (e como na diesel, há também o Power Mode, que a deixa mais arisca e estica mais as marchas).

Nosso primeiro contato com a picape foi em um percurso curto na terra com uma versão SRV 4×2 automática (como todas as flex) de R$ 120.800 (preço de uma Toro Diesel 4×4). Percebemos que, sem o 4×4, apesar das suspensões mais macias e confortáveis que a média, a traseira – onde é despejada a potência – tende a escapar. Mas os controles de tração e estabilidade agem precocemente e com competência para manter a picape na estrada. As trocas sequencias foram úteis nas descidas, e até que são rápidas (na maior parte do tempo).

Com uma combinação de bom conforto ao rodar, cabine com acabamento acima da média, boas lista de equipamentos (podia ter mais airbags; confira lista abaixo) e uma central multimídia completa – embora ruim de mexer er com tela que reflete muito –, a Hilux Flex é uma opção a ser considerada diante da falta de opções no mercado. Se você não se satisfizer com uma Toro ou uma Oroch, claro.

LISTA DE EQUIPAMENTOS

SR 4×2 A/T (R$ 111.700)
Ar-condicionado manual, alarme, computador de bordo, vidros, travas e retrovisores elétricos, sistema multimídia com quatro alto-falantes, tela de sete polegadas, navegador GPS, TV Digital e leitor de DVD, banco do motorista com regulagem de altura, coluna de direção com ajuste de altura e profundidade, airbags frontais e para os joelhos do motorista, piloto automático, faróis de neblina e seletor de modos de condução.

SRV 4×2 A/T (R$ 120.800)
Adiciona à SR: banco do motorista com ajustes elétricos, ar-condicionado automático digital, sistema de som com seis alto-falantes, computador de bordo com tela TFT de alta resolução, bancos e console entre com forração em couro, saída de ar traseiras, retrovisores \ com capa cromada e rebatimento elétrico, assistente de reboque e partida em rampas, controles eletrônicos de tração e estabilidade e alarme com sensor volumétrico.

SRV 4×4 A/T (R$ 131.200)
os mesmos da SRV 4×2

FICHA TÉCNICA
TOYOTA HILUX FLEX CD
Preço básico: R$ 111.700
Carro avaliado (SRV AT 4×2): R$ 120.800

Toyota Hilux Flex SRV AT 4×2
Motor: 4 cilindros em linha 2.7, 16V, duplo comando variável
Cilindrada: 2694 cm3
Combustível: flex
Potência: 159 cv a 5.000 rpm (g) e 163 cv a 5.000 rpm (e)
Torque: 25 kgfm a 4.000 rpm (g/e)
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Direção: hidráulica
Suspensão: duplo A (d) e eixo rígido com molas semielípticas (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: traseira (SRV AT 4×4: traseira ou 4×4, com reduzida)
Dimensões: 5,330 m (c), 1,855 m (l), 1,815 m (a)
Entre-eixos: 3,085 m
Pneus: 265/65 R17
Caçamba: 850 kg / aprox.1.100 litros
Tanque: 80 litros
Peso: 1.860 kg
0-100 km/h: 14s5 (medição MOTOR SHOW)
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo cidade: 7,1 km/l (g) e 4,9 km/l (e)
Consumo estrada: 8,5 km/l (g) e 5,9 km/l (e)
Emissão de CO2: 177 g/km* (com etanol: zero)
Nota do Inmetro: E
Classificação na categoria: C (picape)
*estimada

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