Avaliação: Toyota Hilux 2019 combina nova aparência com velhas qualidades

A Toyota Hilux tem na reputação o maior atrativo. Ganha novo design e equipamentos para seguir na liderança – mas a versão SRX não compensa

 

Excluindo a Fiat Toro, que não é picape média, quase 30% desse significativo mercado é da Toyota Hilux. Não surpreende a quem conhece sua história e reputação: 50 anos, fama de inquebrável, milhões de unidades vendidas. Mesmo sendo “time que está ganhando”, chegou a hora da oitava geração, de 2015, se atualizar – para continuar à frente da Chevrolet S10, que segue no seu encalço.

De fora, a mudança acontece principalmente na dianteira, com uma nova grade hexagonal – como da Tundra, a irmã vendida nos EUA – e para-choque também inédito.Tudo isso vem desde a versão SR (R$ 111.990 a versão flex 4×2 MT, R$ 6.000 a mais com câmbio automático e R$ 160.490 a diesel AT 4×4). Já a configuração SRX 50th Anniversary (R$ 196.990) ganha, ainda, capota marítima (a Hilux nunca teve de série), placa comemorativa e novas rodas, que mantém aro 18 (rivais como a Volkswagen Amarok Extreme têm até 20”).

Dentro, a SRX adota acabamento escuros e black piano, couro perfurado e instrumentos redesenhados com luz branca – além de luz diurna de LED (normal nas demais). Falando em equipamentos, as Standard ficaram mais completas e a SR ganhou luz diurna e ar digital, mas a que mais evoluiu foi a intermediária SRV (R$ 179.990), que ganhou airbags laterais e de cortina, chave presencial, vidros um-toque e retrovisor eletrocrômico.

As configurações mais interessantes são a SRV flex 4×4 AT (R$ 140.990), rara opção com essa combinação mecânica, mas que agrada só a quem não faz questão de desempenho (são só 163 cv) e não liga para gastar combustível. Porque o ideal é o 2.8 a diesel de 177 cv, com torque maior. Além do modo padrão, há o Eco, que a deixa econômica (marcamos 9 km/l na cidade e 13 na estrada), e o Power, que a deixa mais bruta e parecida com Chevrolet S10 e Ford Ranger – sobre a última a Hilux leva vantagem pelas suspensões mais macias.

Enfim, a Hilux é uma bela picape, que une um novo visual com as velhas qualidades. Prefira as opções SR e SRV. Por R$ 200.000, essa SRX perde apelo, principalmente comparada a rivais bem mais incrementadas no visual, acabamento e equipamentos –
como S10 High Country e VW Amarok Extreme (a última tem um V6 a diesel de 225 cv).


Ficha técnica:

Toyota Hilux SRX

Preço básico (TD AT): R$ 140.490
Carro avaliado: R$ 196.990
Motor: 4 cilindros em linha 2.8, 16V, turbo commonrail
Cilindrada: 2755 cm³
Combustível: diesel
Potência: 177 cv a 3.400 rpm
Torque: 45,9 kgfm de 1.600 a 2.400 rpm
Câmbio: automático sequencial, seis marchas
Direção: hidráulica
Suspensões: duplo A (d) e eixo rígido com molas semielípticas (t)
Freios: disco ventilado (d) e tambor (t)
Tração: 4×2 ou 4×4, com reduzida e bloqueio eletrônico do diferencial
Dimensões: 5,315 m (c), 1,855 m (l), 1,815 m (a)
Entre-eixos: 3,085 m
Pneus: 265/60 R18
Caçamba: 1.000 kg / aprox.1.100 litros
Tanque: 80 litros
Peso: 2.090 kg
0-100 km/h: 12s5*
Velocidade máxima: n/d
Consumo cidade: 9,0 km/l
Consumo estrada: 10,5 km/l
Emissão de CO²: 208 g/km
Nota do Inmetro: D
Classificação na categoria: C (Picape)

*medição MOTOR SHOW

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