Avaliação: Toyota Corolla XEi mostra o segredo do sucesso

Opção de entrada com motor 2.0, o Toyota Corolla XEi é o mais vendido da linha – e ajuda a explicar o incrível número de emplacamentos do sedã

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O Corolla foi o carro mais vendido do mundo no ano passado, e isso não é novidade. Mais impressionante, considerando o mercado, é ter sido o quinto mais vendido no Brasil – entre todos os modelos. Emplacou mais que o triplo do segundo colocado entre os sedãs médios, o Honda Civic, e ficou à frente de best-sellers como Fiat Palio, VW Gol, Renault Sandero e Honda HR-V, o rei dos SUVs. Sucesso fácil de explicar, pois qualidades não lhe faltam.

O design é feliz, apesar de conservador, e mesmo a conhecida dirigibilidade insossa nessa última geração ganhou toques de esportividade, graças ao ótimo câmbio automático. Ser um CVT que não incomoda já é bom sinal, mas o do Corolla vai além: prioriza o consumo e, para agradar o motorista, simula sete marchas, com “trocas” realistas, modo Sport e um obediente modo sequencial, com mudanças pela alavanca ou aletas no volante. O motor 2.0 aspirado ajuda.

Não se render ao downsizing acarreta um consumo maior que o dos rivais turbinados, não passando de 9 km/l na cidade e 14 na estrada (gasolina), mas o 4 cilindros entrega a força de forma progressiva e linear, e sem retardo de resposta (turbo lag). Nessa linha 2018, o sedã ganhou controle de estabilidade, sete airbags e ajustes nas suspensões e na direção. As primeiras seguem ótimas – com eixo de torção atrás e pouco esportivas, porém muito sólidas e bem isoladas –, enquanto a última podia ser mais leve em manobras. De qualquer modo, o Corolla é um carro correto e bastante prazeroso de guiar. Para completar, o pós-venda é elogiado, assim como a durabilidade e a revenda.

Defeitos? O painel é criticado, mais pelo design e pelo reloginho do que pelo acabamento em si. E a central multimídia tem navegador GPS off-line e até tevê digital, mas é incompatível com Android Auto e Apple CarPlay, tem interface ruim e touchscreen lento nas respostas. Outro problema é que não faltam bons rivais: além dos dois citados ao lado, há o VW Jetta 1.4 TSI – que venceu por pouco o comparativo com o Corolla 2017 (edição 394) e hoje, por R$ 100.920 – já com o kit Exclusive, que o deixa mais equipado –, ainda é uma das opções a considerar. Mas vamos entender se você optar pelo Corolla. Para quem é racional, ele é uma opção quase irresistível.


Ficha técnica:

Toyota Corolla XEi

Preço básico: R$ 103.990
Carro avaliado: R$ 105.440
Motor: 4 cilindros em linha 2.0, 16V, duplo comando continuamente variável
Cilindrada: 1986 cm3
Combustível: flex
Potência: 144 cv a 6.000 rpm (g) e 154 cv 5.800 rpm (e)
Torque: 18,6 kgfm a 4.800 rpm (g) e 20,7 kgfm a 4.800 rpm (e)
Câmbio: continuamente variável (CVT), sete marchas simuladas
Direção: elétrica
Suspensões: MacPherson (d) e eixo de torção (t)
Freios: disco ventilado (d) e disco sólido (t)
Tração: dianteira
Dimensões: 4,620 m (c), 1,775 m (l), 1,485 m (a)
Entre-eixos: 2,700 m
Pneus: 215/50 R17
Porta-malas: 470 litros
Tanque: 60 litros
Peso: 1.335 kg
0-100 km/h: 9s6 (e)
Velocidade máxima: não divulgada
Consumo cidade: 10,6 km/l (g) e 7,2 km/l (e)
Consumo estrada: 12,6 km/l (g) e 8,8 km/l (e)
Emissão de CO2: 118 g/km
Nota do Inmetro: B
Classificação na categoria: A (grande)

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